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"Os farsolas"

por Renato Seara, em 20.12.11

Primeiro foi um Secretário de Estado, seguiu-se entretanto um dos principais ministros, mas, porque a mensagem poderia ainda não ter sido totalmente percebida pelos destinatários, eis que o próprio Primeiro Ministro de Portugal exorta os portugueses a abandonarem o seu país natal em busca das oportunidades que Portugal não tem para lhes oferecer. 

 

 

Pedro Passos Coelho, poderia ter pensado tal coisa? Claro que sim. Eu penso exactamente o mesmo. Sinto que o meu país não tem muito neste momento para me oferecer. Agora, eu sou o Renato Seara, alguém que não se leva muito a sério, nem é para levar muito a sério. Passos Coelho, por sua vez, é líder do Governo de uma nação com mais de 800 anos de história e o que afirmou revela apenas a sua faceta de demente intelectual e de ignorante. Demente, porque há coisas que um líder de uma nação jamais deve dizer. Ignorante, porque desconhece as dificuldades existentes na obtenção de vistos de trabalho e na morosidade com que são tratados os processos de equivalência e reconhecimento de competências nos países por ele citados.

 

Desola-me ver o meu país governado por quem não esboça sequer uma tentativa de cancelamento de um contrato ilegal de compra de submarinos, por tal poder ser mal encarado em Berlim, mas que não hesita em cortar nos tratamentos de hemodiálise ou nas ajudas de custo aos que fazem centenas de Km's para se submeterem a um tratamento de quimioterapia no IPO. Cortar verdadeiramente nos salários e reformas principescas dos "Mira Amarais e outros tais" que sem qualquer tipo de vergonha ainda vão à TV falar "de viver acima das possibilidades", obviamente que não. Já limpar o passivo de um Banco (6 mil milhões!!) e de seguida devolvê-lo, por 40 milhões aos "amigalhaços", isso sim, é boa gestão, génio, inteligência, visão, etc.

 

Percebo pouco de economia, mas, ainda percebo alguma coisa de matemática, pelo que faz-me confusão esta peregrina ideia de tentar pagar uma dívida sem que para tal se crie riqueza. As empresas que optam pela solução preconizada pelos génios que nos desgovernam, acabam na insolvência, mas, talvez o nosso destino seja diferente, vou fazer de conta que acredito, nestes, como diria o Miguel Portas, "farsolas". 

 

 

ps: Aproveito também para pedir desculpa a todos os autores do 2711, sobretudo ao Daniel, pela minha fraca participação nos últimos meses, mas, tenho andado verdadeiramente ocupado com assuntos, que me permitirão em breve seguir os conselhos do nosso estimado Primeiro Ministro. Assim, quero enviar abraços/beijos a todos os autores e leitores do blog, esperando que compreendam esta minha "ausência". 

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MARES DE SALIVA E MÍSSEIS DE CUSPO

por joshua, em 11.01.11

ASS tem, sempre teve, pouco de ministro, pouco de servidor público e imenso de agitador e papagaio anacrónico. Tremendista e bacoco, vem agitar a porcaria da retórica da Direita como capitulante e submissa à entrada do FMI. Na verdade, esta conversa obscena deveria ser substituída por silêncio ou por fuga higiénica, pois tamanha negação, que já leva um par de anos, não pode acabar bem. A mais desonesta e obstinada incompetência, a mais danada e esmagadora gula de mandar e devorar o Erário são todas recentes, têm seis anos, pertencem inteiramente a Sócrates e aos seus pretorianos indefectíveis, capazes de defender o Demónio e a Beleza Progressista do Inferno se lhes convier ao bolso, ao estômago, ao nariz que fareja demagogia e snifa farinha triga. ASS fala da Direita quando há muito que a Direita é ele e os outros do bando, árvore cujo fruto é o evidente descalabro. O desastroso consulado Sócrates pesa recentemente sobre nós, mas os piores sinais e tiques eram antigos. Devemos-lhe o mais pesado e injusto jugo. Esse vício-ASS de fazer remontar às décadas passadas e à saliva das oposições o desfecho presente, recente, iminente, da entrada de qualquer FMI não passa de desonestas fezes. Saliva difere de cuspo como bala de projéctil. Uma questão de movimento modifica a aparente sinonímia. Quem sempre cuspiu para o ar e sobre os outros? Os Socialistas. Quem sempre disparou à queima-roupa e rasurou o contributo de todos por um e um por todos em Portugal para pensar somente nos seus e viver para os seus? Os Socialistas gulosos e exclusivistas. Tantas culpas e em tantas direcções, menos na certa: os socialistas, a única, a grave, a completa. Remontar por remontar, culpe-se a divisão celular iniciada há milhões de anos ou a descoberta do sexo nos organismos simples. Tudo, menos que os socialistas-socratistas têm culpa recente e verificável.

