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No caminho certo

por manuel gouveia, em 24.03.13

"...o programa tem de continuar no caminho certo”, afirmou Abebe Selassie, em entrevista por telefone a partir da sede do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washington.

 

Referia-se obviamente ao processo de ajustamento português.

 

O caminho certo, curiosamente, tem contribuído para o aumento do défice, quebra do PIB, queda das exportações, aumento do desemprego e aumento da dívida pública.

 

Imaginem se não estivéssemos no caminho certo!

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Vigilância

por Cristina Torrão, em 13.02.13

Fisco apanha consumidores sem fatura à saída de lojas.

 

Isto está-se tornar paranóico. Não têm mais que fazer do que porem-se à porta das mercearias, a multar quem não tráz fatura para o repolho que comprou? E isto é constitucional? Só falta mesmo multarem as pessoas por não pagarem imposto pelo ar que respiram!

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Ai não?

por Cristina Torrão, em 11.01.12

Não é possível ter um SNS bom e gratuito para toda a gente, diz Ferreira Leite.

 

Pois não! Principalmente, quando gente como ela insiste nos seus benefícios.

Que tal prescindir, por exemplo, da comparticipação dos medicamentos que compra, Drª. Ferreira Leite? Já ajudava a pagar a diálise a algum reformado que receba 300 euros por mês!

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Conselhos de ouro

por Cristina Torrão, em 18.12.11

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, sugere que os professores desempregados emigrem para países lusófonos, realçando as necessidades do Brasil. É um conselho de ouro! Principalmente, quando Portugal é um dos países da Europa com menores níveis de escolarização da população, segundo o Relatório do Desenvolvimento Humano de 2011.

 

Mas o nosso primeiro não se fica por aqui. Refere ainda as capacidades de Angola para absorver mão-de-obra portuguesa.

 

Eu nunca ouvi falar de um governante que se quisesse livrar de mão-de-obra, o que só contribuirá para que Portugal fique ainda mais pobre. Mas talvez me escape algo. Afinal, os desígnios dos génios não estão ao alcance dos mortais comuns.

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Dever Cívico.

por Renato Seara, em 24.02.11

Estranho e cada vez mais ambíguo, assim está o Mundo, mais em concreto o nosso país. Chega a ser hilariante, a dependência do Mundo Ocidental, perante os Khadafis deste mundo. A cada crise política nestes países, sucede-se uma escalada no preço do crude. As ondas de choque, chegam rapidamente, a Portugal. Sem que nada o justifique, os preços dos combustíveis atingem recordes. Os impostos não justificam por si só estes aumentos. A ganância e a gula, dos agentes ligados ao ramo, é insaciável. Eles sim, fazem um verdadeiro saque ao bolso, dos portugueses. Os lucros atingem recordes, mérito das administrações? Não, apenas demérito de uma classe política medíocre, da qual se destaca o Presidente da República, que foram criando condições para a cartelização no sector. A entidade reguladora, faz de conta que regula. Apenas e só serve, para absorver alguns boys do regime. Proceder a reformas profundas no funcionamento da mesma, é neste momento, um imperativo moral. Deveria estar, mas temo que nunca estará, no topo das prioridades da nossa medíocre classe politica. 


Estranha, a rapidez a que os aumentos se efectuam, obscena será a lentidão, no caso de uma inversão da tendência de subida dos últimos dias. Boicotar as gasolineiras, Galp, BP e Repsol, é por estes dias, um imperativo moral, ou melhor, por estes dias, abastecer nos postos de abastecimento de hipermercados, mais que um imperativo moral, é um dever cívico

 

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Medo ao FMI...

por Renato Seara, em 29.10.10

Coelho tem um dom, não engana. Todos já repararam que é o Sócrates do PSD. Pressionado pelos seus pares do Partido Popular Europeu, acaba por recuar e dar o dito por não dito. O orçamento será mesmo aprovado, com a abstenção do PSD.


Eu sou contra. Se o orçamento é mau no entendimento do PSD, têm mais é que o reprovar. Francisco Sá Carneiro, não tenho dúvidas que há muito o teria anunciado. Homem de rupturas, jamais pactuaria com "chantagens baratas". Todos temos noção que o orçamento é mau para os portugueses, mas, bom para os lobbistas, que por estes dias desesperavam perante a possibilidade de intervenção do FMI. A cada intervenção das velhas sanguessuga do regime, percebíamos, o terror de algumas, perante a iminente perda de regalias e privilégios.


