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Ouvi num programa de um canal por cabo, daqueles que são radicais, uma senhora americana a dizer que tinha tirado uma licenciatura em bowling. Isto só bem demonstrar que a nível de licenciaturas vazias, daquelas que nem para decorar a parede servem, Portugal está no caminho do primeiro mundo.
Gostava de anunciar aos meus colegas, leitores e comentadores do 2711, que hoje tirei o licenciamento. Visitei um conhecido centro comercial de Gaia onde adquiri conhecimentos na ótica do utilizador de telemóveis de ultima geração, PSP2, tablets, sistemas de som, fotografia e televisão. Tive ainda um curso intensivo em tecidos, gangas e outros materiais, tendo feito um mestrado em fatos de banho para senhora. Penso que consegui um curriculum suficiente para pelo menos equivalência numas 38 cadeiras, duas mesas, toalha, faqueiro e serviço de louça.
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) estima que em 2020 haverá 204 milhões de jovens com formação superior.
Estava na hora de acabar com esta discussão sobre a licenciatura do ex-presidente de uma Associação folclórica que com isso teve equivalência em várias cadeiras de uma universidade. Resumindo, senhor Relvas, demita-se.
Nada mal mesmo. Um em quatro professores de Miguel Relvas é que se lembra dele. Quanto aos outros três professores, que segundo o universidade o avaliaram, não o viram, não o avaliaram e só souberam que se licenciou esta semana nos jornais. Pelo menos teve, pelo menos para já, o condão de não se ter licenciado a um Domingo.