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O grande líder da Coreia da Norte

por manuel gouveia, em 04.03.12

Pedro Passos Coelho foi no sábado à noite reeleito presidente do PSD com 95,5% dos votos dos militantes sociais-democratas, numa corrida em que era o único candidato.

 

Nesse momento foram sentidos vários sismos, as estrelas apareceram nos céus a dançar, as árvores floriram e o povo chorou.

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Democratização da economia

por manuel gouveia, em 26.12.11

O novo líder supremo, tutelado por uma espécie de troika, sedimenta a sua autoridade. Propõe-se agora democratizar a economia.

 

De repente o mundo ficou demasiado pequeno.

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"Os farsolas"

por Renato Seara, em 20.12.11

Primeiro foi um Secretário de Estado, seguiu-se entretanto um dos principais ministros, mas, porque a mensagem poderia ainda não ter sido totalmente percebida pelos destinatários, eis que o próprio Primeiro Ministro de Portugal exorta os portugueses a abandonarem o seu país natal em busca das oportunidades que Portugal não tem para lhes oferecer. 

 

 

Pedro Passos Coelho, poderia ter pensado tal coisa? Claro que sim. Eu penso exactamente o mesmo. Sinto que o meu país não tem muito neste momento para me oferecer. Agora, eu sou o Renato Seara, alguém que não se leva muito a sério, nem é para levar muito a sério. Passos Coelho, por sua vez, é líder do Governo de uma nação com mais de 800 anos de história e o que afirmou revela apenas a sua faceta de demente intelectual e de ignorante. Demente, porque há coisas que um líder de uma nação jamais deve dizer. Ignorante, porque desconhece as dificuldades existentes na obtenção de vistos de trabalho e na morosidade com que são tratados os processos de equivalência e reconhecimento de competências nos países por ele citados.

 

Desola-me ver o meu país governado por quem não esboça sequer uma tentativa de cancelamento de um contrato ilegal de compra de submarinos, por tal poder ser mal encarado em Berlim, mas que não hesita em cortar nos tratamentos de hemodiálise ou nas ajudas de custo aos que fazem centenas de Km's para se submeterem a um tratamento de quimioterapia no IPO. Cortar verdadeiramente nos salários e reformas principescas dos "Mira Amarais e outros tais" que sem qualquer tipo de vergonha ainda vão à TV falar "de viver acima das possibilidades", obviamente que não. Já limpar o passivo de um Banco (6 mil milhões!!) e de seguida devolvê-lo, por 40 milhões aos "amigalhaços", isso sim, é boa gestão, génio, inteligência, visão, etc.

 

Percebo pouco de economia, mas, ainda percebo alguma coisa de matemática, pelo que faz-me confusão esta peregrina ideia de tentar pagar uma dívida sem que para tal se crie riqueza. As empresas que optam pela solução preconizada pelos génios que nos desgovernam, acabam na insolvência, mas, talvez o nosso destino seja diferente, vou fazer de conta que acredito, nestes, como diria o Miguel Portas, "farsolas". 

 

 

ps: Aproveito também para pedir desculpa a todos os autores do 2711, sobretudo ao Daniel, pela minha fraca participação nos últimos meses, mas, tenho andado verdadeiramente ocupado com assuntos, que me permitirão em breve seguir os conselhos do nosso estimado Primeiro Ministro. Assim, quero enviar abraços/beijos a todos os autores e leitores do blog, esperando que compreendam esta minha "ausência". 

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2711 esclarece

por manuel gouveia, em 22.07.11

O que realmente disse Passos Coelho: "Trabalho para recuperar o desvio que existe é colossal"

 

Depois de muitos dias de polémicas sobre a frase que Passos Coelho terá dito na semana passada no Conselho Nacional do PSD, há agora um vídeo que mostra a frase exacta do primeiro-ministro.

 

O 2711 esclarece: Passos Coelho acaba de contratar os assessores de Sócrates...

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Vamos chorar com o menino.

por Renato Seara, em 03.07.11

Não, Passos Coelho não me desiludiu com o anúncio do imposto extraordinário sobre o subsidio de Natal. Nem creio que tenha desiludido ninguém, pois se para uns, o calamitoso estado das finanças públicas torna legitimo mais um saque ao bolso dos trabalhadores, para outros, onde eu me incluo, Passos Coelho é um embuste e uma aberração, a quem nem uns óculos na ponta do nariz conseguem transmitir um pouco mais de preparo intelectual. 



A dita "direita portuguesa" tem um estilo peculiar de fazer politica, não que o da dita "esquerda" seja melhor, pelo contrário. Parece-me que a merda é a mesma, só o cheiro é que difere um pouco. Mas vá, a "direita portuguesa" na oposição critica o aumento de impostos e promete choques fiscais. Berra a plenos pulmões que com eles o combate à gordura do Estado será sempre a prioridade número um. Mas, na primeira oportunidade, provam que a diferença entre esquerda e direita é ditada por uma barreira cada vez mais ténue. O aumento de impostos, baseado no legado deixado pela anterior governação é a desculpa mais ouvida, desde os anos de Durão. Nunca foi contudo, solução de nada. Pelo contrário, medidas como a já anunciada por Passos Coelho, a que se seguirá um (praticamente certo) aumento do IVA, limitam o poder de compra, retraindo assim o consumo e acima de tudo incentivam o crescimento da economia paralela. Ao invés de cortar nas reformas chorudas dos "barões de Portugal", opta-se sempre por retirar uns trocos a quem menos tem.


