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O governo que garantia que o seu programa era o do Memorando de Entendimento e que o seu objectivo era ir para além da troika, é o mesmo que agora diz, para contrariar a OIT – em Portugal não há oposição, são as organizações internacionais que têm de se manifestar sobre estas coisas - diz que o salário mínimo tem de ser – que não pode aumentar o salário mínimo nacional porque o Memorando da troika o impede.
Estamos entendidos!
A explicação parece estar na expressão "se descontarmos a inflacção". Mesmo assim não consigo perceber as contas dos jornalistas da RTP nesta notícia (ao minuto 29:20) com base nestes dados.
Não. A questão aberta pelo Tiago em termos no mínimo desprezivos para com quem trabalha e recebe o só por sarcasmo chamado "mínimo caridoso" não pode ficar por aqui. Não vale insultar com argumentos pífios e depois fazer queixinhas quanto à terminologia com que se riposta. Que é que o Luxemburgo, que é um pequeno umbigo aristocrático repleto de portugueses, e onde se vive bem, possui que nós não possamos ter de igual modo e desde há décadas? Na verdade, o argumentário do Tiago, e até o do nosso António de Almeida, deveria ser completamente invertido: é caridade do contribuinte português sustentar uma classe política de gestores públicos nabos, improdutiva, incapaz de resultados e até fraudulenta por sistema. Disso padece o País. Disso sofremos por inteiro. Tiago e António de Almeida, que insistem em flagelar o Cristo errado, poderiam atirar-se a matar ao Cristo certo! É vê-los a ter tal coragem. Não. Sempre prontos a enforcar o Judas errado. O trabalhador. O Judas certo é esse empresariado esclavagista desde o ciclo da Pimenta, desde o do Ouro do Brasil, desde o do Cacau Africano, em pleno século vinte. Cinco séculos a dar tiros nos pés ou não fosse algum empresariado português asno exímio em garimpar milimetricamente o suor dos restantes portugueses que se lhes submetem ou deles decide depender em vez de emigrar.
Assumo que isto seja a brincar, é que se fosse a sério seria algo preocupante. Eu compreendo o olhar académico e teórico do Tiago sobre a sociedade, o que não percebo é como é que existem actividades com mais valor do que outras.
Tenho a certeza de que nunca conseguirei compreender trabalhos de primeira, de segunda ou de terceira categoria.
Ou seja, o governo diz 475 e os patrões dizem 460.
O problema é que para muitos, demasiados até, ambos os valores são inaceitáveis.
As confederações patronais alertaram hoje o primeiro-ministro, que participa quinta e sexta-feira na cimeira europeia em Bruxelas, para a necessidade de manter os apoios às empresas “pelo menos até 2011”.
Depois desta e a ideia de não se aumentar o salário mínimo para o próximo ano, penso que estamos todos esclarecidos sobre a situação.