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O regresso de Maddie (3)

por Cristina Torrão, em 24.10.13

A notícia da reabertura do processo pelas autoridades portuguesas também foi noticiado na Alemanha com destaque.

 

(Ainda estou para ver no que isto vai dar)

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O regresso de Maddie (2)

por Cristina Torrão, em 17.10.13

Depois de ter visto o programa sobre o desaparecimento de Maddie, na ZDF, que incluiu uma reconstituição do dia em que a criança desapareceu e uma entrevista ao vivo, no estúdio, com os pais e um inspetor da Scotland Yard, cheguei a duas conclusões (meramente pessoais):

 

1-      Os pais foram negligentes

2-      Não me parece que estejam envolvidos no desaparecimento (ou morte) da filha.

 

Verdade seja dita: a ZDF cumpriu o seu papel de canal estatal e apresentou os factos de forma imparcial. Em nenhum momento, se criticaram os resultados apresentados pela polícia portuguesa, nem o facto de os próprios McCann terem sido declarados arguidos.

 

E porque é que os McCann foram negligentes? Porque deixaram as três crianças sozinhas num apartamento, cuja porta de acesso ao terraço, envidraçada e de correr, não se podia trancar por fora! Outra coisa que me pareceu estranha, na reconstituição apresentada, foi que, das três vezes que alguém foi ver se estava tudo bem com as crianças, deu com a porta do quarto delas mais aberta do que o se tinha deixado. Quando os pais saíram, deixaram apenas uma nesga aberta. No primeiro controle, pelo pai, este surpreendeu-se por essa porta se encontrar mais aberta do que o que deixara e tornou a quase fechá-la. O segundo controle, na minha opinião, problemático, foi feito por um amigo do casal, que jantava com eles, e que pretendia controlar os próprios filhos, deixados nas mesmas condições, noutro apartamento. Esse indivíduo não controlou todas as camas dos McCann, nem sequer entrou no quarto das crianças. Recordemos que estava escuro. E ele contentou-se com o facto de estar tudo sossegado, apesar de achar estranho que a porta do quarto estivesse escancarada. Ele próprio tê-la-á fechado, a ponto de deixar a tal nesga. Mas estaria Maddie ainda no apartamento?

 

O terceiro controle foi feito pela mãe. Também estranhou a porta do quarto das crianças estar escancarada! E, ao querer entrar no quarto, a porta bateu-se-lhe defronte do nariz, movida por uma corrente de ar. Ao tornar a abri-la, constatou que a janela do quarto estava aberta e as persianas puxadas para cima (não as tinha deixado assim). Logo ficou nervosa, algo de estranho se passava. Constatou que a cama de Maddie estava vazia e entrou em pânico.

 

Enfim, recordemos que esta reconstituição terá sido feita com os testemunhos dos próprios pais e das pessoas que os acompanhavam. Mas o assunto estava praticamente esquecido. Se eles tivessem culpa no cartório, porque insistem em chamar as atenções?

 

A criança foi, provavelmente, raptada. Mas não acredito que esteja viva.

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O regresso de Maddie

por Cristina Torrão, em 16.10.13

Hoje, na Alemanha, fervilha-se com o caso Maddie. Os pais e um investigador da Scotland Yard vão estar, ao serão num programa da ZDF. Aktenzeichen XY, assim se chama, caracteriza-se por tratar de crimes não resolvidos. É um programa de muita audiência, há mais de duas décadas, em que os casos são encenados, com atores, na esperança de que alguém tenha presenciado alguma cena e se lembre de algum detalhe que seja útil para a investigação. São postas linhas telefónicas à disposição, diretamente para os estúdios.

 

Hoje, far-se-á a reconstituição do dia em que Maddie desapareceu (como num filme). E os pais serão entrevistados, em estúdio, pelo apresentador Rudi Cerne. O motivo será o facto de os novos suspeitos terem, possivelmente, falado alemão (pelo menos, na opinião de supostas testemunhas).

 

Nem sei o que pensar de tudo isto. E penso que aí, em Portugal, a maior parte das pessoas também não. Deparei hoje com uma notícia online (em alemão), que refere que os portugueses não se interessam pelo retomar das investigações e que o ex-PJ Gonçalo Amaral considera tudo uma operação publicitária, a fim de confundir o público.

 

Tanto barulho por nada? Mas o que terá acontecido à criança? Viremos, algum dia, a saber?

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