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SÓCRATES ESTRANGULA O HUMOR

por joshua, em 22.01.11

Uma das coisas mais asquerosamente belas do socratismo imune e impune é a falta de sentido de humor. Pior, marca dos tiranos, é o ódio explícito ao humor. Ainda pior, insígnia dos sociopatas, é a perseguição e a extinção do humor. Não é por acaso que os Gato Fedorento estão postos em sossego, na grande tetina da PT, via SIC ou vice-versa, que calar a sátira política, para a qual estão particularmente vocacionados, é quem mais ordena. O Contra-Informação, já o dissemos aqui, foi chutado para canto primeiro, e depois castradamente extinto com toda a naturalidade das tiranias encapotadas. Por último, protestar em Portugal é morto à nascença, seja que protesto for, seja que grupo for, um manto silencioso sorna cobre de desânimo quem se atira à estrada por justiça, por direitos, por verdade. Sejam os sindicalistas a dispersar, seja a juventude da Trofa por causa de uma traição grosseira aos interesses daquela bela cidade, que há dez anos aguarda pelo Metro. Nem humor. Nem protesto. Está tudo nas mãos honestas e probas de José Sócrates, pois os frutos e os sinais de tal árvore estão por todo o lado. Façam-lhe o favor de se absterem por amor dele, amanhã.

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Não é bem assim

por Daniel João Santos, em 19.09.10

"O país precisa de apresentar resultados que dêem credibilidade à política económica." - Pedro Passo Coelho

 

Na realidade o país precisa de políticos que apresentem resultados e assim dêem credibilidade à política económica.

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GESTÃO AVENTUREIRA

por joshua, em 22.07.10

O Governo não acerta na execução orçamental: o Estado não vai poder viver de impostos indefinidamente sem emagrecer nos lugares correctos. Perante o enorme aumento da despesa e a derrapagem em diversas autarquias com a sobrecarga galopante dos juros pagos pelo Estado, até quando suportaremos que o saldo persista em ser negativo, apesar da brutal subida das receitas? Temos a marca de água dos socialistas: uma gestão aventureira da Coisa Pública, nula transparência, falta de escrutínio dos gastos, em suma, cevar-se disto até rebentar porque a verdade e uma acção consequente são impopulares, rebentam com as boas sondagens e fazem perigar o Poder-que-está. Se forem estes critérios filhos da mãe a reger a política portuguesa, estamos bem entregues.

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Felinos na justiça

por João António, em 12.01.10

Nós os latinos gostamos muito de brincar quando estamos por cima, mas quando passamos para baixo o caso muda de figura e de disposição. Claramente um sentimento de "macho latino".

"Temos de lutar contra esses animais felinos e outros que tais, que recebem páginas de jornais que não deviam ser utilizadas para denegrir a imagem de um clube centenário"

