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Tal como Obama considerava Guantânamo uma monstruosidade da era Bush... e quando a sua oportunidade chegou nada fez, escudando-se atrás de tecnicidades, temos agora o sossego do Daniel.
A era Bush terminou, mas Guantânamo ficou e Obama ficou menos Obama.
Todos estão de acordo que a era Sócrates terminou, mas vejo que a Sócrates sucede Sócrates.
Fim a todos os Guantânamos, sim à coragem moral! Fim ao sossego.
Todos se lembram de João Paulo II como um herói, até Louçã o citou no parlamento, mas nem sempre foi assim. João Paulo II foi o Papa que reprimiu a teologia da libertação e lhe pôs termo, foi aquele que não beijou a terra de Timor quando aí se deslocou o que foi entendido como um reconhecimento tácito de que Timor era uma província Indonésia, foi o reaccionário a quem o cartoonista António colocou um preservativo no nariz… Os laicos que seguem sempre, com particular acuidade, as coisas da ICAR não lhe perdoavam estas falhas graves.
Mas depois João Paulo II condenou a guerra do Iraque (o que sempre fizeram todos os Papas: condenar uma guerra) e o mundo entrou em êxtase! O Papa também condenava Bush!
Quando Chávez chamava a Bush “gringo de um cabrão” era recebido em delírio ou no mínimo com um sorriso cúmplice…hoje Bush continua no seu posto, chama-se Obama e mudou de postura, continua a esmagar à custa de mísseis cruzeiros as teologias da libertação por esses Iémenes e outros países transviados das boas graças do senhor…
Só que não há mais espaço para o grito “gringo de um cabrão” e Chávez ainda não o percebeu, o grito morreu!