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Farmville

por Zélia Parreira, em 30.06.13

Enquanto o Tony dava música a alguns, outros procuravam alimentos mais concretos e definidos. Foi um fartote! Só acho que deviam ter levado sacos do Continente. Assim, já é abuso...

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A estupidificação da sociedade

por Zélia Parreira, em 26.05.13

Dezenas de comentadores políticos, conhecedores de tudo o que há para saber e dizer sobre a actualidade. Ministros, secretários de estado e deputados. Políticas educativas, culturais e de desenvolvimento económico. Investigadores, cientistas, licenciados, pós-graduados, mestres, doutores e pós-doutorados. De que serve tudo isto, se ao domingo à noite as televisões dedicam várias horas de emissão a uma dúzia de malucos presos por vontade própria numa casa onde nem podem tomar banho de água fria enquanto outra dúzia de malucos debatem a angústia de mergulhar numa piscina de água quente?

 

 

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Da coragem ou falta dela

por Zélia Parreira, em 20.05.13

Há vários dias que somos bombardeados com a "coragem" de Angelina Jolie. Sem lhe retirar o mérito, convém ter os pés bem assentes na terra. Em Portugal esta cirurgia também é possível e é feita por quem tem possibilidades económicas para o fazer. No sistema público, nem os testes genéticos ou as consultas de risco se conseguem obter. O mero acompanhamento ou vigilância de situações já diagnosticadas de carácter benigno, que a qualquer momento podem evoluir para o que toda a gente teme, está a ser cancelado pelos hospitais públicos.

 

Quando a assistência à saúde está a ser cada vez mais estrangulada e vedada a quem não tem possibilidades económicas, dificilmente se pode pedir coragem a quem simplesmente não tem escolha.

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Um género extraordinariamente grave de amnésia

por Zélia Parreira, em 13.05.13


Diz aquele que, na minha lista de pessoas credíveis, é o primeiro a contar do fim. 

                  

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Paixões

por Zélia Parreira, em 29.04.13

A "minha" Feira do Livro está a decorrer. Já aqui vos falei dela, é uma iniciativa que faço com muito carinho e, confesso, algum orgulho. É uma das maiores feiras do país em dimensão e venda de livros, acompanhada por um programa de actividades que inclui poesia, música, teatro, humor, etc... Nos dias que em que dura a Feira, mal vou a casa. Entro de manhã cedo ao serviço e só saio depois da meia noite, quando a feira fecha. Estou presente de manhã, de tarde e à noite, em espectáculos, apresentações de livros ou a receber as visitas de todas as escolas do concelho. Graças a um projecto que implementámos de há 4 anos para cá, todos os meninos do concelho têm a possibilidade de escolher e levar um livro que lhes é oferecido por uma entidade (instituição, empresa ou associação). Como podem perceber, são uns dias intensos mas muito gratificantes.

 

Ontem havia um espectáculo de poesia e música com José Fanha. Numa raríssima excepção, utilizei a minha folga e não assisti à actividade, porque a essa hora vinha a vencer os 245 quilómetros que separam Moura do Estádio de Alvalade. 

 

Quando chegou à Feira do Livro para fazer o teste de som, o José Fanha perguntou pela bibliotecária. "Hoje não está... Sabe, ela é muito sportinguista e foi com os filhos ao jogo do Sporting". "Ah!" respondeu o José Fanha, "Esta é a tal bibliotecária que deixou o espectáculo a meio da última vez que cá vim, para saber o resultado do jogo em que o Sporting ganhou o campeonato em 2002! Nunca mais me esqueci!" Espero que a minha Vereadora não lhe tenha contado que, quando o Sporting joga, eu participo em reuniões e apresento actividades com o auricular no ouvido.

 

Ainda cheguei a tempo de o cumprimentar e de lhe apresentar as minhas desculpas, mas temo ficar conhecida como a bibliotecária que já trocou duas vezes uma sessão de poesia e música por um jogo do Sporting...

