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A coligação no poder apresentou ontem o programa eleitoral. Com pompa, muita pompa... Dada a circunstância - em cima das férias, fora de tempo de discussão - nada mais prentendia que pompa.
Podia, mesmo assim, a coligação ser mais comedida na charlatanice?
Recorro ao velho slogan publicitário: Poder, podia... Mas não era a mesma coisa!
No meio de tanta aldrabice, a sem vergonha tinha ainda de chegar à ameaça com as agências de rating?
Tinha. Porque é aí, já em pleno território do absurdo, na fronteira com a loucura, que a charlatanice atinge o climax da conclusão no tal slogan publicitário.
Era o que faltava... Era o que faltava no discurso charlatão. Já não falta!
O que falta - e a falta que lhes faz - é que as agências de rating assinem por baixo o discurso dos milagres dos charlatães. Não assinam por baixo, não caucionam e mantêm o país no lixo, donde não não saiu como ainda se atascou mais...
É tal a vertigem que ja nem conseguem parar, para pensar. E acabam por se espetar, com estrondo: para ameaçarem com o papão das agências de rating não conseguem esconder que afinal o país é - continua - lixo, sem nada a ver com o que apregoam.
Mais do que este corte já esperado corte no rating de Portugal e de alguns países europeus, interessa-me as reacções que por cá se fizerem sentir. PSD e CDS desvalorizaram a situação. O PS aproveita para dizer bem de uma agencia de rating que antes, durante o tempo de Sócrates, era um bicho mau. O PCP, de vez em quando acerta, não entende como é que alguns descem de nível e a Alemanha mantém-se onde estava.
O inesperado foi a reacção do Bloco de Esquerda que deu credibilidade à agencia afirmando, por Ana Drago, que isto mostra como este governo está a dirigir mal o país.
Até concordo que sim, que este governo está a ir pelo caminho errado. No entanto, nunca pensei em ouvir uma voz do BE a elogiar uma agencia americana. Todos os dias uma novidade.
O ataque das agências de rating a Portugal, conforme muito bem explica o Manuel em baixo, só pode ter uma resposta:
Finalmente alguém toma uma atitude em relação ás agências de "rating". O Ministério Publico abriu um inquérito ao comportamento das agências e neste momento elas estão a tremer com medo nos EUA.
Podem apresentar as medidas que quiserem, podem dizer que a culpa é do outro, podem apresentar um programa de privatização de Portugal, mas quem manda são os especuladores e as empresas de rating.
De derrota em derrota, até á derrota final ...