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Ouve-se nas notícias que o ex-ministro Vítor Gaspar defendeu hoje a sua sucessora no Parlamento. Olha-se para aqui e não é isso que se percebe. A não ser que, como por aí se pretende, o que esteja em causa seja outra coisa que não o facto de a ministra ter mentido ao Parlamento.
É que, o que Vítor Gaspar disse, foi mesmo que a ministra Maria Luís Albuquerque mentiu!
Juros da dívida portuguesa à beira dos 7%. Lembram-se de Teixeira dos Santos, há quase três anos, avisar que esse seria o tecto da resistência?
Não? Aqui vai uma ajuda!
Pois é. Há três anos Teixeira dos Santos declarava que a taxa de juro de 7% seria o limiar a partir do qual o país teria de chamar o FMI. O país não conseguia suportar taxas de juro dessa ordem. Foi imprudência, claro. Os mercados especulativos ficavam na altura a saber que poderiam esticar até aí ...
Este governo tem falhado tudo o que havia para falhar, como estamos fartos de saber e já ninguém consegue negar. Temos no entanto visto que aquele pequeno grupo de pessoas que, na esfera dos dois partidos que suportam o governo, ainda defende esta governação socorre-se, para isso, de um único argumento: o da credibilidade externa. Esse escasso número de apoiantes deste governo agarra-se ao único mérito que lhe reconhece: a recuperação da credibilidade junto dos credores. E invariavelmente recorrem logo a seguir a um argumento que, por muito repetido, dão por certo e verdadeiro:"como se prova pela descida dos juros"!
É verdade: a taxa de juro que há pouco mais de dois anos era dramaticamente insustentável é hoje a única coisa que os apoiantes deste governo têm para lhe creditar!
O resgate da credibilidade internacional não passa de um mito. É sabido que uma mentira muitas vezes repetida passa a verdade. Mas a máquina de propaganda do governo faz mais: mais do que uma simples verdade, faz da mentira muitas vezes repetidas um mito!
" Se Sócrates mentiu, nem acho que seja muito grave"
Inês de Medeiros
Boas..
Cá estou eu para dar o meu contributo neste espaço de Verdade e Liberdade.
Mas hoje apenas "falarei" de Verdade.
(A Liberdade não a abordo, porque é uma condição necessária ao Homem).
Não existe apenas uma verdade ou a Verdade. Existem várias.
As em que acreditamos e aquelas em que não nos revemos.
Por isso peço a Vossa colaboração no debate das mesmas, nas em que Vocês acreditarão e confiarão e mesmo até naquelas em que não se revejam ou pactuem.
É no debate e na troca salutar de ideias que o Homem progride como Ser Humano e Ser Pensante.
Não esperem de mim longos e/ou enfadonhos textos, mas apenas o "comprimento" necessário" para suscitar o seu debate.
Sendo assim, deixo já um abraço a quem me convidou e outro para quem me há-de ler e/ou comentar...
Abraços!