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"Somos o único país rico do mundo, a única democracia mundial, que deixa de fora 47 milhões de cidadãos sem seguro de saúde." Barack Obama
Este vai ser para longo, por isso puxem por uma cadeira e sentem-se.
Para quem não sabe, eu sofri, faz agora dois anos, um grave acidente de trabalho. Diga-se que foi tudo menos bonito.
Como qualquer empresa normal, conforme a lei, estou abrangido por um seguro que tratou do meu caso.
Nos dois hospitais Públicos onde estive, após a operação, reconheço que o serviço foi realmente insatisfatório.
Num deles, fui observado por um médico a meio da tarde, que me disse que teria alta. Passou o resto da tarde e nada, ali continuei. O enfermeiro de serviço não sabia de nada.
Tomava o pequeno-almoço no dia seguite, um pãozito com manteiga, quando passa o medico. Surpresoepergunta-me o que é eu estava ali a fazer. Segundo o doutor, já me tinha dado alta no dia anterior.
Segui para a seguradora. Passei a ser acompanhado numa instituição privada no Porto. Quase um ano de fisioterapia e tratamento quase cinco estrelas.
Quando estava fazer um ano, mais ou menos, durante a última consulta fui informado que ia ter alta. Após uma troca de ideias entre as minhas dores e o diagnóstico do médico, sou brindado com argumentos de força:
“- Isto está mais ou menos, mas agora está hora de ir trabalhar.”
“- Mas tenho dores e a fisioterapeuta disse-me que precisava de mais tempo.”
“- Ela tem razão. Na realidade precisava de mais tempo de trabalho na perna, mas a seguradora dá ordens para após um ano, nem mais um dia, mandar as pessoas trabalhar.”
“- E se não desse?”
“- Eu sei que tem dores, que vai ter ainda mais, mas como já caminha mais ou menos, a seguradora manda.”
Papel da alta na mão e siga.