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Ver para crer...

por Nuno Raimundo, em 23.05.13

O Secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino veio a público afirmar que o governo não tem intenção de criar um imposto suplementar sobre o subsídio de Natal dos funcionários públicos, reformados e aposentados, no corrente ano.

Como sabemos, o Tribunal Constitucional "obrigou" o atual governo a efetuar o  pagamento do subsídio de férias referente ao corrente ano e como o subsídio de Natal já se encontrava a ser pago em duodécimos, preferiram inverter o nome da "coisa" e esse ressarcimento parcialmente pago mensalmente, passou a ser designado  como subsídio de férias. Sempre é mais fácil mudar os nomes às "coisas"...do que resolver o problema em questão.

Mas como seria de esperar, existe sempre a hipótese (ou a probabilidade mais que certa...) de o governo tentar contornar esta medida,  e criar um novo imposto "solidário" ou suplementar sobre o subsídio em questão (tal como aconteceu anteriormente).

Por isso para mim, ver para crer...

Quando chegar o mês de Dezembro logo verei quem afinal disse a verdade, quem afinal cumpriu com o que foi estipulado, ou afinal quem se está nas tintas para a lei e sua correta e devida (!) aplicação...

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O preço das novas gerações

por Daniel João Santos, em 07.09.11

Vivemos numa era onde a economia fala mais que qualquer outra coisa. Hoje, num esclarecedor momento sobre quem nos governa, ficámos a saber que um filho de um trabalhador em Portugal vale 12 euros.

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Que felicidade

por Daniel João Santos, em 15.07.11

Em declarações aos jornalistas, no Parlamento, tanto o líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, como o vice-presidente da bancada do CDS-PP, João Almeida, referiram que a sobretaxa aprovada pelo Governo deixa de fora "80 por cento dos pensionistas" e "65 por cento dos agregados familiares".

 

Estamos todos felizes em saber que "80 por cento dos pensionistas" e "65 por cento dos agregados familiares", recebe o salário mínimo ou menos. Como eles devem estar felizes com esta isenção. Já imagino: "- Olha que alegria Maria. Não nos vão cortar no subsidio de Natal. Ainda bem que eu ganho 485 euros por mês e ainda bem que a tua pensão é de 100 euros."

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800 milhões menos coisa

por Daniel João Santos, em 11.07.11

A ideia de tributar o subsidio de Natal para se conseguir uma receita de 800 milhões é brilhante. Na realidade a receita não será de 800 milhões. Se considerarmos que o comercio perderá cerca de 600 milhões em vendas, segundo as previsões, então o Estado perderá os imposto sobre esses milhões. 800 milhões menos impostos... Como diria o outro: "É uma questão de fazerem contas."

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Paga e não bufa

por Daniel João Santos, em 01.07.11

O imposto extraordinário anunciado pelo primeiro-ministro pode violar princípios constitucionais se for aplicado aos rendimentos do ano todo, devido à não retroactividade.

 

Teoricamente até pode ser verdade, mas conforme diz Tiago Caiado Guerreiro, fiscalista : "Infelizmente, nos últimos anos não temos tido um Tribunal Constitucional, temos um tribunal político que admite tudo e até a violação de princípios mais graves do que este, sem a justificação que este terá."

 

Considerando que seria em ultima instancia Cavaco Silva a travar o processo, estamos bem arranjados.

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O copo meio vazio

por Daniel João Santos, em 01.07.11

As coisas são simples. O ministro da Solidariedade Social, Pedro Mota Soares,  garantiu esta sexta-feira que 80 por cento dos pensionistas não serão atingidos pelo novo imposto sobre o subsídio de Natal.

Não só Ministro se gabou de tal facto como o PSD e CDS embarcaram na festa. Afinal qual é o motivo de tanto regozijo? Para este governo existirem em Portugal  cerca de um milhão e trezentos mil pensionistas que não recebem o salário mínimo é motivo de alegria?

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XIX Governo Constitucional - Auto-salvamento

por Daniel João Santos, em 30.06.11

Estamos salvos. Sim, salvos com dinheiro que vai ser retirado do nosso subsidio de Natal... olha, salvei-me a mim mesmo.

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Vá mas é taxar o raio que o parta

por Daniel João Santos, em 11.05.10

Nova subida de IVA e tributação extraordinária do subsídio de Natal de toda a população, duas medidas ponderadas pelo Governo para garantir o novo objectivo do défice.

 

Vão mas é taxar o senhor António Mexia, o senhor Penedos e afins.

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