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Denucias pelo megafone dos médias

por Daniel João Santos, em 12.12.12

Não se percebe a forma como algumas pessoas funcionam. Diz Catalina Pestana, a ex-provedora da Casa Pia de Lisboa, que só na Diocese de Lisboa conhece cinco casos de pedofilia e que está disponível para para dizer o que sabe ao Ministério Público.

Acho lamentável, sendo verdade a existência de pedofilia - que ela denuncia à comunicação social-, que Catalina Pestana ainda não tenha exercido  o dever moral de denunciar tais casos ás autoridades. O estilo "eu conheço situações e se me vierem pedir, mas pedir muito, colocando-me no pedestal dos intelectuais, eu conto": mete nojo.

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O Segredo

por Cristina Torrão, em 22.10.12

Dizem os habitantes de Cantanhede que nunca tiveram conhecimento do abuso sexual de que terá sido vítima Renato Seabra, em pequeno, por parte de um vizinho, relatado na última sessão do julgamento do jovem. Asseguram nunca ter ouvido falar do caso. "Uma coisa dessas, numa terra tão pequena, era conhecida de certeza".

 

Não faço ideia de como foi a infância de Renato Seabra. Mas pensarão os moradores de Cantanhede que essas coisas se costumam pôr no jornal? Pensarão que quando uma criança é molestada sexualmente, toda a povoação fica a saber? Será possível que não sabem que casos desses são abafados? Que o autor dos abusos ameaça a criança, caso ela diga alguma coisa? E que, quando a criança diz alguma coisa aos pais, muitos fazem o possível por ignorar, seja por vergonha, seja por incapacidade para lidar com a situação? E que quanto mais pequena for a terra, mais se abafa o caso?

 

Se não sabem, é bom que se lhes diga! O que não é bom é a jornalista do CM não ter referido estas verdades no artigo!

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