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JAMÉ, JAMÉ E JAMÉ

por joshua, em 23.07.09

«Há quatro anos, pela primeira vez na sua história, o PS ganhou uma eleição com maioria absoluta. Ao lado dele, a restante esquerda – o PC, o Bloco – cresceu. [...] O mandato que o PS recebeu – para fazer o que devia ser feito – redundou, afinal, num exercício frívolo e quase unipessoal destinado a apontar cada um dos portugueses como um inimigo potencial, uma corporação. Em vez de governar para as pessoas, Sócrates e os seus dedicaram-se a governar contra as pessoas. Em vez de “reformar”, essa jargão sem conteúdo útil a não ser o da propaganda analfabeta, o PS limitou-se a limpar algum pó e, no essencial, a estragar a mobília. Em vez de colocar o partido ao serviço do Estado, o PS apropriou-se do Estado para servir o partido. Em vez de estimular a dita sociedade civil, Sócrates e os seus obrigaram-na à mais rude das dependências e à mais infame das complacências. Partido do “código genético” da democracia, o PS, com Sócrates, representa hoje em dia uma séria ameaça às liberdades formais e materiais da cidadania. Tomado de assalto por pessoas sem um módico de cultura democrática, o PS de Sócrates deixa um país mais periférico do que aquele que recebeu da chamada direita em 2005. [...] E de que não se governa para uma abstracção ou em nome de uma abstracção chamada, por exemplo, esquerda moderna. Portugal não está condenado a ser um laboratório de experimentalistas de ocasião agarrados a lugares-comuns sem sentido. A verdade deste blogue é só uma. Estamos pior do que estávamos em 2005. Sócrates falhou a sua oportunidade. Não merece outra.» João Gonçalves, Jamais

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