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Da coragem ou falta dela

por Zélia Parreira, em 20.05.13

Há vários dias que somos bombardeados com a "coragem" de Angelina Jolie. Sem lhe retirar o mérito, convém ter os pés bem assentes na terra. Em Portugal esta cirurgia também é possível e é feita por quem tem possibilidades económicas para o fazer. No sistema público, nem os testes genéticos ou as consultas de risco se conseguem obter. O mero acompanhamento ou vigilância de situações já diagnosticadas de carácter benigno, que a qualquer momento podem evoluir para o que toda a gente teme, está a ser cancelado pelos hospitais públicos.

 

Quando a assistência à saúde está a ser cada vez mais estrangulada e vedada a quem não tem possibilidades económicas, dificilmente se pode pedir coragem a quem simplesmente não tem escolha.

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Uma preocupação original...

por Ana Lima, em 28.06.12

O ministro da Saúde está preocupado com o impacto da crise económica na saúde dos portugueses.

O que fazer? Monitorizar!

Quem poderá fazê-lo? A Comissão Europeia.

 

Esta parece uma daquelas notícias do Inimigo Público.

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Caixas d'Óculos

por Cristina Torrão, em 09.04.12

Várias ópticas estão a fazer rastreios em escolas e receitam óculos a crianças que não precisam de os usar.

 

Isto é uma vergonha! Não só obriga os pais a gastarem dinheiro desnecessário, como pode prejudicar os olhos das crianças. Antigamente, havia a crença de que os olhos deviam ser poupados, mas, à luz dos conhecimentos actuais, isso será um grande erro. Os olhos são músculos que, como todos os músculos, devem ser exercitados, com o perigo de enfraquecerem ou ficarem preguiçosos. Pelo menos, é o que diz o meu oftalmologista, razão porque ainda não me receitou óculos, apesar de eu já começar a ter alguma dificuldade a ler letras pequeninas. Ora, receitando óculos a uma criança que não os precisa, está-se precisamente a favorecer esse "atrofiamento", ou "preguiça", em olhos saudáveis. Cuidado!

 

Já agora, mais crenças antigas: Não se deve ler às escuras? Nem ter cabelos compridos à frente dos olhos, porque se pode ficar vesgo? Lérias! Olhos saudáveis não se estragam, nem num caso, nem no outro. Embora não se deva exagerar, ler às escuras até pode ser um bom treino para o músculo ocular. E exageros não são prováveis, pois, devido ao esforço, surgem dores de cabeça, ou dos próprios olhos. Mas não prejudica!

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Pobreza e maus hábitos

por Cristina Torrão, em 29.02.12

Escrevia eu, há dias:

 

Quem é pobre, adoece com mais frequência e morre mais cedo. A combinação pobreza/doença arrasta problemas psicológicos, as pessoas deixam de se dar valor, isolam-se por vergonha e têm mais tendência a adoptar comportamentos auto-destrutivos, como uma alimentação desequilibrada e o consumo exagerado de álcool e drogas.


E ontem li o seguinte:

 

Um em cada quatro portugueses não chega aos 70 anos. O director-geral da Saúde, Francisco George, sublinha que o indicador português é pior do que nos outros países europeus e diz que é preciso agir para reduzir a mortalidade prematura. Francisco George revela que está em preparação um plano estratégico para incentivar mudanças na alimentação dos portugueses. “É um trabalho de fundo que agora começa e que visa alertar os portugueses para a possibilidade de, mesmo nas situações de menos rendimentos familiares, poderem comer de forma a terem mais saúde.”

 

Algo me diz que uma coisa tem a ver com a outra...

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Cortar afinal não é para todos

por Zélia Parreira, em 01.02.12

Cada vez que há uma greve aparecem os arautos do bom-senso. "Ah, e tal, os trabalhadores têm razão, têm de lutar pelos seus direitos, mas não têm o direito de prejudicar aqueles que querem trabalhar". Seria de esperar que o mesmo tipo de raciocínio se aplicasse a todas as classes profissionais.