Mas, o embuste Pedro Passos Coelho, não se fica por aqui. Contando com o beneplácito dos órgãos de comunicação social, que têm intoxicado a opinião pública de intenções populistas e meramente demagógicas, como a decisão de viajar em classe económica, conseguiu transmitir a ideia de que o actual executivo é muito mais pequeno que o anterior, composto por muitos independentes (porque não dizer simpatizantes sem cartão de militante?) e constituído numa lógica, em que o mérito se sobrepôs aos favores. Nada mais errado. Se é verdade que se reduziram ministérios, (o da cultura foi uma decisão execrável meramente populista) não é menos verdade que alguns cargos engraçados foram criados. Desses salta à vista, o cargo criado para satisfazer a gula de Feliciano Barreiras Duarte, companheiro de longa data do jotinha Primeiro Ministro. Feliciano Barreiras Duarte, será o Secretário de Estado Adjunto do Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares. Sim, é a primeira vez que o Ministro dos Assuntos Parlamentares, tem dois secretários de Estado por sua conta, na "árdua tarefa" de concertar o trabalho do executivo com o trabalho parlamentar. O que dizer também do Secretário de Estado da Solidariedade e da Segurança Social, Marco António Costa? Sim, escutando-se Marco António Costa durante cinco minutos e certamente que solidariedade e segurança social são as palavras que mais rapidamente nos ocorrem. Tal como escutando Passos Coelho falando de trabalho, certamente que mérito, talento e capacidade, são as palavras que mais nos ocorrem, se olharmos com atenção para a sua carreira profissional. 


ps: Aos colegas do 2711, peço compreensão pela parca colaboração dos últimos tempos, mas, tempo livre é algo que não tenho tido nos últimos tempos.

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Barões à porta...

por manuel gouveia, em 28.06.11

Até aqui estou a gostar de ver o-menino-que-chora a meter os barões na linha. Marcelo Rebelo de Sousa, que tudo sabe, anunciou em primeira mão a ida para o governo de um dos administradores da TVI e a resposta não se fez esperar...

 

O veto ao nome de Bernardo Bairrão partiu directamente do primeiro-ministro. E apesar de o ex-administrador da TVI ter feito declarações públicas duras contra a privatização da RTP - uma das bandeiras políticas de Passos Coelho - não terá sido essa a principal razão que fez com que o nome tivesse sido afastado. Mais grave, sabe o i, terá sido o facto de Marcelo Rebelo de Sousa ter anunciado em primeira mão e em directo na televisão um dos nomes do novo executivo que nunca tinha sido referido na imprensa. 

 

Será que Passos Coelho vai continuar a desafiar os barões do PSD no seu próprio território? Aparentemente é fácil.

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Dança pouco nobre...

por manuel gouveia, em 15.06.11

No meio de uma dança muito pouco nobre, em que o dito cujo já foi ministro e agora é candidato derrotado à Assembleia da República, Passos Coelho foi indigitado primeiro ministro.

 

Cavaco Silva indigitou o líder social-democrata numa reunião a sós, após o encontro com a delegação do PSD. Passos Coelho esteve sozinho com Cavaco Silva cerca de meia-hora.

 

Aquela meia hora terá feito nascer o esadista que nos falta? (Eu sei, estou a ser mauzinho)

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Faltou-te um bocadinho assim...

por manuel gouveia, em 14.06.11

Pedro Passos Coelho saiu da reunião com Cavaco Silva sem prestar declarações aos jornalistas, mas fonte do PSD disse que o líder social-democrata comunicou ao Presidente que já tem uma solução de Governo. 

 

Boa! Agora só falta uma solução para o país... coisa pouca.

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O não ao folclore burlesco

por manuel gouveia, em 06.06.11

Ontem o povo disse não ao folclore burlesco, à esquerda que usou um discurso saloio de dissimulações roubado à direita e ao desfilar parolo da vitimização de Sócrates.

 

O BE afundou-se na medida em que se refugiou num discurso hipócrita de quem não se compromete com papéis difíceis e até Paulo Portas foi penalizado na sua dança de chapéus e hesitações de última hora.

 

Passos Coelho, com todas as suas limitações, manteve-se fiel a si próprio até ao fim e foi recompensado na justa medida. Esperemos agora que os barões não o engulam e o PS se comporte de forma decente. Chega de socratisses.

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Quando Cristo desceu à terra

por manuel gouveia, em 02.06.11

O homem que um dia fez Cristo descer à terra e chegou à liderança do PSD exige a Passos Coelho aquilo que nem ele, apesar de tão bem relacionado com as divindades, conseguiu: ser primeiro ministro.

 

«Milhares e milhares de portugueses esperam muito de Pedro Passos Coelho. «Não nos desiluda nunca», pediu o comentador (Marcelo Rebelo de Sousa).

 

A resposta de Passos Coelho esteve à altura:

 

«Caro amigo, eu não quero ser primeiro-ministro para mandar em Portugal, para dar empregos ao PSD, para proteger os mais ricos e os que vivem das rendas do Estado, eu não quero ser primeiro-ministro para tomar conta do Estado e da sociedade. Eu quero ser primeiro-ministro para libertar a sociedade do Estado e dos governos e dos poderes partidários. Eu quero ser primeiro-ministro para que os que mais sofrem, mas que mais lutam e que jogam limpo, tenham a certeza de que vai ser possível jogar limpo, premiar o mérito», garantiu. 

 

A comédia continua, evoluiu da tragi-comédia para a habitual comédia lusa.

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