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"As minhas declarações são as de um cidadão que tem o direito de se indignar sobre um dos elementos que mais tem minado o Estado de Direito: o desrespeito pelo segredo de justiça" - Vieira da Silva
Mas o cidadão Vieira da Silva não se pode esquecer que é ministro, tendo as suas afirmações a nível politico muito mais peso que a do cidadão.
Tratou-se evidentemente de um claro exagero e de perigosas acusações sobre a Judiciária.
"O que motiva essas forças e as pessoas que estão por trás do que me parece ser uma ilegalidade não é qualquer averiguação relativamente a qualquer processo de corrupção, é pura espionagem política, porque estar a ouvir um dirigente de um partido que também é primeiro-ministro sobre temas políticos e depois colocá-los nos jornais através de escutas cuja legalidade é mais do que duvidosa, considero isso algo de extremamente preocupante", Vieira da Silva.
Afirmar que o Ministério Publico faz espionagem politica é muito preocupante.
Pelo que se entende, o objectivo das escutas era Armando Vara e não Sócrates. Assim, todos que falassem com o amigo Vara ficariam nas gravações. Depois compete a quem de direito definir a sua validade das escutas.
Vieira da Silva era um dos melhores ministros da maioria absoluta e agora está a tentar começar com o pé esquerdo a minoria.