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A descida do IVA na restauração resolve alguma coisa ?
Penso que não, o problema mesmo é a falta de dinheiro nos nossos bolsos !
A recente vitória de Rui Costa no campeonato do mundo de ciclismo de estrada de que aqui se deu na altura conta – a propósito, aqui fica a pitoresca narração em directo na televisão espanhola – prestou-se a que se instalasse de imediato uma nova discussão, a que uma certa parte do país dá muita importância: seria ou não já Rui Costa o melhor ciclista português de todos os tempos?
Bem nos lembramos que, ainda há poucas semanas, bastou que Cristiano Ronaldo marcasse três golos em Belfast, e atingir e bater uma velha marca de Eusébio - lograda em bem menor número de jogos, mas não é isso que interessa – para ser aberta idêntica discussão à volta dos dois futebolistas, que foi até levada muito a sério por muita gente. Desde logo pelos adeptos, e em particular pelos chamados notáveis, de Benfica e Sporting, mas também por Luís Figo, certamente sentido – e avisado da velha máxima portuguesa de que “quem não se sente não é filho de boa gente” – por o terem deixado de fora, que decidiu a contenda sentenciando que king só há um: Eusébio e mais nenhum!
O Eusébio do ciclismo é, como se sabe, Joaquim Agostinho. O benchmarking de Rui Costa faz-se pois com Joaquim Agostinho que, sendo uma figura tão nacional como Eusébio é, para os adeptos leoninos, o Eusébio do Sporting, o que não deixará de ser irónico à luz da discussão com Cristiano Ronaldo.
São discussões que não fazem sentido, porque não faz sentido comparar o que não tem comparação tal a distância, no tempo e em todas as envolvências que determina, que separa cada realidade.
É uma discussão que - mesmo quando bem conduzida, como os interessados aqui poderão ver - não deixa de ser estúpida. Mas que é muito frequente entre os portugueses, que precisam sempre de encontrar o melhor, o maior… Perdem-se nesses exercícios, sempre condenados à parvoíce, ao disparate, ao non-sense…
Quem não se lembra no que deu aquela do maior português?
Não nos preocupamos muito em honrar os verdadeiramente grandes. Nem em admirar sem condições os que dentre nós mais se distinguem. Parece que somos de coração pequeno, com apenas um lugar. Ali não cabe mais que um…
Isto poderá ter alguma coisa a ver com a nossa ancestral inveja, que nos condiciona no reconhecimento valor e mérito aos outros de nós. Se temos tanta dificuldade nisso poupamo-nos e reconhecemos apenas um – o maior!
Mas poderá também ter a ver com o individualismo e o espírito competitivo que se acentuou na sociedade portuguesa, particularmente nos últimos vinte anos. Tem sempre de se encontrar o melhor!
Ontem, em mais uma emissão alemã do concurso Quem quer ser Milionário? (Wer wird Millionär?), na RTL, Manuel Soares do Nascimento, de 22 anos, ganhou 32.000 euros.
E podia ter ganho 64.000, pois sabia a resposta da pergunta respetiva, mas decidiu não arriscar.
Desde o início, o estudante de Direito em Bona, português, mas nascido na Alemanha, esteve muito nervoso e inseguro. Gastou os seus Jokers em perguntas fáceis e eu pensei que não ia longe. Mas recompôs-se um pouco, arriscou mais e chegou aos 32.000. A resposta que não se atreveu a dar era, no fundo, fácil:
Qual dos quatro realizadores, lançou, desde 1982, todos os anos, pelo menos um filme, para o mercado?
A - Steven Spielberg
B - Woody Allen
C - James cameron
D - Peter Jackson
É claro que a resposta era Woody Allen, que faz um filme enquanto o diabo esfrega um olho.
Falaram sobre futebol e, naturalmente, o CR7 veio à baila. No fim, o locutor alemão quis saber como se diz "ich bin sehr traurig" em português. E Manuel Soares do Nascimento esclareceu-o: "estou muito triste". O que não era o caso dele, que se declarou determinado a guardar algum do dinheiro para ir ao próximo Mundial de Futebol, no Brasil.
Ao que parece as forças policiais este ano vão ter muito trabalho extra. Em Portugal de um ano para o outro desapareceram milhares de crianças, e ao que parece a culpa é do número de contribuinte .
... com este apelo. Só não percebi a quem seria dirigido. Tendo a cerimónia, onde foram proferidas estas palavras, decorrido no Casino do Estoril era provavelmente aos que continuam na sala das máquinas à espera do jackpot. Quanto aos outros portugueses não estou a ver.... Ah, já sei... o Euromilhões, o Totoloto... Deve ser isso!
Há dias em que a espécie humana nos afigura digna de razia. Seja pelo egoísmo tão atroz que desnivela sociedades, seja pela hipocrisia das amizades entre pessoas que nada se dizem e se repletam de indiferença ou secreto desprezo. A crise que prodigaliza a generosidade imprescindível do Banco Alimentar, também prodigaliza invejas, quezílias, e sobretudo um manto impressionante de frieza. Se há coisa que me impressiona aqui, Portugal, é a fantástica frieza, a extraordinária crispação na cútis geral. Em terra de secos, avaros, um sorriso não tem preço e uma dádiva é milagre.
O meu problema é estar atento ao que se passa em meu redor. Pior é quando se está numa festa de aniversário e se escuta coisas como esta:
"- Estou a fazer planos para sair de Portugal e ir para um lugar desenvolvido."
O meu problema é detestar portugueses armados ao pingarelho como a menina que disse tal coisa. Uma jovem apresentando um aspecto de "Tia" da Foz, tudo embrulhado num snobe elitismo de quem se julga superior aos restantes.
Por mim, aquela menina pode está à vontade, as fronteiras estão abertas.
São várias as fontes que informam o 2711 que os aumentos estão em preparação, a cozinhar em lume brando. Mas não se iludam, está em preparação o aumento do espaço nas nossas carteiras. Nós em Portugal temos sempre que se equiparar aos outros europeus mas nos impostos, e não na nossa margem para os pagar . . . ora leiam .
E não é que o Pedro tem toda a razão ? Sim porque nós para pouparmos 20% naquela hora vamos pagar muitos mais %s . Nós os portugueses nunca mais metemos na cabeça que se todos pagarmos, pagamos muito menos ! Aqui