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FISIONOMIA PETULANTE

por joshua, em 29.11.09

Nunca esquecerei aquele dia. Dentro do aparelho de televisão, o indivíduo passava de nariz emproado e, em face de tanto indigente, tanta gente estendida no catre espiritual da miséria no seu País, ele declarava-se alheio, exprimia indiferença, com o seu esgar inconfundível aparentado vagamente com um sorriso, esgar velhaco de paxá intrépido, entregue ao deboche de Estado. Chocava ser esse espectáculo de gente caindo na miséria absolutamente indiferente para si. No topo da cadeia alimentar, todos os golpes que dera até aí, todas os desfalques indirectos que fizera às contas públicas, todas as luvas que recebera, graças à altas posições alcançadas, fora em nome do aperfeiçoamento pessoal, do acesso aos maiores requintes da vida, o gosto de dominar, de alcançar a todo o transe esse mesmo topo e o mais rápido que lhe foi possível. Estar de pé, depois de tudo o que se lhe conhece, como se nada fosse é a sua forma de mangar com a gente. Habituou-se a ditar a Lei. Alargou por decreto a decência fazendo-a recobrir algumas obscenidades. Sabe-se indecente, mas está por tudo. A Lei dobra-se perante o imperativo de si mesmo. Que o apeiem, se souberem. Se puderem. No seu histórico, sobejavam oportunidades que lhe coubera aproveitar. Enriquecera. Fazia-se temer pelo círculo dos que empregava, uma corte obediente bem forrada com os dinheiros públicos. Era cretino? Sim, era. Convicto? Convicto! Se lhe assassinavam o carácter e o bom nome, faziam-no com verdade e justificadamente, embora um assassinato de carácter seja universalmente um acto baixo, uma iniciativa reles. Só isso permitia uma extensa defesa por parte de algum senso-comum devidamente apascentado. Ele porém provava com o seu caso, num país dissoluto, que o crime já não contava, se se pudesse manter todas as aparências. Provava que os media, quando encostavam um Político enegrecido-carvão à parede com factos graves a ele imputados, essa mesma parede tinha afinal portas sucessivas e sucessivas saídas secretas. O sistema respaldava o corrupto com naturalidade, o que faria as delícias de um sul-americano. De resto, nesse país dissoluto, tudo era corrupção. Estar desempregado consistia num azar pessoal. Emigrar para Angola, só por especial favor, cunha especial. Nada importava no país dissoluto. Não importava senão a ventura de um salário mínimo de 450 euros, matéria de riso, barrigadas de riso, por toda a demais Europa. Nunca esquecerei aquele dia. Aquela fisionomia petulante ainda lá está, hirta e firme, sorrindo, nesse país dissoluto. Ainda o mesmo esgar, o mesmo punho instalado na anca, enquanto perora na arena parlamentar. Sempre ao ataque, é a maior virgem impoluta de que há memória. Dizem-me para olhar para a floresta e não para a árvore. Porém, que símbolo maior da floresta encontraria senão tal árvore de caruncho reluzente?!

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Ao ponto que chegamos

por João António, em 19.08.09

Este deve ser mais um exemplo de como se retira a autoridade aos seus agentes! No cumprimento do seu dever dois agentes são agredidos, vilipendiados e . . . são obrigados pelo tribunal a pagar as despesas do processo ? No mínimo uma medida impensada! Então o os ofendidos è que vão pagar? Da próxima vez quando os chamarem para desacatos  . . . ! Depois vêm os governantes com cara de pau dizer que a criminalidade está mais refinada pudera roubam, matam , e esfolam e os guitas que paguem ! O centrão que está no governo desde 1975 è que têm responsabilidades nesta anarquia judicial !

A agressão aconteceu em 2004 quando os dois polícias foram alertados para uma desordem num bairro da Amadora. Um foi agredido com murros no peito e o outro com um pontapé. Este teve de receber tratamento hospitalar.

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FIGO, FRETE! FÍFIA! FRANGO!

por joshua, em 07.08.09

Os pronunciamentos políticos e académicos de Rosa Mota e de Figo parecem ser muito prestigiantes e capazes de exercer uma profunda influência eleitoral na Opinião Pública em favor de Fuckcrates. É comovente a indiferença à lama e aos maus cheiros. Frete! Fífia! Frango!

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Muito ou pouco (In)dependentes...

por Nuno Raimundo, em 21.07.09
Uma situação que desde sempre me suscitou bastante apreensão é o caso dos candidatos e eleitos "independentes".
Os tais simpatizantes da causa que não se assumem como tal e/ou que não se querem comprometer com o "partido".

 

Não entendo como pode um partido político que deve ter dezenas, centenas e alguns até mesmo milenas de militantes, para depois escolher outras pessoas "externas" ao partido para darem a cara e corpo a um projecto político-partidário.
Ainda há bem pouco tempo assistimos a um caso assim no "PS" ( partido recheado de vários militantes ilustres e respeitados), onde o cabeça-de-lista era um oustider do partido, ficando à frente de gente com larga experiência na "Europa".

