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Hoje é o dia mais pequeno do ano. A partir daqui é sempre a crescer. Até Junho, depois voltam a ser cada dia mais pequenos, sempre a diminuir!
Faz lembrar a nossa economia. É assim que acaba a recessão!
Contrariada, a rabujar e achando-se mesmo injustiçada – afinal 0,2% não é nada –, a recessão vai-se embora. Mas promete voltar, quem conviveu com esta extraordinária gente que somos todos nós durante tanto tempo - nunca nenhuma outra tinha desfrutado tanto do país - não consegue viver muito tempo longe de nós. É o que faz sermos hospitaleiros...
Não é um adeus. Na maçaneta da porta deixou um Volto Já…
É uma mera pausa para o Inverno. Lá para o início da Primavera voltará a dar notícias. Parece-me mesmo que é capaz de dar notícias já no final do ano, só que os dois trimestres consecutivos, que fazem parte do seu ADN, impedem-na de aparecer de corpo inteiro e rosto destapado antes da Primavera.
Como eu gostaria de estar enganado, e poder dizer a esta velha rabugenta que estamos fartos dela, que vá para bem longe e não nos volte a aparecer por perto…
O desemprego baixou no segundo trimestre. Vamos deixar de lado se baixou muito pouco, e se o que baixou foi à conta de salários ainda inferiores ao salário mínimo.
As exportações continuaram a crescer, bem para além do que se estava à espera, e Maio foi o melhor mês de sempre no que toca a volume de transacções para o exterior. E admite-se mesmo que a economia esteja a sair da recessão!
Ora tudo isto são boas notícias, mesmo que não tão boas quanto gostaríamos que fossem. A quebra do desemprego pode resultar apenas de fenómenos de sazonalidade, de contratos de curtíssima duração que, passado o Verão, devolvem ao desemprego os números assustadores de sempre. E traduziu-se apenas nos salários mais baixos, deixando a ideia que a economia que pode estar a sair da recessão vai fazê-lo em novas bases. Em especial na base de salários baixos – ainda mais baixos!
Mas têm que ser boas notícias, porque é de boas notícias que também a economia vive. É de optimismo, que gera confiança, que a retoma se faz.
Pena é que o governo nada contribua para isso. Que, quando saem estas notícias, em vez de as potenciar, esteja paralisado por ministros e secretários de estado enterrados em aldrabices. Que, antes de serem demitidos, não poderiam ter sido admitidos. Que, quando há notícias destas para dar, dê as de cortes de pensões. E as das excepções, porque, afinal, os cortes nunca são para todos. E deixe intactas as imoralidades que todos conhecemos…
O PS pediu um discurso positivo, que relançasse o país. Passos Coelho, que gosta de ir sempre mais longe, foi de facto mais longe e anunciou o fim da recessão. O atual executivo quando faz alguma coisa, faz sempre em grande.
Em recessão e com o desemprego a subir. Portugal está de facto no bom caminho. No entanto, não se preocupem portugueses, dentro de meses o PSD tomará o poder e nos salvará.
Pelo que se entende da noticia, o Banco de Portugal, presidido por Vítor Constâncio, anuncia que a economia nacional saiu da recessão.
Faz-me lembrar ali um clube da segunda circular e o seu famoso, "este ano é que é".
Desconhecia que o lançamento concursos publicos, o assinar de papéis com futuras intenções e o lançamento de pedras, fizessem tal trabalho contra a recessão, mas vou indo e vou aprendendo.