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Tropecei na revista Sábado. Sim, tropecei porque só assim seria capaz de ler a reportagem que faz capa da revista.
muitos outros homens. D. Sebastião foi apanhado num bosque agarrado a um escravo negro.
Um furo jornalístico de todo o tamanho. Tenho a certeza que este tipo de escândalo é muito superior ao do BPN, ao salário dos gestores de empresas publicas, de gente receber a várias reformas milionárias, ao Freeport, ao processo "Face oculta", à colocação de boys em lugares de chefia, a "inginheiros" técnicos, a contrapartidas de submarinos, a 11% de desempregados, a 7% de juros da divida publica... ups! Tinha me esquecido que em Republica não existem escândalos.
Se realmente a maioria quer Portugal como Republica, se todos festejam o seu centenário, se todos são Republicanos, ao menos aprendam com as outras Republicas.
Ponto prévio: Não sou Monárquico, não me identifico com esta Republica.
«"Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos".
Algumas observações:
- Presumo o João José Cardoso já tenha vivido numa Monarquia Constitucional para dizer assim preto no branco que a Republica é um melhor regime.
- Se a Monarquia nunca foi referendada, a Republica muito menos.
- A observação sobre o nome é que é ridícula. As pessoas são mais que um nome, tipo João José, são seres que merecem respeito, sem a olhar a cores, religião, orientações e nomes. Ou seja, o caro João está em contradição com a frase que citou sobre a igualdade.
- Valerá pelo que fizer na vida. Tem razão. Como sabemos nesta Republica os melhores são os que têm poder e dirigem o país, não são os "amigalhaços", sobrinho, tios, compadres e afins... pois.
- Depois, como sabemos, a revolução trouxe de imediato a tão desejada igualdade, como foi a perseguição à Igreja, censura de jornais, retirada da cidadania a pessoas que tinham origens estrangeiras e outras "igualdades".
- Gostaria de saber desde quando é que todos tem as mesmas oportunidades de fazerem algo mais que pagar impostos?
- Por fim. Está bem que se defenda a Republica, mas convinha discutir as coisas conhecendo o limite do ridículo.
Hoje, véspera do 5 de Outubro, depois da Republica deturpada que temos, depois de não sabermos o que é uma monarquia constitucional, depois de tantos anos a perder o orgulho de sermos portugueses, depois de perdermos os valores que nos colocaram um dia como os descobridores do mundo, depois de tanto trabalhar e não se ver nenhum resultado, a pergunta que se impõe fazer:
- Afinal o que comemora Portugal amanhã?
Uma forma de diferente de "comemorar" o 5 de Outubro e uma suposta revolução que foi "evoluindo" até aos dias de hoje, será visitar o Palácio onde o Rei dormiu a sua ultima noite antes de ser assassinado.
Em todo o lado há comemorações do centenário da Republica. Exposições, concertos, cerimonias oficiais estão a ser preparadas para tão grande dia.
A pergunta que se impõe fazer:
- Afinal Portugal está a comemorar o quê?
Antes um Rei decidia pelos portugueses . Depois assassinaram o Rei. Em 1910 alguns decidiram tudo pelo povo. Hoje, alguns continuam a decidir tudo pelos portugueses. A pergunta que se impõe:
- Estas comemorações do Centenário da Republica são para festejar o quê?
Sim, é verdadeiramente dispensável que o PSD, além de ser o ajudante do PS, venha agora pensar em remover a Republica da Constituição. Não falo da discussão em torno da Republica, acredito que tudo é questionável, falo de mais este "pequeno" barulho que serve de cortina de fumo ás medidas de austeridade e que têm tido o caloroso aplauso dos Sociais Democratas. Pedro Passos Coelho faz jus ao ditado: "Cada cavadela, cada minhoca."
Duas ideias:
- Considero interessante o facto de uma Republica andar a distribuir condecorações, ainda por cima que nada têm a ver com o actual regime.
- Condecorar quem este em funções de relevo e não de ter feito algo de relevante.
Além disso, por tradição?
O PPM quer alterar, já em 2010, a norma constitucional que impõe a forma republicana de Governo e desencadear um referendo sobre a monarquia.
"A República que se comemora é uma República de cidadãos livres e iguais, que merecem o respeito dos governantes.” - Cavaco Silva nos 99 anos da Republica
Sim, está a falar de qual país e qual Republica?
Se está a falar de Portugal, nesse caso anda um pouco desfasado da realidade.
Livres e iguais, onde?