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Ameaças não são um bom método educativo. Na verdade, são um sinal de desespero dos pais, que resolvem delegar responsabilidades. Foi a discussão que se gerou à volta de um apelo que a Polícia da cidade alemã de Hagen fez a todos os pais no Facebook. Reza assim (tradução minha):
«Parem, por favor, de dizer aos vossos filhos que os vamos buscar, se eles não se portarem bem! Os vossos filhos devem vir ter connosco, caso algo lhes meta medo… em vez de ter medo de nós!»
Uma enfermeira aproveitou a discussão gerada na mais famosa rede social para se meter ao barulho, anunciando que, no hospital em que trabalha, ouve muitas vezes os pais ameaçarem: «Se não te portares bem, vem aí a senhora enfermeira e dá-te uma pica!» A enfermeira lamenta que se criem medos desnecessários nas crianças que ela, transformada na má da fita, apenas pretende ajudar.
Também aqui.
"As próprias polícias tirem consequências do que se passou, de modo a que não haja um enfraquecimento das próprias forças de segurança no cumprimento do seu dever." - Pedro Passos Coelho
Pedro Passos Coelho não compreende que quem devia tirar consequências do que se passou ontem ,anisfestação das forças de segurança, devia ser ele e o governo. O enfraquecimento de que o PM fala não existe. Existiu, durante aquela manifestação, um claro sinal ao executivo de que não pode ser "sempre a abrir". Passos Coelho tem de compreender que não é com a troca do diretor nacional da PSP que atribui um culpado pela subida à escadaria do Parlamento. O governo tem de entender que não é com inquérito que se descobre o que supostamente falhou.
Se Passos Coelho não compreender a mensagem, que foi passada pelos dois lados da barricada - que na realidade é só um -, então está a cair no enorme erro, um engano que lhe pode ser fatal.
É notícia que a Polícia não tem conseguido notificar Oliveira e Costa para ser ouvido em Tribunal, no processo – não, não é sobre o BPN, ninguém faz ideia de quando a Justiça trate disso – que envolve seu amigo e colega (de partido, de parlamento, de governo e de actividades criminosas e vigarice) Duarte Lima.
Foi também notícia esta semana a notificação de Jorge Jesus, o treinador do Benfica que no final da tarde de domingo, no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães, passou por aquilo que é público e do conhecimento geral.
Era fácil encontrar e notificar o treinador do Benfica: poderia estar em casa, poderia estar a trabalhar, no Estádio da Luz ou no Seixal, ou poderia estar de folga, ainda em casa ou noutro sítio qualquer. Era fácil, mas ainda assim poderia ter de ser procurado em vários locais diferentes: menos de 48 horas depois estava notificado!
Se era, como foi, fácil encontrar e notificar Jorge Jesus - que, mesmo assim, se declarou enganado pela Polícia, que a Polícia lhe passou uma rasteira - mais fácil seria encontrar e notificar Oliveira e Costa. Deveria estar na prisão, mas não está. Estando em casa, deveria ter o dispositivo de pulseira electrónica, mas não tem. Está apenas sujeito a termo de residência e de identidade, e bem podia já ter fugido para onde bem lhe apetecesse, como de resto se receava.
Mas não. Não fugiu, estava em casa. Mas não era notificado e foi preciso que a notícia andasse pelos jornais para que surgissem os seus advogados a falar de mal entendidos, e a disponibilizarem-se para contactarem com o tribunal para facilitar o agendamento do depoimento.
Há notificações e notificações, há Justiça e Justiça e há Polícia e Polícia. O que faz com que haja cidadãos e cidadãos…
Até nos lembramos de, há uns tempos, uma Polícia ter notificado o cidadão presidente do FC Porto para passar uma certa noite em Vigo. E valeu a pena, como se sabe!
Secretário-geral da CGTP diz que greve é "de todos e para todos". Na realidade e pelas imagens captadas nas manifestações, as bastonadas são de todos e para todos.
Faz-me lembrar quando um iluminado resolveu acabar com a Briga de Transito. Desde esse momento para cá raramente se vê uma viatura da GNR em patrulha nas estradas. Aqui, Litoral Norte que sofre de interioridade, passam meses sem se vislumbrar uma viatura dessas. A mensagem é de impunidade. Este encerramento das ditas Esquadras manda uma mensagem igual. Além disso, o argumento que o encerramento vai colocar mais agentes na rua é de um brilhantismo que nem se consegue caracterizar.
O caminho seguinte, graças a esta agenda do actual governo, só pode ser privatizar.