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MURCHO MINISTRO VIEIRA

por joshua, em 15.12.10

Não me lembro, em décadas, de um ministro tão murcho, funéreo, frouxo a anunciar "medidas". Porquê tanta tristeza? Sabes, Daniel? Saberás tu, Renato? E tu, Manuel, que pensas do ar tristonho, murcho e flácido do ministro Vieira, a anunciar medidas, contramedidas desmedidas, às nossas gentes há tanto tempo ao chão coladas?

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«NÃO BRINQUEM COM O SLB»

por joshua, em 12.09.10

Se o SLB se respeitasse e não brincasse com coisas sérias, teria gerido a titularidade de Roberto com o máximo de tacto, protegendo-se e protegendo o jogador, isto na pré-época: neste ponto, o juízo técnico-desportivo de Jesus falhou sucessivamente. Hoje, embora resgatado dos desastres iniciais mais clamorosos, Roberto desaparece do centro da azia, mas comparece a figura do árbitro Olegário, o qual, para quem viu o jogo de Guimarães, efectivamente não esteve nada bem, o que não desculpa a histeria em decurso na "Instituição". Mas o resumo é mais simples e mais profundo. Vai por esta ordem aleatória de danos e prejuízos ao futebol português e ao País: Queiroz, Madail, Laurentino/PS, Vieira, governos pós-25 de Abril, especialmente este Governo e o anterior sem Pão e com Circo, já com a sorridente bancarrota prestes a manifestar-se em toda a sua negrura desdentada. Entretanto, a Norte, há outro campeonato onde brilham a maçã podre João Moutinho, o ex-sportinguista de valor futebolístico zero Silvestre Varela, Hulk, que joga com uma alegria e uma genialidade contagiantes, um Braga a revelar maturidade competitiva de altíssima valia, Villas-Boas a consolidar meteoricamente o seu valor e talento. Jogos como o de ontem, no Dragão, suscitam o melhor que há em nós, raptam-nos da mediania para a exaltação. Repelem, na catarse electrizante das mais belas jogadas, a memória de que o fim está próximo. O fim da omissa palhaçada falsária em política quando, por fim, vier a Alemanha governar-nos ou Bruxelas ou o FMI ou o diabo.

