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Não quero que faças figuras tristes

por Daniel João Santos, em 12.05.15

Mário Soares tem o seu lugar na historia e isso não se deve retirar. No entanto, infelizmente para ele, está hoje desfasado da realidade e vive num mundo de conspirações. Escreve Mário Soares:

Soares fez questão de lembrar que o seu amigo José Sócrates “continua na prisão, desde há quase seis meses, sem ter sido acusado e julgado”. Para o socialista, o principal responsável é o juiz Carlos Alexandre, algo que já o escreveu várias vezes.

Tenho a esperança que quando chegar à idade dele, espero lá chegar, ter amigos que me digam: é pá! Não escrevas isso. Sou teu amigo e não quero que faças figuras tristes.

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Um vintém é um vintém...

por Eduardo Louro, em 07.01.14

Ontem escrevi aqui sobre aquilo a que chamei efeitos colaterais da morte de Eusébio, a propósito das desastradas declarações de Mário Soares. Que parecem ter dado o mote para a sucessão de disparates – que só não são tiros no pé porque nesta nossa miserável classe política já ninguém tem pé - que se viram e ouviram durante o dia de ontem.

A começar de novo por Mário Soares, que logo no dia seguinte – depois de casa roubada trancas na porta – se apressou a emendar o soneto na sua coluna no DN, dedicando em exclusivo a sua crónica a Eusébio, que rapidamente passou “a um patriota excepcional que fez tanto por Portugal e por Moçambique”.

À questão do Panteão Nacional ninguém resistiu. Logo que surgiu a ideia de que o destino dos restos mortais de Eusébio não podia ser outro que não aquele, foi um ver se te avias… Todos os líderes partidários desataram a correr para ver quem era primeiro a agarrar a ideia e a levá-la à Assembleia da República. Devem ter chegado todos ao mesmo tempo…

Assunção Esteves, a Presidente da Assembleia da República, achou que era ali, na hora, em pleno velório, que deveria pronunciar-se sobre o tema que tanto entusiasmara os seus deputados, pondo alguma água na fervura. Só que, não se sabe se simplesmente em maré de azar, ou se por manifestas dificuldades próprias da sua já longa condição de reformada, não teve mão na água e aquilo saiu pior que as ondas gigantes que então assolavam a costa portuguesa. Foi o despropósito total, não podia ter sido pior. Falou do que não devia e do que não sabia, e as centenas de milhares de euros, não eram afinal mais que escassas cinco dezenas, como o seu próprio gabinete teve de vir esclarecer. As parcerias que preconizou, e o apelo ao mecenato, só econtram paralelo no seu discurso do inconseguimento!

Nem Sócrates fugiu a mais um tesourinho deprimentecontando que o seu momento Eusébio acontecera a caminho da escola (onde fizeram uma festa), enquanto decorria o mítico Portugal - Coreia do Norte, no Mundial de 66, em Inglaterra. Que aconteceu às 15 horas de sábado, 23 de Julho de 1966, em plenas férias grandes escolares…

Adapatando de Manuel Machado: Um vintém é um vintém e um mentiroso é um mentiroso. Os cretinos é que são muitos!

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Um efeito colateral, também lendo os outros...

por Eduardo Louro, em 06.01.14

 

 

 

Mário Soares tem sido acusado por alguma imprensa de incontensão verbal, expressão do domínio do politicamente correcto. Fora desse domínio a expressão foi substituída por senilidade, arrogância, sectarismo, e até loucura.

A direita tem sido evidentemente mais cáustica, não lhe perdoando uma, e atirando-lhe directamente ao carácter. Percebeu-se que a esquerda se dividia entre os que reconheciam que o homem tinha ficado xé-xé, a não dizer coisa com coisa, e os que, esquecendo-lhe o passado, lhe aplaudiam o regresso à esquerda, imaginando-o a tirar da gaveta umas coisas que há muitos anos lá tinha metido.    

O que para a direita era uma questão de carácter e de princípios, era para a esquerda perdoável. Perdoável pela idade ou perdoável pelo pragmatismo dos fins justificarem os meios!

Um dos efeitos colaterais da morte de Eusébio, o mais colateral de todos, não tenho dúvidas, foi acabar com esta divisão entre os portugueses. Com as suas absurdas declarações a propósito da morte de Eusébio, Mário Soares acabou com esta divisão e uniu os portugueses. Infelizmente – especialmente para ele - à volta da ideia que dele fazia a direita!

“Num mar de declarações sentidas pela perda de um dos mais marcantes e famosos portugueses do séc. XX, sobressaiu o desastre proferido por Mário Soares, que destacou Eusébio como um "homem de pouca cultura", "que só percebia de futebol" e sobre o qual "não sabia estar doente", embora "soubesse que ele bebia whiskey todos os dias, de manhã e à tarde".

