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Mais do que o fim dos dinossauros, e a derrota expressiva dos seus mais mediáticos representantes. Mais do que a derrota de Menezes e a vitória de Rui Moreira, no Porto, mais que a vitória do PSD (de Rui Rio, Miguel Veiga ou Paulo Rangel) sobre o PSD de Passos Coelho e da sua turma. Mais que a derrota dos aparelhos partidários, em Sintra, em Matosinhos ou em Braga. Mais que a derrota da política do vale tudo, em Gaia. Mais do que a vitória da CDU e a restauração do poder autárquico comunista. Mais do que a vitória do PS, comemorada por Seguro em ambiente pouco menos que fúnebre. Mais que a vitória de António Costa, que é mais que a vitória em Lisboa, e mais que a expectativa do que irá fazer com ela. Mais que a derrota do Bloco, incapaz de sobreviver à geração que lhe deu vida. Mais que a derrota de Jardim, e a confirmação do fim do dinossáurio jardinismo na Madeira…
Mais que tudo isso, impressiona que a vitória eleitoral para uma Câmara, e logo num município que está no topo dos índices de desenvolvimento humano no nosso país, tenha sido comemorada à porta de um estabelecimento prisional. Não menos do que tudo isso impressiona que, com tudo isto a fervilhar nas televisões e como a Ana bem dá nota, as audiências fossem lideradas pela estreia de mais uma casa dos segredos…
Então e se eu quiser pedir uma audiência ao presidente da câmara do município onde vivo? Ele concede-ma na prisão?
Os partidos na oposição na Câmara de Oeiras questionam a legitimidade do presidente para continuar o seu mandato, após o Supremo Tribunal de Justiça ter confirmado a pena de dois anos de prisão efectiva a que foi condenado no Verão passado. E parece que o montante da indemnização a entregar à administração fiscal subiu para mais do dobro. Mas há ainda o Tribunal Constitucional. E Isaltino Morais já disse que ainda acredita na Justiça. E nós, acreditamos?
"Sempre que alguém me pergunta o porquê das vitórias de Isaltino, dou este exemplo: qualquer pessoa que ande de carro em Oeiras percebe quando atravessou a “fronteira” com Cascais, Lisboa ou Amadora. De repente, as estradas têm mais buracos, o alcatrão está mais gasto, as ruas mais sujas e, em redor, aumenta o caos urbanístico." - Insurgente
Resumindo, antes um Isaltino que um buraco na estrada.