Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]
Durante algumas décadas o erro não existia. Até que alguém percebeu que uma vírgula no sítio errado atribuía aos espinafres maior teor em ferro do que ele tinha na realidade. Pelo meio, E. C. Segar criava o Popeye.
Hoje em dia, os erros, em folhas de cálculo, por exemplo, feitos por economistas, servem também de base a alguns mitos mas, a serem fonte de inspiração para uma personagem animada, ela seria bem menos musculada...
Criado o mito da credibilidade externa, e voltando a recorrer à táctica da mentira repetida e à memória curta dos portugueses, o governo passou a criar e a alimentar outro, o mito número dois: que está a fechar o programa de resgate encomendado e assinado por outros.
À medida que se foi deixando encurralar pelos seus sucessivos falhanços o governo começou a lançar a ideia de que nada tinha a ver com a troika e com o seu programa. Que simplesmente lhe tinha calhado em sorte a missão patriótica - quiçá divina - de salvar o país, que está a levar a cabo com grande constrangimento mas não menor determinação. Começou pelo discurso da pesada herança - a que tinha começado por tentar resistir- e rapidamente passou para o papel de quem não tem nada a ver com isto.
Hoje, na Assembleia da República, ao primeiro momento de aperto, Passos Coelho voltou a sacar do seu mito número dois, pouco preocupado se um dia jurara ir para além da troika. Nada incomodado por ter anunciado que o programa de resgate era o seu programa de governo. Rigorosamente nada constrangido pelas imagens de Catroga nas televisões e no seu próprio telemóvel, na assinatura do memorando da troika. Que, com Portas, usou como escadote para subir ao pote...
E, claro, sem sombra de preocupação em dizer que está tão à beira (um ano, precisamente) de fechar um resgate como de abrir outro. Bem mais difícil, infelizmente!
Juros da dívida portuguesa à beira dos 7%. Lembram-se de Teixeira dos Santos, há quase três anos, avisar que esse seria o tecto da resistência?
Não? Aqui vai uma ajuda!
Pois é. Há três anos Teixeira dos Santos declarava que a taxa de juro de 7% seria o limiar a partir do qual o país teria de chamar o FMI. O país não conseguia suportar taxas de juro dessa ordem. Foi imprudência, claro. Os mercados especulativos ficavam na altura a saber que poderiam esticar até aí ...
Este governo tem falhado tudo o que havia para falhar, como estamos fartos de saber e já ninguém consegue negar. Temos no entanto visto que aquele pequeno grupo de pessoas que, na esfera dos dois partidos que suportam o governo, ainda defende esta governação socorre-se, para isso, de um único argumento: o da credibilidade externa. Esse escasso número de apoiantes deste governo agarra-se ao único mérito que lhe reconhece: a recuperação da credibilidade junto dos credores. E invariavelmente recorrem logo a seguir a um argumento que, por muito repetido, dão por certo e verdadeiro:"como se prova pela descida dos juros"!
É verdade: a taxa de juro que há pouco mais de dois anos era dramaticamente insustentável é hoje a única coisa que os apoiantes deste governo têm para lhe creditar!
O resgate da credibilidade internacional não passa de um mito. É sabido que uma mentira muitas vezes repetida passa a verdade. Mas a máquina de propaganda do governo faz mais: mais do que uma simples verdade, faz da mentira muitas vezes repetidas um mito!
Sim, eu sei que acabou o verão e os trabalhos temporários da estação também..
Estou consciente dessas pequenas alterações climáticas do desemprego.
Raios! Lá se foi o mito climático.
Se bem me recordo há uns tempos atrás houve vários funcionários que fizeram queixa e "pintaram o caneco" a reclamar contra as condições de trabalho e a falta de pessoal qualificado para o trabalho, alguém se lembra da resposta aos funcionários tanto por parte da entidade patronal como do ministério ? Porque será que hoje o ministério da saúde culpa a empresa que presta estas serviços? . . . Não è a mesma empresa que defenderam na altura ?!