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Informação, ou outra coisa qualquer.

por Zélia Parreira, em 13.03.13

Horas.

Horas a fio.

A Carla Trafaria a dizer asneiras e o quadradinho ali ao canto. O João Baião aos saltos, a mostrar rendas e bordados, e a imagem da chaminé continua ali, sem dar sinais de nada.

Os batalhões de jornalistas já averiguaram e divulgaram o horário das votações, bem como o horário a que sairá fumo, negro ou branco. Porém, a RTP, paga por todos nós, gasta milhares de horas de tempo de satélite para filmar uma chaminé tosca, instalada provisoriamente por cima de um telhado.

Horas a fio.

Horas.

 

Fumo? Só para os nossos olhos.

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Culpada

por Zélia Parreira, em 09.02.13

À luz da Lei de Godwin, considero-me culpada. Mas como reagir de outra forma a isto, a não ser relembrando que Hitler acreditava no mesmo?

 

Não se iludam, também eu quero que todas as crianças tenham uma vida digna, pais que os amem e eduquem e lhes proporcionem condições de habitação, alimentação e educação acima do satisfatório. O que há a fazer para garantir isto é dar aos pais a oportunidade de traballho para poderem assegurar o sustento da sua família. Sem caridadezinhas e sem decisões arbitrárias por parte de quem se acha moralmente superior.

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O que é isto?

por Zélia Parreira, em 07.02.13

Se isto é verdade, o país aproxima-se cada vez mais de um perigoso processo de selecção social que me envergonha, me enoja e que repudio absolutamente.

Além da evidente ilegalidade da atitude, que pelos vistos vai ficar impune, permitam-me que pergunte: Onde andam agora as senhoras caridosas dos movimentos anti-aborto?

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Para a Laura

por Zélia Parreira, em 31.12.12

Laura, como está?

 

Escrevo-lhe porque por mais que tente, não consigo dirigir-me àquele "coisinho" com quem casou. Pedro é um nome tão bonito, que o escolhi para o meu filho e agora não posso de forma nenhuma, designar um ser tão... "coisinho", pois.

 

Serve a presente carta para lhe dizer que os votos de festas felizes cá chegaram, mas a felicidade que enviou não compareceu. A sorte é que nós tínhamos aqui um bocadinho da nossa felicidade e lá se fez a festa. Usei os pratos que estão habituados à minha mesa, o serviço ainda é recente, não havia razão para comprar outros. A família coube toda na mesma mesa, mas foi preciso jeitinho, porque entre irmãs, pais e filhos já somos quase 20. A comida também não deu para esticar muito, porque já se sabe, o tempo não está para bifes. Enfim, arranjou-se qualquer coisita.

 

O problema é aquele aperto no coração que não me larga. Só penso em propinas e contas da EDP, facturas e prestações! Uma chatice. Só tenho um crédito bancário, que fiz quando achei que (presunção!) devia comprar uma casa para morar com os meus filhos, mas agora compreendo que sonhei acima das possibilidades.

 

Olhe querida, isso dos presentes simples e menores é que não pôde ser. Os meus filhos são muito poupadinhos e só quiseram ser sócios do Sporting Clube de Portugal. É um presente pequenino, o cartão de sócio é do tamanho de um cartão multibanco, mas representa a paixão de uma vida.

 

De forma que resolvi escrever-lhe este postalinho, para saber como é que me posso penitenciar. 3 prendas, um crédito à habitação e esta mania que temos cá em casa de estudar... Acha que isto vai com uns jejuns ou preciso ir de joelhos até Massamá?

 

Passe bem Laura, bom ano para si. Tenha coragem e veja-se livre do... coisinho.

 

Zélia


Também publicado aqui.

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A crise, a crise...

por Zélia Parreira, em 26.12.12

Não se deixem distrair pela simpatia da menina. Reparem na quantidade de letreiros negros e proibitivos na porta da loja. Que medo de comprar ali qualquer coisa!


Calças com buraquinho? Não trocamos. Tome... e embrulhe.
 

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