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A teimosia dos factos

por Eduardo Louro, em 17.09.13

 

 

 

Quando parecia que a tempestade dos swaps teria já passado e que Maria Luís Albuquerque - mais trapalhada menos trapalhada, mais mentira menos mentira, mais omissão menos omissão – poderia agora dormir um bocadinho melhor, surge Almerindo Marques na comissão parlamentar de inquérito a garantir que a Estradas de Portugal, antes de fazer o seu swap, pediu  parecer ao Instituto de Gestão do Crédito Público. E que esse parecer não só foi positivo como vinha justamente assinado por Maria Luís Albuquerque.

Já todos há muito sabíamos que a ministra das finanças estava metida nesta estória dos swaps até às orelhas. Que mentira descaradamente no Parlamento e que, para a proteger, o governo a nomeara juíz em causa própria. Que até arquivos foram destruídos...

O que não imaginávamos era que os factos resistissem tanto. E que teimassem em não deixar esquecer aquilo que toda a gente quer que se esqueça!

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Pão com manteiga dos dois lados

por Eduardo Louro, em 04.09.13

Aos bancos tudo serve para fazer dinheiro. Até o papel de virgem ofendida, como faz o Santander Totta … Pão com manteiga dos dois lados!

 

 

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Habemus Secretária de Estado

por Eduardo Louro, em 02.09.13

Parece que, dois meses depois, Maria Luís Albuquerque conseguiu encontrar alguém para a Secretaria de Estado do Tesouro que não estivesse chamuscada pelos swaps.

Foi meio em segredo. Vamos a ver…

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"Práticas" pouco financeiras...

por Nuno Raimundo, em 24.08.13

Então se o português comum, contribuinte, tem de guardar (armazenar!) as suas faturas, recibos e outros documentos tais por um prazo de 5 anos, senão pode incorrer em coima se for requisitada a sua apresentação pelos serviços tributários, porque raio será que na Inspeção Geral de Finanças a prática seja diferente?!

Serão os contribuintes uma espécie de "armazém" gratuito?

Ou não seria de bom tom, as "Finanças" terem como prática aquilo que exigem aos contribuintes?

É que convenhamos, as Finanças "gerem" o nosso fundo de maneio e o contribuinte apenas gere o que é dele próprio...

Por isso, este tipo de atitude apenas suscita a ideia de que se quer apagar o que de mal se fez...algures...

 

E não deveriam também as empresas tuteladas pelo Estado, manter em arquivo  digital ou noutro suporte qualquer, os seus dados e operações financeiras durante o seu tempo operacional?!

 

Mais uma vez, volto a relembrar que o cidadão comum tem a obrigação de guardar a sua documentação por 5 anos!

 

Isto tudo causa-me a impressão de que afinal se gere tudo sem peso e medida, numa espécie de "navegação à vista", onde qualquer um pode ser o timoneiro sem que existam responsáveis a quem pedir a sua responsabilização criminal pelas  gestões danosas ou más políticas financeiras que causaram graves prejuízos ao Estado e à tesouraria das mesmas empresas. O pior ainda é que este tipo de gente parece ser escolhido a dedo para tais propósitos a ver pela sua conduta... ou não fossem os balanços anuais das empresas uma clara demonstração do que (não!) fazem.

Mas também a atuação do IGF não é a melhor, pois se assim o fosse, não estaríamos neste momento a conviver com estes problemas todos, nem sequer a ter motivo para ler este mesmo post...

 

 

Isto já começa a enojar...

 

 

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Em circuito fechado

por Eduardo Louro, em 09.08.13

 

 

Para a sua própria substituição a ministra, enterrada nos swaps até às orelhas, escolheu alguém tão enterrado quanto ela. Que se manteve um mês em funções, sob fogo cerrado. Até à demissão, sem uma palavra da ministra – uma única!

Talvez por isso seja a própria ministra a substituí-lo, o que quer dizer que se substitui a si própria. Isto começa finalmente a fazer algum sentido... É a coesão, em circuito fechado...

Ninguém consegue ver é como é que isto pode chegar a 2015.

