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Mais que o copo meio cheio - a Frente Nacional de Marine Le Pen não ganhou em nenhuma da 13 regiões -, ou o copo meio vazio - acabou com o bipartidarismo do sistema político em França, e tem já a expressão eleitoral do PS (28-29%) -, a segunda volta das eleições regionais francesas colocam-nos perante uma dramática interrogação: até quando?
Até quando, continuará a ser possível mobilizar frentes comuns para barrar a extrema-direita?
Até quando resistirá o dique de protecção eleitoral criado para impedir expressões maioritárias fora do sistema?
Até quando a própria radicalização da direita francesa - bem evidente em Sarkozy por estes dias - resiste a não se confundir com o extremismo xenófobo, e a acabar integrada?
Até quando será possível evitar que Marine Le Pen chegue à presidência da França?
Já dizia o povo: - Diz-me com quem andas e eu digo-te quem és.
O Presidente francês, candidato à reeleição, Nicolas Sarkozy, afirmou hoje em entrevista à RTP, que os problemas de Portugal, Grécia e Espanha devem-se às políticas dos Governos socialistas.
O presidente francês mostra com esta afirmação um total desconhecimento de Portugal. Os problemas de Portugal devem-se a 28 anos de políticas erradas, baseadas num bloco central de interesses e como diria o povo: - A gamela vai mudando, mas os porcos são sempre os mesmos.
Sempre gostei de provérbios populares. E eles aplicam-se tão bem a tanta coisa. Como a isto:
... todos ralham e ninguém tem razão. Mas também dizem que casa que não é ralhada, não é bem governada. Esperemos para ver.
(Chamar casa à UE é uma liberdade poética!)
Mais uma cimeira Sarkozy e Merkel.
Será que ninguém arranja uma cama para estes dois?
Ela: Agora que despachámos este assunto, vamos ali a um sítio, onde podemos estar à vontade...
Ele (em pensamento): Olha a minha vida! Metem-me em cada uma...
À semelhança da maioria de todos nós, eu abomino o Berluscconi. Mas, desta vez, mostro compreensão por uma resolução do seu executivo: dar, aos imigrantes tunisinos que “invadem” Lampedusa, uma autorização de residência temporária, que lhes permite movimentar-se no espaço Schengen durante 6 meses. Acho justo, a Itália não tem obrigação de os acolher a todos e a solidariedade europeia deve funcionar também nestes casos.
Claro que a França e a Alemanha, já de si países que albergam milhões de imigrantes, reclamaram. Mas a maior imbecilidade veio do país de Sarkozy, que anunciou repor os controlos nas suas fronteiras, sendo autorizado a entrar em França apenas quem provar poder assegurar a sua subsistência.
Ainda só estamos em Abril, mas proponho esta medida para imbecilidade do ano. Porque eu gostaria que o Sr. Sarkozy me dissesse como é que gente que arrisca a própria vida em barquitos superlotados, para escapar à miséria, transportando pouco mais do que a roupa que traz no corpo, poderá provar, num controlo de fronteira, poder assegurar a sua subsistência em França!!!
Alguém se lembra quando foi a ultima deportação em massa na Europa antes desta feita por Sarkozy?