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À CIGANADA PORTUGUESA

por joshua, em 29.08.10

Agora que Sarkozy se encheu de coragem para conduzir a "ciganada" ao seu ponto de origem, mas com direito a voo e a cheque dentista, os roma tomaram-lhe o gosto e da próxima não porão os pés em França, mas, sim, em Espanha ou na Inglaterra. Com um pouco de sorte e mau aspecto, podem ser deportados de novo e ao fim de duas ou três deportações, dados os números de cada agregado, poderão alcançar uma pequena fortuna. As novas deportações são chiques porque não envolvem longas marchas da morte, os deportados sentem-se tímido-contentes com a atenção das câmeras do fugaz, pois os media degustam isto com a mais despudorada hipocrisia. De repente, todo o Arco Político se compadece da higiene precária, das pulgas, dos percevejos, da liberdade para moinar, das mulheres-máquina de parir. Sob um ângulo completamente imprevisto, temos mais, nós portugueses, é que pôr os olhinhos na "ciganada" deportada. As políticas em Portugal têm consistido em fazer a mesma coisa aos portugueses e cada vez com menos disfarce. Deportá-los do cerne da decisão e do centro da legitimidade política. Os deputados respondem perante os líderes políticos, não perante cidadãos que os não puderam conhecer e escolher. Os portugueses são ciganos no seu próprio País, pelo menos é assim que o Executivo e o Regime os trata. Quem, por todos os meios de fazer corar Armando Vara, não tem dinheiro em off-shores, é cigano. Quem se inscreve nas Novas Oportunidades e obtém quase instantaneamente um diploma com o qual já agora poderia ter nascido, é cigano. Quem paga o Fisco monstruoso que pagamos e não vê os problemas do défice e da dívida resolvidos, mas, pelo contrário, a Despesa a crescer descontrolada e o rating da República a encarecer sucessivamente os juros da própria dívida, é cigano. Quem nunca foi indicado para um cargo por Almeida Santos ou Mário Soares, longe da maçada de um concurso, é cigano. Quem recebe o RSI e progressivamente desaprende da procura de emprego, absorve uma cultura de dependência do Cacique, descrê da importância de estudar, para quê?, é cigano. Quem não é amicíssimo do Procurador Geral da República e não está metido em sucessivos berbicachos com grossas maquias de dinheiro surripiado com a sofisticada engenharia oportunística, só pode ser cigano. Portanto, portugueses, bem-vindos ao vosso admirável mundo cigano de ciganos. A vossa deportação faz-se de pasmaceira espiritual e passividade para com chulos. O vosso nomadismo consiste na indignidade de um Povo indiferente ao próprio destino e a quem o reja. Pode ser o Diabo. Pode ser a Europa, porque o seu único e grande lema resume-se no indiferentismo contido nisto: «Eles [nunca Nós!] é que sabem!»

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PERGUNTAS

por joshua, em 07.08.10

 

O facto de estar quase todo o País em férias deverá fazer descansar a atenção aos sérios problemas do Regime e da sua economia terminal? E se, de repente, nos acontecer um Agosto criminalmente quente, como o de 2007, continuará o plácido Povo impávido e sereno? Será que por um português ser beirão, transmontano ou algarvio, já não está abrangido pelo sentido da decência, demitindo-se quando ficam demonstradas jogadas viciadoras de um processo ou o atrito nele inoculado? Então por que permanece Pinto Monteiro no seu posto tendo em conta a sua subalternidade total relativamente a nada mais que um homem, o Primadonna "Deus Nosso Senhor"?

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Scut's...

por Renato Seara, em 29.06.10

Em 1997, quando o país vivia literalmente num mar de rosas, um primeiro ministro (António Guterres) e o seu Governo, alegando o principio da coesão nacional, decidiram construir uma série de auto-estradas sem custos para o utilizador, as designadas SCUT's.

Os empresários e habitantes dessas mesmas regiões, "eufóricos", perante a possibilidade de utilizarem uma auto-estrada, sem que a mesma lhes trouxesse quaisquer custos directos, ignoraram a inclusão de troços das antigas estradas nacionais (EN), no traçado definitivo das novas auto estradas (AE). Exemplo disso mesmo, é a actual A28, ou melhor, o IC1, que liga o Porto a Viana do Castelo, cuja construção implicou a "destruição" de importantes troços da EN13, substituídos entretanto por estradas municipais (EM), que obviamente não têm, as características técnicas adequadas para que se possam considerar alternativas viáveis.

 

Em 2010, sob o pretexto de medidas do combate ao défice, um outro Governo socialista, procura 13 anos depois "descalçar a bota", "calçada" por Guterres. No entanto o processo tem revelado uma gritante falta de competência dos actuais governantes (não que Guterres fosse mais competente), que tardam em compreender, que a introdução das portagens em algumas destas vias, está impossibilitada, pelo facto de alguns troços destas vias, incluírem troços da antiga via, que deveria agora servir como alternativa.

Os nortenhos, não estão, contrariamente ao que alguns apregoam na comunicação social, contra o principio do utilizador-pagador (na A3, A4, A7 sempre se pagou). Os nortenhos, estão sim, contra o facto de um Governo procurar 13 anos depois, resolver uma trapalhada, pela via da discriminação entre regiões. Os nortenhos não podem nunca aceitar portagens nas actuais SCUT's, sem que antes lhes seja de facto oferecida uma alternativa viável. Os nortenhos não podem, nem devem, aceitar a implementação de tão absurdo modo de pagamento, onde todos sem excepção, são obrigados a possuir um dispositivo identificador (e a pagar 25 € por ele), cedendo assim, os seus dados pessoais (numa clara invasão da privacidade) e tendo a obrigatoriedade de ter conta bancária (lá vão os bancos, mais uma vez e sem que ninguém se incomode muito com isso, "sacar-nos mais uns cobres").