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Quem comprou?

por Daniel João Santos, em 07.08.13

A ideia do PS de pedir um esclarecimento sobre a questão dos contrato swap é bastante acertada. Será importante saber quem vendeu e pouco interessante saber quem comprou.

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O efeito dominó

por Eduardo Louro, em 07.08.13

O governo, ao contrário do que prometera no briefing de ontem, não tirou tudo a limpoBorrou ainda mais a pintura, mesmo  que para o secretário de estado desse no mesmo. Demitiu-se. Obviamente!

Não podia ser de outra forma, mesmo que Joaquim Pais Jorge continue a pretender trocar as voltas à verdade, como faz na carta - que também não é carta de demissão – que tornou pública, supostamente a justificar a decisão. E é uma demissão que apenas pecou por tardia!

Em boa verdade o pecado capital está antes, na nomeação. Na escolha que a ministra das finanças fez para se fazer substituir a si própria. Pecado que, não houvesse outras razões - e há -, seria suficiente para arrastar também a sua queda.

De resto é hoje claro que apenas o efeito dominó impede a queda da ministra: justamente a peça que, tombando, arrastaria na queda o primeiro-ministro, e naturalmente o sólido e coeso governo que formalmente lidera. Por isso, e só por isso, não tombou já!

 

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Tirar tudo a limpo

por Eduardo Louro, em 06.08.13

Depois de tudo o que se tem visto no Mi(ni)stério dos Swaps, das velhas trapalhadas swapeiras da ministra das finanças e das mais novas, que não menos trapalhonas, trapalhadas do novo secretário de estado do tesouro, o governo fez hoje um briefing intercalar para anunciar que vai tirar tudo a limpo.

Um dos homens dos briefings - o outro deve estar de férias - veio dizer que vai esclarecer tudo até ao fim do dia. O mesmo que há dois ou três dias dava tudo por esclarecido e arrumado. Não havia qualquer razão para alimentar a polémica

Este Verão não tem silly season. E desconfio que Manta Rota, mesmo que as notícias lá não cheguem, como já deu para perceber que não chegam, não seja dos sítios mais traquílos deste Verão!

Se tirarem tudo a limpo ... Valha-nos que ninguém está interessado nisso...

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Mi(ni)stério dos Swaps

por Eduardo Louro, em 01.08.13

O Ministério da Finanças vai ter de mudar o nome para Mi(ni)stério dos Swaps.

A ministra agora já diz que o secretário de estado do governo anterior, que antes não tinha dito nem passado nada, afinal não lhe apresentou foi solução nenhuma. E o novo secretário de estado - Joaquim Pais Jorge, que justamente a substituiu quando ela subiu a ministra - afinal ainda quis impingir mais uns swaps marados ao governo anterior, para esconder umas coisas...

Vamos ver se percebo. Quando rebentou esta estória o governo correu com os secretários de estado que tinham responsabilidades na coisa. Todos, menos esta senhora, que ensinou Economia a Passos, na Lusíada e a quem é entregue a responsabilidade pelo inquérito à coisa. A senhora, enterrada até às orelhas na coisa, é promovida a ministra e ... quem é que convida para o lugar que vai deixar vago?

Um vendedor de swaps, pois claro!

Assim vão as coisas no Mi(ni)stério dos Swaps...

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PQP

por Eduardo Louro, em 01.07.13

Teixeira dos Santos diz que avisou Vítor Gaspar dos swaps. Vítor Gaspar confirma, mas diz que a informação não era suficiente. Maria Luís Albuquerque continua a dizer que não recebeu informação coisíssima nenhuma. Que não sabia de nada... Mas já diz que não há problema nenhum, que isso nada custou aos contribuintes, porque o que se perdeu de um lado ganhou-se noutro…

Pronto: Vítor Gaspar sabia mas não disse nada à sua secretária de estado, e o PS quer saber porquêMas Aguiar Branco, mesmo ocupado a falar de combate a incêncidos, garante que o governo fala sempre verdade. E defende - o ministro da defesa serve para defender - a secretária de estado, que também é do governo. Que fala sempre verdade! 

Apetecia-me dizer: puta que os pariu! Mas não digo - afinal foi assim que nos vimos livres do Gaspar...

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