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«Passos Coelho ainda é um ovo Kinder. Não tem provas dadas», o ex-ministro social-democrata Nuno Morais Sarmento considera que falta preparação ao actual líder do PSD e considera uma «táctica absolutamente gratuita» a forma como o PSD tem gerido o período pós-acordo com o Governo sobre o Orçamento do Estado para 2011.
«José Sócrates já rompeu irreversivelmente e o seu caminho está escrito. Sendo assim, é desprestigiante para o PSD o exercício que está a fazer. É errado e estúpido», frisou.
Entretanto mais ovos Kinder:
Este é um país de ovos Kinder, embora sempre para os mesmos...
Morais Sarmento foi o ministro da tutela, há 7 anos, responsável pela reestruturação da RTP e da RDP, numa altura em que estas empresas eram dadas como não tendo “solução” e serem “para fechar”. Segundo ele:
A reestruturação não foi feita para dar uma resposta a um ciclo político, mas para traçar um rumo com futuro, protegendo-a contra a eventual irresponsabilidade de uma qualquer governação que viesse a suceder; por isso quer no modelo económico - na maneira como foi consolidada a dívida, na maneira como o estado ficou obrigado a pagar as indemnizações compensatórios, sob pena de incumprir um contrato internacional - quer na maneira como foram fundidas as plataformas tecnológicas da RDP e da RTP numas instalações comuns – foi um processo pensado de maneira a que não fosse fácil desfazê-lo.
Nós temos um pouco a ideia de que o universo das empresas públicas é irreformável, que são elefantes brancos, deficitários, irreformáveis e autênticos sorvedouros de dinheiros públicos, onde de todos se dizia que a RTP era o mais irreformável. Demonstrámos que com estudos, com trabalho – não com discurso político – com a definição de uma estratégia de objectivos duma equipa e de uma metodologia para trabalhar a sério é perfeitamente possível reformar o universo das empresas públicas portuguesas.
A RTP passou a dar indicadores positivos e é a única empresa pública que não se pode endividar, que não pode dispor das suas receitas próprias para o seu orçamento de exploração – toda a receita vai para a amortização da dívida – portanto, pegar no único exemplo que temos em Portugal de um universo público que foi reformado, que funciona e de que nos podemos orgulhar, e desfazê-lo é um exercício de masoquismo político.
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"PSD foi tão incompetente como o PS no PEC 2."
Nuno Morais Sarmento acusa o seu partido de ter sido "tão incompetente na avaliação da situação económica como o Governo" quando aprovou o pacote de austeridade em Maio, dois meses depois de ter sido apresentado o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC).
Este homem continua a ser uma das vozes mais lúcidas dentro do PSD.
«Cada vez que o Presidente da República fala sentimos um mau hálito político do lado de cá da televisão», Morais Sarmento