Porém, tal não acontece. Operários e funcionários públicos perderam o direito de protestar perante a opinião pública, mas esse direito continua a ser válido e pertinente em determinadas classes profissionais, como é o caso dos médicos.

Perante a ameaça dos profissionais de saúde de cessarem a prestação de horas extraordinárias, o governo decidiu criar um regime especial para médicos e enfermeiros, permitindo-lhes o pagamento de valores superiores ao de todos os restantes funcionários públicos pelo trabalho extraordinário.

A saúde é um sector fundamental? Sem dúvida. Tal como a educação, os transportes, a segurança pública, etc., etc.

Os médicos e enfermeiros não estão a ser beneficiados, antes pelo contrário. Os restantes profissionais especializados nas suas respectivas áreas é que estão a ser prejudicados, para ser delicada.

 

 

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Há casos em que...

por Ana Lima, em 11.01.12

... mais vale nunca que tarde

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Deve ser esta a estratégia pensada para os resultados a alcançar com esta medida. Sendo das primeiras na saúde faz com que alguns portugueses não sintam tanto as medidas seguintes.

Admiro também a coordenação das várias alterações na lei. Aliás estou a imaginar: "Oh senhor ministro", diz o assessor, "com os portugueses a verem menos aumentará o número de acidentes e quedas o que levará a maior gastos de ortopedia. O melhor é acabarmos já com a comparticipação das próteses e do calçado ortopédico." 

 

 

 (foto aqui)

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Uma vergonha!!!

por Nuno Raimundo, em 17.04.11

É mesmo uma verdadeira vergonha o que se passa com a Saúde em Portugal!

Já não basta o cidadão comum ter de pagar taxas moderadoras para ter acesso aos cuidados de saúde ( quando na Constituição Portuguesa se afirma que deve ser tendencialmente gratuita), ter de esperar longos meses às vezes para ter uma consulta médica ou ser operado, para agora ainda lhe virem "cravar uns trocos" como donativo para financiar um hospital.

Estou-me a referir ao Hospital Pediátrico Dona Estefânia em Lisboa.

Então é agora através dos donativos dos utentes/doentes que o hospital se vai financiar?

Já não basta o que esses mesmos utentes/doentes contribuem com os seus impostos?

E porque não uma gestão correta dos fundos estatais e um corte nas despesas "paralelas" dos hospitais?

Nos "luxos" dos conselhos de administração e chefias intermédias?

Porque será que mais uma vez é o "mexilhão" que tem de pagar tudo?

 

Será mais uma tentativa encapotada de se empurrarem utentes do SNS para o setor privado?

Sinceramente é o que me parece.

Pois cada vez mais se objeta ao acesso aos hospitais públicos e postos médicos espalhados por este país fora.

 

Tal como os americanos dizem: "Shame on you!" Querida Ministra.

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(Ir)responsabilidades na Saúde...

por Nuno Raimundo, em 11.04.11

Se os medicos sao  obrigados  a trabalhar muito acima do tempo legal estipulado, como podem eles depois serem criminalizados pelos seus erros?

Se nao descansam o tempo suficiente, nao serao os doentes os principais afetados por tal atitude?

E quem sera o responsavel por isso?

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O Governo aprovou Decreto-Lei que permite as farmácias poderem laborar até 24 horas por dia.

Até que enfim!!!  E já vai tarde.

Será que nunca "ninguém" adoeceu a meio da moite e depois teve de andar à procura de farmácias de serviço?

 

 Bem sei que se calhar ao  nivél gestacional, não existem doentes em número suficiente para que todas funcionem num regime 24/7, mas agora sempre pode aumentar a quantidade de farmácias abertas em periodo noturno.

 

Para mim, isto de uma farmácia trabalhar 24 horas por dia é que eu chamo de "serviço público"!

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