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Não sabem o que fazem?

por Cristina Torrão, em 10.12.12

Uma mulher de 33 anos viveu em total isolamento desde que completou a quarta classe, quando tinha 10 anos.

 

Anda toda a gente a falar da enfermeira que se suicidou e ninguém olha para a prata da casa: uma vida destroçada, um ser humano que dificilmente voltará a ser gente. É impossível imaginar o sofrimento atroz desta miúda/mulher sem enlouquecer também.

 

O que mais me choca, porém, é a ignorância boçal, pelo menos do pai, que não tem a mínima consciência do crime que cometeu! Indizível! Vê-se o vídeo e não se acredita!

 

Que fazer? Como agir?

«Perdoai-lhes, Pai, que eles não sabem o que fazem»?

Não sei. Não sei se há lugar para o perdão. Um crime destes não pode deixar de ser punido. Temos só uma vida e a Ana não pode voltar atrás. Mesmo que, com trinta e três anos, acredite que tem sete ou oito.

 

Tudo isto me revolta, tudo isto me deixa triste. Muito triste.

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Massacre

por Cristina Torrão, em 20.10.11

 

Para que fique claro: apesar de eu ser uma acérrima defensora dos direitos dos animais e de publicar histórias de amizade entre humanos e criaturas ferozes, não sou uma idealista, que julga que devíamos ir todos fazer festinhas às criaturas, para que elas ficassem mansinhas como a minha cadelinha terrier e  vivêssemos lado a lado, felizes e contentes. Se eu vivesse na cidade americana de Zanesville, estado do Ohio, onde mais de 50 animais perigosos andaram à solta, e se visse um leão ou um tigre à minha frente, também gostava que surgisse um polícia, ou alguém com uma arma, para matar o animal, antes que ele me atacasse.

 

No entanto, aquilo que, à primeira vista, parece uma ameaça de animais ferozes, foi, na verdade, mais uma vez, terror espalhado por uma mente humana doente, frustrada, perversa, paranóica, depressiva, eu sei lá.

 

Segundo a Reuters, Terry Thompson, o dono do zoo, mantinha os animais em más condições, chegando a alimentar os leões com carne de cavalos da sua propriedade que morriam de malnutrição. Os animais não estariam sequer habituados à presença humana, dado que Thompson não costumava receber visitas (...) Médicos veterinários que visitaram o local descreveram as condições do zoo como "deploráveis", diz a Reuters.

 

Ou seja, os tigres, leões, ursos, lobos, etc. não foram só vítimas da polícia que os abateu, mas, acima de tudo, de um ser humano que, um dia, vá-se lá saber porquê, se lhe meteu na cabeça ter um zoo privado!

 

Os animais do mundo existem pelas suas próprias razões. Não foram feitos para os humanos, assim como os negros não foram feitos para os brancos nem as mulheres foram criadas para os homens - Alice Walker

 

Quem é aqui feroz e perigoso?

As criaturas não pediram para ir para lá, não escolheram aquela vida e tenho a certeza de que preferiam, milhões de vezes, que as deixassem em paz, a viver no seu habitat natural.

O ser humano, por sua vez, não hesitou em pôr em perigo os seus semelhantes, ao soltar os animais, antes de se suicidar!

 

No meio de tanta tragédia, tento consolar-me com a ideia de que estes animais, depois de uma vida horrível, viveram algumas horas de liberdade, antes de serem abatidos. E havemos de nos encontrar no Paraíso. Porque, se no Paraíso de Deus, o leão convive com o lobo e o cordeiro, é mesmo para lá que eles vão!

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Lech Kaczynski...

por Renato Seara, em 10.04.10

Lech Kaczynski, Presidente da Polónia, faleceu, hoje, vitima de um trágico acidente aéreo.

 

Nunca fui apreciador da "linha dura", eurocéptica, representada pelos gémeos Kaczynski, mas, a verdade é que apesar disso parece-me inegável que a Europa, ficou hoje bem mais pobre com a perda do Presidente e sua comitiva.

 

Não deixa de ser irónico, que Lech Kaczynski, tenha falecido no decorrer de uma viagem à Rússia, onde iria participar numa cerimónia de homenagem aos milhares de polacos, massacrados pelo exército vermelho em Katyn, no decorrer da Segunda Guerra Mundial. É a triste sina dos polacos...

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