 

Todo este ruído seria evitável se fossemos Governados, por gente séria. Todo este ruído seria evitado se a oposição ao Governo fosse também ela séria. Mas, quando o líder do maior partido da oposição, muda de opinião a cada dia que passa (tem dias, como o de ontem, em que ele muda duas vezes de opinião), então não podemos de facto esperar, grande coisa da actual classe política, já que uma parte chafurda na imundice moral, a outra chafurda na imundice ideológica.

 

Mas vá, logo joga a selecção ;).

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Rumo a Caia...

por Renato Seara, em 28.05.10

BE, PCP e Verdes, entenderam aliar-se ao executivo socialista, na questão da alta velocidade. Não é uma novidade. Sempre que em causa estão medidas que contribuam para o crescimento da despesa pública, o Keynesianismo primário, dos deputados da ala esquerda do parlamento, acaba por manifestar-se. Invariavelmente, isto são más noticias para os portugueses, aliás péssimas.

 

Depois do famoso tango com Passos Coelho, José Sócrates pode bem dançar um típico "vira minhoto". Parceiros não lhe faltam na esquerda portuguesa. Aliás como o provam estas imagens, há já vários anos que, Jerónimo de Sousa procurava um parceiro para dançar. Infelizmente para nós, numa altura em que o país, dispensa grandes bailaricos, ele acaba por encontrar em Sócrates o parceiro ideal, ou não estivesse Sócrates, neste seu segundo mandato, continuamente à procura de um, ou vários parceiros.

 

No actual cenário (tendo em conta as recentes noticias vindas de Espanha), lá para meados de 2014, será com toda a pompa e circunstância, que "festejaremos", os vários milhares de milhões de euros gastos numa obra que permitirá ligar duas localidades portuguesas, que têm como particularidade o pequeno facto de, juntas, não terem sequer 10 mil pessoas! Que magnifico(a) legado (conta), a nossa esquerda parlamentar, se prepara para deixar (apresentar)!


Caia, para merecer tamanho investimento, deve ser uma localidade fabulosa. Será certamente um novo local de romaria...

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Semelhanças...

por Renato Seara, em 22.05.10

Há vários anos, que ouvimos reputados economistas da nossa praça, afirmarem que Portugal consome bem mais do que produz, o que traduzindo para a linguagem comum, significa que há muito que Portugal vive, bem acima das suas possibilidades. O Estado português é um bom exemplo disso mesmo. O endividamento não preocupa quem nos desgoverna, que actuam na lógica do, "logo se vê quem paga e como paga". Somos, portanto, (des)governados há vários anos, por gente extravagante, ou melhor por gente irresponsável.

Há vários anos que também ouvimos falar nos "jobs for the boys", um "prémio atribuído", aos que se dedicaram de corpo e alma, desde muito novos, ao exigente trabalho de, bajular, aqueles que ocupam, ou que poderão vir a ocupar a cadeira do poder.

 

Os dois parágrafos já escritos, são um retrato fiel, do Portugal contemporâneo. No entanto, este post foi "pensado" à escala local. Não sei o que se passa em outras localidades do país (embora não me pareça que existam grandes diferenças), mas o facto é que Vila Nova de Famalicão (sobretudo a cidade), parece viver deslocada da realidade. Não me refiro sequer ao exibicionismo e às extravagâncias, dos habitantes da cidade, refiro-me sim às ideias, para mim megalómanas, do Presidente Armindo Costa, em levar avante, brevemente, a construção dos seus "elefantes brancos", o Parque da Cidade e a Cidade Desportiva.

