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Somos avessos à mudança. Os tempos de ruptura surgem invariavelmente como de ameaça, de apocalipse, donde nada de bom poderá vir. São o fim do futuro tal como o concebemos.
Numa brilhante crónica, o Luís Carmelo, oferece-nos uma reflexão sobre este tema:
A crise é o termo que designa todo o presente que não se conforma consigo mesmo. Espécie de olhar ao espelho, cuja imagem não consola e que, para além disso, pressagia sempre o final de algo estável e possível. Certas formas clássicas de compreender o tempo inserem-se nesta estratégia de manutenção do fim como algo ao mesmo tempo afastado e sobretudo pouco ameaçador.
Não seria possível dizê-lo de outra forma.