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Depois de ouvir a intervenção de Vítor Gaspar no almoço de empresários organizado pela Câmara de Comércio e Indústria Lusa-Espanhola, pelo menos partes da intervenção, fico com a certeza que Gaspar tem tanto jeito para acertar em previsões económicas como tem para o humor.

Ontem vi a entrevista do Ministro da Economia à RTP - ao Vítor Gonçalves - onde Álvaro Santos Pereira teve momentos de meter dó, de quase não dizer coisa com coisa. Hoje esteve ao lado de Vítor Gaspar, e no meio de toda equipa das finanças, na apresentação do dito pacote de estímulos à economia, do super-crédito fiscal, como lhe chamam.
Fiquei com a ideia que, ontem à noite, terminada a entrevista, o Álvaro não fazia a mínima ideia que hoje estaria ali. E que nem lhe passava pela cabeça do que haveria para anunciar… Quer dizer, fiquei com a ideia que o Álvaro já não é ministro há muito tempo mas que ainda não o sabe. E que será sempre o tal, o último a saber!
Estamos perante um ataque sem procedentes a quem trabalha em Portugal. Se de um lado vão buscar no IRS mais de 4 mil milhões de euros, do outro vão poupar "imenso" ao deixarem de dar 40 milhões ás Fundações, 200 milhões na PPP's e mais uns trocos por ai. Como sempre, apesar da lenta retórica de Vítor Gaspar, o governo vai pelo caminho mais fácil para ele: calcar em quem não pode fugir.
Tenham calma, que amanhã Vítor Gaspar vai explicar como vai tramar o país.
Vou perguntar a alguém de Caçarelhos já que quem veio de Frankfurt e de Bruxelas parece, por vezes, ser acometido por lapsus memoriae.
Cavaquistas defendem saída de Vítor Gaspar do Governo.
Eu não concordo. Defendo a saida do governo inteiro, mas isso sou eu que sou exagerado e acredito na solidariedade entre as pessoas.