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Pode-se ou não gostar das ideologias defendidas por Francisco Louçã, mas, no meu ponto de vista, perde-se alguém no Parlamento que sempre esteve na primeira linha em chatear Passos Coelho e companhia, da mesma forma que antes chateava Sócrates.
No cravo:
“A reconfiguração dos círculos eleitorais, de modo a combinar a existência de um círculo nacional com círculos locais de menor dimensão, onde o eleitor tem um voto nominal escolhendo o seu candidato preferido, além da escolha do partido da sua preferência”.
Na ferradura:
“Pode e deve ser conjugada com uma redução do número de deputados que, sem pôr em causa a representação proporcional, facilite a eficácia da intervenção política e parlamentar dos deputados eleitos e promova a maior operacionalidade e eficácia do próprio Parlamento.”
Moção de estratégia de Passos Coelho na sua recandidatura a líder do PSD
Esta notícia vem mesmo a propósito desta questão. Ir buscar a água ao GJ1214b sempre é uma alternativa que deve sair mais barata do que a água da torneira...
Um homenzinho, sim, senhor. Pensar em Portugal e na sobriedade do hemiciclo fica-lhe bem tanto mais que a hora segue ainda mais desigual e obscena sobre a parte fraca da sociedade portuguesa. Quero ver quem será o primeiro a demitir-se em virtude da grosseira discrepância: Francisco Assis ou Jorge Lacão. Fundamentalmente, eu desejo que os políticos passem a amar-me, a pensar em mim muitas mais vezes e muito menos neles mesmos. Têm de ser em menor número no hemiciclo. Têm de ser menos [ou zero!] e menos vorazes nos múltiplos e insaciáveis comissariados das EPs. Milagre assombroso é que tal começo de conversa parta de Lacão apenas porque está a demarcar-se, há quem diga, de Sócrates já nas «vascas da morte», como grafa, e bem, Santana Castilho. Haja Deus que eu já não posso mais!
Estou a ouvir, pela TSF, o pseudo-debate parlamentar com o 1.º ministro. Ei-lo igual, perseverante e determinado, como Berlusconi, assaz firme como Mubarak, fantasticamente seguro como Ben Ali, o Primadonna, sempre airoso e fresco como uma alface farfalhuda, fala de economia. É uma vergonha, perante a crise social e económica, com a venda da dívida portuguesa, ontem, acima dos sete por cento. Ele exulta e mostra-se alegre no púlpito da mais crassa demagogia, entre tanta miséria e desatino. Não o despedirem com um pontapé no cu para que Portugal finalmente areje!
Hoje, terça-feira triste, vai se debater no Parlamento o Orçamento de Estado. Depois da novela mexicana das negociações entre o PS e os PSD, estaremos perante um teatro politico do qual já sabemos os resultados. Tirando o folclore habitual e umas trocas de galhardetes, dificilmente sairá dali algo que nos possa surpreender.
Ao que parece, os membros dos gabinetes de Jaime Gama e José Sócrates, ficaram de fora do corte de cinco por cento de salários, aprovado em Julho pelo Parlamento. Ao que parece, a situação está a ser resolvida rapidamente pelo Parlamento. Estou agora na expectativa de saber quando é que alargam a lei a gestores, directores e afins, das grande empresas Publicas. Excepto para o senhor Almerindo Marques, que de forma preocupada, todos os meses escreve ao governo a anunciar a falência das Estradas de Portugal.
Discordo do PSD e do Bloco de Esquerda. Os dois defenderam que o caso do furto dos gravadores pelo deputado Ricardo Rodrigues deveria ser debatido na comissão de Assuntos Constitucionais.
O assunto não tem nada a ser debatido em nenhuma comissão. O roubo dos gravadores apenas se trata de um assunto de policia. Se fosse um comum cidadão a "palmar" os dois gravadores estava bem arranjado e não me parece que o senhor deputado tenha de ter tratamento especial.
"Inês de Medeiros tem direito a uma viagem semanal de avião para Paris; às ajudas de custo correspondentes aos 25 quilómetros da deslocação entre o aeroporto e a sua residência; e a ajudas de custo equiparadas a um deputado não residente em Lisboa."
"Parecer do auditor jurídico da Assembleia defende o pagamento das viagens da deputada, em nome do princípio constitucional de que os parlamentares devem dispor dos meios para cumprir as suas funções." (Jornal Sol)
No meio de tudo isto, visto que estas viagens são pagas pelos contribuintes, temos sorte de ela não viver na Austrália.