Vila Nova de Famalicão, localiza-se no Vale do Ave, uma das regiões mais desfavorecidas (roubadas) do país. Uma região onde o desemprego atingiu há muito os dois dígitos, devido à grave crise que atingiu o sector têxtil. Uma região que carece de ajudas governamentais. Um concelho, onde em algumas freguesias, se "respira pobreza" por todos os lados. No entanto pese embora estes pequenos aspectos, os governantes locais, pensam não em canalizar verbas para ajuda social, mas sim, enterrar 30 milhões euros num parque e ainda mais milhões na criação de uma cidade desportiva. Ou seja, tal como os governantes nacionais optam por gastar na zona de Lisboa, os governantes locais, optam não por redistribuir verbas pelas freguesias (ainda existem freguesias sem saneamento básico, sem um recinto desportivo digno, etc), mas sim, em gastar tudo com futilidades na cidade.

 

Localmente, e tal como a nível nacional, também são vários os exemplos dos"jobs for the boys". O PS, tal como a nível nacional, é o campeão neste capítulo. Luís Moniz, filho do actual governador civil de Braga e antigo deputado socialista, Fernando Moniz, é o caso mais emblemático. Luís Moniz rapidamente chegou à liderança da JS local. Daí a um cargo na administração do Hospital de Barcelos foi um pequeno passo. Tal como em muitos outros casos, não existiu concurso público. Foi nomeado e prontos, assunto encerrado.

Ivo Sá Machado, um antigo presidente de uma junta famalicense, historicamente PS, é outro caso engraçado. Professor de profissão, viu recompensado o seu trabalho na junta da vila de Joane, com um cargo na administração do Hospital São João de Deus. Como no caso do Luís Moniz, o processo ficou marcado pela inexistência de concurso público. Ivo, foi substituir na administração, António Barbosa, outro militante do PS local, ex-candidato à Presidência da Câmara, que viu recompensado esse esforço, primeiro com um cargo na administração do hospital famalicense e agora com um cargo na administração do hospital de Guimarães, uma espécie de promoção, portanto.

Desengane-se no entanto, quem acha que existem grandes diferenças para a coligação PSD/CDS-PP, actualmente no poder em Famalicão. Começando pelo "protocolo" (toda gente sabe o porquê desse protocolo) entre a Câmara e a Faculdade de Arquitectura local, passando, pelas inúmeras contratações a nível de secretariado, assessores, etc, acabando no facto de curiosamente as obras municipais serem adjudicadas sempre às mesmas empresas (aliás é notável o crescimento de algumas desde que a coligação chegou ao poder). Nada de novo, ou de surpreendente, apenas e só um fiel retrato do que se passa no país.

 

Em jeito de conclusão, apenas digo que quer a nível local, como a nível nacional, noto acima de tudo, um total alheamento da população face ao que vergonhosamente se vai passando nos obscuros bastidores do poder político. Esse alheamento já nos está a sair caro, mas, mais caro ficará com o passar dos anos. Mais tarde ou mais cedo, mais dia ou menos dia, os portugueses vão ter de "acordar" para a realidade, no entanto, receio bem que esse dia chegue demasiado tarde. Oxalá esteja errado.

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Moção de censura, PCP...

por Renato Seara, em 18.05.10

O PCP entendeu apresentar uma moção de censura. A mesma não se destina exclusivamente ao Governo socialista, como também é um sinal de reprovação ao PSD, pelo apoio dado ao programa de austeridade apresentado pelo Governo socialista.

 

Confesso que me faz alguma confusão, a apresentação de uma moção de censura por parte dos comunistas. Devo esclarecer então, que não é o instrumento em si que me faz confusão, já que não me faz confusão alguma, ver, os outros partidos da oposição a apresentarem moções de censura, já que é um direito (por vezes até mesmo um dever) que lhes assiste. Faz-me sim confusão, ver o PCP, a utilizar esse instrumento, uma vez que em todos os regimes comunistas, a utilização desse instrumento é expressamente proibida.

 

O PCP revela assim, mais uma vez, a sua irresponsabilidade política. Nada de novo se atendermos ao facto, de o partido, continuar a ser movido pela mesma ideologia de há 30 anos atrás. Uma ideologia que, por exemplo, o Leste europeu, "encarregou-se de nos dizer", o quão errada está.

 

Resta esperar que os outros partidos da oposição sejam bem mais responsáveis, porque, eleições antecipadas, a esta altura do campeonato, é algo que o país dispensa.

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