A múmia, era uma delas. A múmia acumula quatro ou cinco pensões, algo com que certamente os senhores do FMI não iriam pactuar. A múmia, convocou inocentemente, um Conselho de Estado, três dias antes da votação na generalidade do orçamento de Estado. Eu percebo os receios dela. A múmia não quer que falte nada aos seus "sobrinhos". Mário Soares também não. O FMI poderia sempre cortar na ração dos sobrinhos. A múmia experiente, que supostamente percebe como ninguém de economia e finanças públicas (principal argumento para a sua recandidatura), já há muito que deveria ter tido uma intervenção clara nos destinos do país, usufruindo dos poderes que a constituição lhe confere, vetando diplomas ao executivo socrático. Pelo contrário este Conselho de Estado servirá para, fazer mais um frete a Sócrates. O orçamento será aprovado e Passos Coelho lá terá que ensaiar mais um dos seus "genuínos" pedidos de desculpa, como se estivesse de facto de mãos atadas. Não está.



Há muito que defendo a intervenção do FMI no nosso país. Acho aliás que mais ano, menos ano, a mesma será inevitável. Como inevitável, parece ser a atracção dos portugueses pelo abismo. A "um garoto trafulha" irá suceder outro "trafulha". Depois, como nos diz a história recente nacional (I República), aos trafulhas, sucede-se o abismo, do abismo emerge um regime caudilhista, restando saber se nessa altura Portugal, ainda será um país soberano. Porque o que nesta altura me parece inquestionável, é que Portugal perdeu parte da sua soberania, para os mercados financeiros.

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Colarinho Branquinho...

por Renato Seara, em 23.10.10

Não há volta a dar. A classe politica nacional atingiu o famoso ponto G. Atingindo-se esse ponto, não há vergonha, carácter, personalidade, respeito pelos eleitores, etc. Há apenas e só o intuito de utilizar o poder concedido pelos cidadãos, para lucrar em proveito próprio. Não há respeito pela democracia, estes deputados nacionais, sobretudos os do PS e PSD, não mostram sequer, qualquer respeito pela casa da democracia, da qual são os principais inquilinos desde 1974.



Sempre defendi e sempre defenderei, que qualquer cidadão que se torne deputado, devia imediatamente e obrigatoriamente abdicar das suas restantes actividades profissionais, por forma a não existirem conflitos de interesse na hora da aprovação de certos decretos de lei.


O caso de Agostinho Branquinho, é elucidativo. Há oito meses atrás, foi uma das caras que representou o PSD, na inarrável, comissão de ética, que avaliava a existência ou não de liberdade de expressão no nosso país. Há oito meses atrás, Agostinho Branquinho, tinha muitas dúvidas acerca do funcionamento da misteriosa Ongoing (ou como "carinhosamente" lhe chamo a "Lavandaria dos Vasconcellos"). Oito meses depois, o mesmo Agostinho Branquinho, aparece como alto quadro da mesma empresa. A mim só me ocorre que branquinho mais branquinho não há. Eles já nem se escondem. Eles já fazem isto à descarada, em plena "luz do dia". Há que correr rapidamente com esta gente, antes que seja demasiado tarde.


Quando é que vem mesmo o FMI?

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Agonia...

por Renato Seara, em 25.09.10

Portugal, pé ante pé, caminha para o abismo. Esta semana foi fértil em acontecimentos, que denunciam essa rápida caminhada. Que a classe politica era nitidamente incompetente, qualquer cidadão minimamente inteligente, já tinha reparado. Que a qualidade dessa classe, se degrada de dia para dia, também qualquer cidadão mais atento à vida politica nacional, facilmente constata. O diagnóstico para esse decréscimo de qualidade é feito neste post pelo Cláudio.


Sócrates (e o seu inqualificável inglês), Passos CoelhoPedro Silva Pereira, etc, são apenas e só bonecos ocos no conteúdo, que com uma enorme desfaçatez e uma enorme cara de pau, por estes dias se entretêm a encenar uma artificial, crise politica.