 

Agora nas próximas eleições acontecerá o mesmo. Voltam à baila novos ou inclusivé os independentes do costume; uns a alinharem no partido do costume, outros saltando de partido em partido na esperança de nova (re)eleição ou lugar garantido.

 

Onde se encontrará a Coerência e a Justiça Política para os militantes dos partidos que se sentem ultrapassados por tais pessoas, sendo que muitos deles até gostariam de ser convidados a intervir nalgum projecto que fosse.

 

Como podem eles "suportar" que não sejam utilizados pelos seus partidos de militância em detrimento dos outsiders ao partido. Penso que não bastará alguém falar bem de um partido ou defender as suas teses; Se quer ser eleito por determinado partido, que então se filie nele e ponto final!

 

No meu caso pessoal, que não tenho filiação partidária alguma, mas apenas simpatia por determinado quadrante do espectro político nacional, tanto me faz; apenas me causando alguma confusão que isto exista.
Mas se eu fosse militante de algum partido que regularmente utilizasse gente que não fosse do seu quadro de militantes para promover as suas ideias e se candidatasse pelo partido como se fosse um militante normal, então eu "rasgaria o cartão" com toda a certeza e quanto muito me tornaria num simpatizante da causa e apenas isso. Não se pode tolerar um comportamento desses num partido.
Chego mesmo ao ponto de pensar que isso é uma falta de respeito aos seus militantes!
 
É que já não basta estes (in)dependentes roubarem o lugar aos militantes do partido como em muitas das vezes, pelo peso da sua opinião e vontade pessoal, contrariarem as normas e directrizes políticas dos partidos pelos quais foram eleitos, querendo ser independentes quando na realidade não o poderão ser!

 

Sendo que para mim, uma boa maioria de tais personalidades apenas deve querer garantir um ( ou mais...) "tacho(s)" em vez de querer participar em benefício da comunidade e do país.

 

Aqui fica a minha dúvida a debate. Pode ser que alguém me ilumine um pouco nesta questão...

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Finalmente serei mais um

por Daniel João Santos, em 15.07.09

 Já li, mais que uma vez, nas minhas visitas diárias, que existe um afastamento da filiação partidária.

 

Ter um cartão de um partido no bolso, para alguns, castra a liberdade de opinião. Sem essa ligação, somos livres de opinar, criticar, dizer de nossa justiça ou injustiça, conforme melhor entendermos.

 

Ontem, resolvi mergulhar no programa de um partido político, que já há muito tempo me despertava simpatia e curiosidade. Ao contrário do que eu imaginava nem adormeci e leu-se bem.

 

Agora, no momento da escrita deste texto, tenho na minha frente o objecto de castração de ideias. Aquele boletim de inscrição num partido, que segundo a maioria, transforma uma pessoa num autómato, apenas capaz de meter uma cruz sempre no mesmo quadrado.

 

Estou entusiasmado, finalmente vou deixar de pensar.

 

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Excelente!

por Daniel João Santos, em 17.06.09

Surpreendente é a palavra certa.

 

Achava que me iria decepcionar, mas não. Depois de toda a publicidade por ai exposta, avancei com alguma desconfiança.

 

Tudo decorreu melhor que eu imaginava. Já tinha visualizado na minha mente a distribuição dos protagonistas e não me enganei.

 

No alto os tubarões rondavam e dominavam o local. Algumas raias faziam a sua aparição, rondavam, tentando mostrar alguma coisa. No fundo, bem lá no fundo, os mais pequenos olhavam, enchiam o espaço e enfeitavam.

 

Passei umas horas a olhar para todo aquele ecossistema. Ali domina a lei do mais forte e ao mesmo tempo uma imagem de equilíbrio.

 

Aprendi imenso, vi e li tudo com muita atenção. Foi um tempo bem empregue.

 

No regresso a casa, depois desta visita ao Sea Life no Porto, ouvi parte da Moção de censura. Diga-se que nada de interesse.

 

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