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Na entrevista - friendly, porque é Natal – conjunta à TSF e à TVI Passos disse e contradisse. O que disse e o que já dissera!
Acima de tudo contradisse o velho “que se lixem as eleições”…
Partidos que exaltam com vitórias fictícias e partidos que olham para os números e dizem que perderam ... são os mesmos que não querem olhar para os 47,4 % da abstenção ! Estes números é que deviam ser olhados e escalpelizados até ao ínfimo pormenor.
Este alheamento do povo nas eleições é um alerta para as esquerdas e direitas tristes !
Pedro Passos Coelho reconheceu que o partido que lidera - e que juntamente com o país conduz para o abismo - sofreu uma das piores derrotas da sua história.
Recusou, no entanto, qualquer leitura nacional dos resultados destas autárquicas e reafirmou o caminho que tem vindo a seguir. Se não for de todo compreensível - se calhar é este o verdadeiro significado do célebre "que se lixem as eleições"- é pelo menos aceitável que o faça. Nem todos têm capacidade de perceber o pântano!
O que não é de todo aceitável é que Passos Coelho diga, como disse, que os resultados eleitorais de hoje também têm a ver com a aposta do PSD em “candidaturas que não cederam ao populismo, e com os pés assentes na terra”. Poderia não deixar de passar de anedota, da anedota desta noite eleitoral. Mas dei por mim a chamar-lhe aldrabão... E a lembrar-me de Sócrates: está a ficar igualzinho!
"Cortes na despesa só vão ser revelados após autárquicas"!
Já a oitava avaliação da troika tinha sido adiada para depois das eleições. Que, por sua vez, tinham sido marcadas para o mais cedo possível, para que o orçamento, também ele, só viesse depois.
"Que se lixem as eleições"! Tão querido, o menino Pedrinho...