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O sigilo bancário, em boa verdade, é uma matéria de última hora, tão surpreendente como a bizantinice do sal no pão. Ninguém contava com os braços abertos do PS em cooperação desabrida e excepcional com o BE, tanto mais que iniciativas similares à de ontem debatida a maioria paquidérmica do PS sempre as rejeitou ao longo dos anos. E ainda há menos de dois meses, o PCP propunha alterar os artigos 63ºB e 63ºC da Lei Geral Tributária que permitiria o acesso condicionado da Administração Fiscal às contas bancárias, o que foi rejeitado pelo mesmo PS dos humores eleitoralescos e popularuchos, um que faz amor com a Lei, mas sem paixão e sem denodo no combate à Fuga Fiscal e à Corrupção Política. Portanto, pergunta-se por que é que em todos os debates orçamentais e no primeiro Orçamento de Estado rectificativo de 2009 o PS-Governo rejeitou a proposta do PCP para derrogar o sigilo bancário e por que é que para o rendimento mínimo ou para o complemento social dos idosos não há segredo bancário nem dúvidas no seu acesso absoluto! Se ampliarmos esta lógica ao que sairá articulado na especialidade, estamos conversados. Sempre os mesmos a pagar e sempre os mesmos a escapar.