No meio desta enxurrada de mediocridade intelectual, nem gente séria e tecnicamente competente, parece ter hipóteses de não naufragar. Teixeira dos Santos, a cada dia que passa, a cada subida dos juros da nossa divida pública, perde credibilidade e a confiança de um povo, cansado de tantos apertos de cinto, cujos resultados acabam invariavelmente num novo apertar de cinto.

Os governantes de merda que temos, não procuram, muito menos têm capacidade ou vontade, para acabar com regalias, reformas astronómicas, desperdício de dinheiros públicos, aliás, chegamos ao ridículo ponto de empresas públicas, possuírem desportivos de luxo na sua frota de automóveis. O caso das Águas de Portugal, é sintomático, ajuda a explicar muita coisa. Ajuda a explicar entre outras coisas, que vivemos num país doente, onde a falta de vergonha e a desonestidade atingiram os píncaros. Vivemos num país, onde a regra é a desonestidade. Todos querem arrebatar o seu quinhão. O povo que se f***, a honestidade que se f***.


O orçamento de estado que se aproxima, será apenas e só, um puro exercício de desonestidade, combinado entre PS e PSD, contando com a conivência de Belém. Não tenho grandes dúvidas que se aproxima nova subida dos impostos, o IVA irá para uns impensáveis 23%, que ajudará a "atrofiar" ainda mais a actividade  económica, com reflexos claros e graves na qualidade de vida dos portugueses, que verão ainda as suas deduções fiscais reduzidas.

Tudo em nome das metas impostas por Bruxelas, dirá o palhaço de serviço. Tudo em nome do descaramento e da incompetência dos governantes que nos desgovernam de há vários anos a esta parte, digo eu. Tudo em nome de um Mercedes SL 55 AMG para os privilegiados deste regime que cada vez mais tresanda a podre, digo novamente eu.


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Hans-Rudolf Merz...

por Renato Seara, em 25.09.10

Quando instado a comentar as medidas do seu homologo português de combate ao défice, o ministro suíço da pasta das finanças teve a seguinte reacção, aliás, muito parecida com a minha, quando tive conhecimento que os cortes nas despesa pública não contemplam carros topo de gama na empresa Águas de Portugal. Alguém me consegue justificar a presença de um desportivo de dois lugares como o Mercedes SL 55 AMG, na frota de uma empresa pública?

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Bons exemplos de gestão...

por Renato Seara, em 05.08.10

Gosto da Carris. Da Carris, da Refer, da CP, da EPUL, do Metro do Porto, etc. Gosto ponto. São empresas que de ano para ano, de semestre em semestre, apresentam sempre grandes prejuízos, mas que no entanto continuam a pagar bónus aos fabulosos gestores, que com base na sua filiação partidária, lá conseguiram chegar a um cargo na administração das mesmas. Será tão difícil responsabilizar os responsáveis pela degradação das contas destas empresas?

 

Gosto da PT. Da PT, da EDP, GALP, REN, etc. Gosto ponto. São empresas que de ano para ano, de semestre em semestre, apresentam sempre lucros astronómicos, que mais tarde acabam redistribuídos pelos Amorims, Melos e outros tais, que muito beneficiam dos monopólios criados pela ruinosa politica de privatizações levada a cabo pelo nosso actual Presidente da República (e que ainda teremos que aturar durante mais cinco longos anos ao que tudo indica). Acho delicioso quando ouço António Mexia dizer que os que criticam os seus bónus, apenas o fazem por inveja. Sim, António (permite-me que te trate por António), gerir um monopólio que de ano para ano aumenta as tarifas da electricidade a um valor superior ao da taxa de inflação, é sem sombra de dúvidas um dos mais notáveis actos de gestão que me ocorre de momento. Em relação à GALP, ainda ontem reparei, que se há um ano atrás 20 € bastavam para meio depósito, agora já preciso de praticamente 25 €. Agradece o Amorim, o rei da cortiça.

 

Só me ocorre dizer que tudo isto "é um fartar, vilanagem"! Um fartar sem fim à vista. Um fartar do qual todos nos tornamos cúmplices, quando eleição após eleição, elegemos os mesmos do costume.

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