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À luz da Lei de Godwin, considero-me culpada. Mas como reagir de outra forma a isto, a não ser relembrando que Hitler acreditava no mesmo?
Não se iludam, também eu quero que todas as crianças tenham uma vida digna, pais que os amem e eduquem e lhes proporcionem condições de habitação, alimentação e educação acima do satisfatório. O que há a fazer para garantir isto é dar aos pais a oportunidade de traballho para poderem assegurar o sustento da sua família. Sem caridadezinhas e sem decisões arbitrárias por parte de quem se acha moralmente superior.
Se isto é verdade, o país aproxima-se cada vez mais de um perigoso processo de selecção social que me envergonha, me enoja e que repudio absolutamente.
Além da evidente ilegalidade da atitude, que pelos vistos vai ficar impune, permitam-me que pergunte: Onde andam agora as senhoras caridosas dos movimentos anti-aborto?
Desde o dia 23 de julho que a Biblioteca Municipal de Tomar deixou de disponibilizar aos seus leitores os jornais diários e revistas que eram consultados na zona dos periódicos.O corte tem como argumento a Lei dos Compromissos, que não permite a compra de qualquer produto se a autarquia não tiver dinheiro “em caixa”.Já estão a ser recolhidas assinaturas para que, pelo menos, sejam mantidos dois jornais diários e um semanário.
Quando as instituições que deveriam ser sagradas funcionam segundo a Lei do Improviso; Quando as bibliotecas que são pilares fundamentais da democracia, da igualdade de acesso à informação, ao conhecimento e ao lazer deixam de ser prioridade; Quando se usam chavões como "fazer parte da solução em vez de fazer parte do problema" para fingir que não existem problemas por resolver; Quando médias e quotas têm mais valor do que pessoas e vidas; Quando ser medíocre calado tem mais valor do que ter voz e espírito crítico; Quando tentar ser melhor e fazer melhor é um incómodo; Quando a informação se torna um perigo; Quando a liberdade é pesada numa balança pela medida do dinheiro, é tempo de levantarmos a voz e mostrar que somos mais do que números. Somos cidadãos livres e dignos, e queremos continuar a sê-lo.
Esta é a mesma autarquia que gastou 26 463 euros nos últimos seis anos só com a conta de telemóvel do Sr. Miguel Relvas. Já aqui eu pensava na quantidade de livros que poderia comprar com este dinheiro. Afinal, a realidade consegue ser pior do que a minha pior imaginação. Não há vergonha, não há dignidade, começa a estar em causa a liberdade.
Ultimamente tem se falado muito em se suspender a constituição portuguesa. Em tempos foi a sra. Presidente do partido no poder a dizer que se tinha de suspender a constituição por seis meses, agora mais recentemente é o partido no poder (o CDS-PP, não conta, somente para ajeitar a coisa é que por lá anda…) que o quer fazer momentaneamente em virtude das decisões que está a tomar em relação ao auxílio troikiano (alteração da legislação laboral em vigor).
Mas agora digo eu, também eu quero suspender a constituição!!!!
E digo porquê.
E se eu “momentaneamente” suspendesse o cumprimento das legislações em vigor?!
Se momentaneamente numa viagem de Lisboa ao Porto ou outra localidade qualquer, numa circulação numa AE, e digo, uma vez sem conta, circulasse a mais de 200km/h? !
Se ao passar numa portagem, não efetuasse o respetivo pagamento, uma vez sem conta?!
Se ao estacionar, não pagasse o devido montante por utilização do parqueamento respetivo, também momentaneamente?!
E se eu matasse alguém (não que o faça, não é a minha natureza essa, apenas hipoteticamente) só uma vez na vida?!
Ou se violasse uma mulher ou uma criança uma vez apenas?!
Ou se roubasse uma vez somente um banco ou um supermercado?!
Também não terei eu como cidadão deste país o mesmo direito dos “cidadãos” que integram o governo em suspender “momentaneamente” a
constituição?
A mesma constituição que nos gere a todos?
E com que direito faz o governo essa suspensão momentânea?
E os juízes do Tribunal Constitucional, não os condenam por isso?
Por alguém estar a violar os direitos consagrados? E porque não defendem eles, em ultima instância os restantes concidadãos?
Cada vez mais me revejo nas palavras do nosso presidente, os jovens se puderem que emigrem.
Decididamente este país expulsa os portugueses que querem cá viver…
O problema é que são esses mesmos portugueses que podem fazer este país se levantar novamente. Não que nos tornemos na grande nação de
outrora, mas pelo menos não seríamos um país de terceira…
Já todos devíamos saber que não se deve questionar quem nos levou a recorrer ao FMI , perdão FEEF.
Já que estamos todos de tanga, nada melhor que proibir o seu uso pelos mais novos ... assim não aprendem a ser anti-patriotas .
Uma das que mais me chateia é as caixas de comentários de certos jornais online, como é o caso, onde acoberto do anonimato, alguns dão largas aos seus instintos, onde afirmam que quem não faz parte do sistema macho/fêmea é uma aberração da natureza. A liberdade, que muitos pregam por ai, muitos dizem-se defensores das liberdades de Abril, seja isso o que for, termina quando alguém sair das balizas ideológicas e retrogradas destes guardiães.
Começa a ser rídiculo a obsessão por segurança a nível mundial.
Não digo que me sinta totalmente seguro nos dias de hoje, mas também não estamos tão mal que seja necessário "alguém" se sobrepor às polícias nacionais.
O que é o que me parece que está a ser criado aqui .
Recompensa-se alguém que chibe o crime de outrém, como diz a notícia.
Só nos faltava agora mais esta, bufos à la carte...