"Traduzindo, para Mário Soares, Eusébio era um bruto ignorante que sabia jogar bem à bola. Era um simples e modesto como compete aos inferiores de classe, e até comia (não almoçava, nem jantava, dadas as maneiras típicas daquela classe) nuns lugares onde ele Mário Soares almoçava e jantava. Agora não passava de um bêbado. E Mário Soares achava que gente daquela estirpe tinha um resistência fisica de um toiro e como tal, whisky de manhã à noite todos os dias não haveria de lhe fazer assim mal"

E torna tudo pior que Soares insulte no meio de outras palavras menos ofensivas e supostamente simpáticas, insultando em tom de quem elogia

Hoje, mesmo que haja quem simplesmente ache, embora defenda mal - muito mal - que “Mário Soares disse o óbvio”, poucos serão os portugueses que lhe desculpam o insulto com a senilidade. Hoje, grande parte dos portugueses acha que o que disse simplesmente “mostra bem o que é o homem”. “Alguém que não consegue conceber…que exista alguém maior que ele”. De “uma snobeira execrável”!

 

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O povo é sereno... mesmo revoltado.

por Eduardo Louro, em 21.11.13

 

 

Não houve desta vez secos e molhados, e os (10 mil?) polícias manifestantes rebentaram com o cordão policial. E irromperam pelas escadarias de S. Bento, mas foi Mário Soares, mais acima, na Aula Magna, quem rebentou com as portas...

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Vozes

por Eduardo Louro, em 17.10.13

 

 

Mário Soares segue e soma, sem sequer uma pausa para descanso. Não fosse isso, a deixar a ideia que dispara em todas as direcções e sobre tudo o que mexa, e seria bem maior o peso daquilo que diz.

Não fosse isso – isso e alguns flancos pouco protegidos que fazem com que se multipliquem os anticorpos – e o regime abanaria quando diz que os membros do governo são delinquentes, e que devem ser julgados. Não fosse isso e, como escreve hoje Fernando Dacosta no i, Mário Soares seria o líder da oposição que falta ao país. Não fosse isso, isso e o capital político que desperdiçou nas lutas eleitorais em que, fora de tempo e de nexo, se envolveu depois do seu último mandato presidencial, e seria a voz da ressonância do protesto português.

Não fosse isso e o eco da sua pergunta de hoje - “Porque é que o Presidente da República não é julgado pelo BPN?” - seria equivalente ao estrondo da própria pergunta...

É certamente inédito que, dentro do mesmo regime, um ex-presidente da república chame delinquentes aos membros do governo, reclame o seu julgamento e sugira que há também razões para levar a julgamento o presidente da república em exercício.

Se da parte do governo não veio qualquer reacção, já Cavaco reagiu de imediato, reiterando  “que a única relação que teve com o BPN foi a de depositante”. Mas acrescentando mais uma razão para ser levado a julgamento: por mentir e enganar os portugueses que, como se sabe, não é em Portugal razão para tanto.

Porque, como está farto de saber que nós sabemos, ele não foi um simples depositante. Foi accionista, teve acções, por convite e sem preço de referência da Sociedade Lusa de Negócios, não cotada em bolsa. Lucrou - o lucro não é condenável, mas o lucro anormal é suspeito – em muito com isso. Porque, como ele está farto de saber que nós sabemos, Oliveira e Costa e Dias Loureiro quando fundaram aquela associação criminosa com nome de banco já não eram, como ele diz, ministros dos seus governos. Mas foi à sombra dos seus governos, do partido que liderava e contando com a sua protecção – como ficou mais que evidente na forma como aguentou Dias Loureiro no Conselho de Estado – que o fizeram. As acções que lhe foram parar às mãos reflectem isso mesmo: a sua sombra protectora!

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Dificuldades na Estatística

por Eduardo Louro, em 09.07.13

A propósito disto, que Mário Soares classificou de escândalo e vergonha inaceitável, que o novo Cardeal Patriarca deveria ter condenado, o Padre Manuel Gorjão, na qualidade de porta voz da Conferência Episcopal, garante que D. Manuel Clemente não presenciou o acto porque estava na sacristia. Que tudo aquilo foi espontâneo!

E depois acrescenta que "o povo é livre de se expressar dentro ou fora da igreja". Que "o povo entendeu manifestar-se e manifestou-se"!

Não é a tolerância da Igreja que surpreende. O que surpreende são os seus fracos conhecimentos de Estatística...

Não sei quem manda nos currículos académicos nos seminários, mas tenho a certeza que o Doutror Crato, que antes de ministro é um eminente matemático, não vai deixar passar isto em claro. Na sociologia as coisas também não estarão lá muito bem, mas isso já não interessa nada ao Doutor Crato!

 

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A pergunta que se impõe fazer

por Daniel João Santos, em 22.05.13

Mas então Mário Soares não tem de se deitar cedo?

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Basta dar à manivela!

por Cristina Torrão, em 30.10.12

"Basta dar à manivela das notas e pôr o Banco Central Europeu a fabricar euros para tudo se resolver de um dia para o outro."*

 

Afinal, porque é que andam todos em pânico? Não têm músculos nesses braços?

 

 

*Palavras de Mário Soares, no programa Hora de Fecho, da RTP informação, citado por Pedro Correia

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Nostalgia pura e dura

por Cristina Torrão, em 21.10.12

O momento alto do Telejornal de ontem, foi ter tornado a ouvir o Mário Soares a falar francês.

Só não percebi se a frase: «o govrmã é mais papista do que o papa» é uma crítica, ou um elogio...

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Moda Outono/Inverno

por Daniel João Santos, em 27.09.12

Mário Soares diz que agora é que o país “está de tanga”.

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