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Mário Soares tem sido acusado por alguma imprensa de incontensão verbal, expressão do domínio do politicamente correcto. Fora desse domínio a expressão foi substituída por senilidade, arrogância, sectarismo, e até loucura.
A direita tem sido evidentemente mais cáustica, não lhe perdoando uma, e atirando-lhe directamente ao carácter. Percebeu-se que a esquerda se dividia entre os que reconheciam que o homem tinha ficado xé-xé, a não dizer coisa com coisa, e os que, esquecendo-lhe o passado, lhe aplaudiam o regresso à esquerda, imaginando-o a tirar da gaveta umas coisas que há muitos anos lá tinha metido.
O que para a direita era uma questão de carácter e de princípios, era para a esquerda perdoável. Perdoável pela idade ou perdoável pelo pragmatismo dos fins justificarem os meios!
Um dos efeitos colaterais da morte de Eusébio, o mais colateral de todos, não tenho dúvidas, foi acabar com esta divisão entre os portugueses. Com as suas absurdas declarações a propósito da morte de Eusébio, Mário Soares acabou com esta divisão e uniu os portugueses. Infelizmente – especialmente para ele - à volta da ideia que dele fazia a direita!
Hoje, mesmo que haja quem simplesmente ache, embora defenda mal - muito mal - que “Mário Soares disse o óbvio”, poucos serão os portugueses que lhe desculpam o insulto com a senilidade. Hoje, grande parte dos portugueses acha que o que disse simplesmente “mostra bem o que é o homem”. “Alguém que não consegue conceber…que exista alguém maior que ele”. De “uma snobeira execrável”!
Hoje lembrei-me da saudosa Janela Indiscreta, do Pedro Rolo Duarte, e fui dar uma espreitadela à volta da mensagem de Ano Novo do Presidente. Aqui fica o roteiro, para quem o quiser seguir:
Luís Paixão Martins parece ter descoberto uma bola de cristal de uma precisão acutilante... na sua especulação sobre o futuro do grupo RTP deixa claro não ter dúvidas de que mais uma vez o pacote vai ser embrulhado ao gosto do comprador (e pelo preço que este estiver disposto a pagar, acrescento eu).
Eu proponho que antes que o grupo encarregue de estudar o "serviço público de TV" inicie os seus trabalhos, deveríamos criar outro grupo, de figura idóneas e respeitáveis, para definir o "interesse público", talvez alguns passarões levantassem voo.
Não resisto em vos divulgar este post que publica a foto inédita de Obama com Bin Laden morto ao lado...
Retirei este texto do Vivendo cada noite com se fosse a última:
Quando D. Sebastião decidiu passar a África pela segunda vez, para acabar com Portugal, quase de vez, em Alcácer Quibir, teve que reunir os meios necessários para concretizar o seu projecto. Tarefa bem mais árdua que pedir ajuda ao FMI.
E como é que ele se financiou? Para além do contributo voluntário à força, de 240 000 cruzados, dado pelos cristãos-novos e dos 150 000, concedidos pelo Papa Gregório XIII, juntamente com a Bula de Cruzada, foi tomada uma amálgama de medidas que recaíram sobre prelados, fidalgos e comerciantes mais abastados e, ainda, o habitual recurso ao dinheiro dos Cofres dos Órfãos, Ausentes e Defuntos (leia-se Fundos de Pensões), com a promessa de restituição, finda a jornada (leia-se Crise). Também, se fez um empréstimo de 400 000 cruzados, a juros de 8%, dando como garantias os quintais do comércio da pimenta, sabem onde? Espante-se! - junto de uma sociedade alemã.
É impressionante como para o mal a história se repete com tão pouca originalidade, pois para o bem nunca há repetições. A maioria dos historiadores, é unânime, em concordar que neste conjunto de medidas, houve sempre um extremo cuidado para não se oprimir o povo miúdo. Da crise em que fomos mergulhados por um visionário míope, com um ego tão grande como o dos Pintos e o dos Sousas, demorámos 60 anos a libertar-nos, mas se era para isto, antes nunca o tivéssemos feito! Será que desta vez a história se vai repetir?
Neste mito de D. Sebastião existe a crença de que o mesmo voltará num dia de nevoeiro... tão certo quanto um dia Dias Loureiro regressar e nos esclarecer afinal o que havia naquela casa de banho. A diferença é essa mesmo, hoje a política caiu ao nível da sanita.
Ontem fez um ano sobre a entrada do FMI na Grécia. A RTP fez uma reportagem onde se mostra que nem os gregos estão felizes nem a Grécia parece estar a vencer a crise, muito pelo contrário, o país afunda-se lentamente e sem esperança.
Por tudo isso é importante que escondam a Islândia... mas quem o diz é um brácaro que se julga rei, não lhe liguem!
" Foi ontem publicada a portaria 1319/2010 do Ministério da Saúde. Este diploma regula, entre outras questões, a isenção de pagamentos de taxas
moderadoras na acesso à saúde.A partir de 1 de Janeiro de 2010, apenas terão direito a isenção os pensionistas, os desempregados e os seus familiares, incluindo filhos menores dependentes, se os seus rendimentos não ultrapassarem o salário mínimo nacional ..." Rui Rocha - Delito de Opinião
O crescimento do número de cavalos ultrapassava até o rápido crescimento do número de residentes urbanos. As cidades americanas atolavam-se em excremento de cavalo bem como noutros desagradáveis problemas: cheiro a mijo , moscas por todo o lado, engarrafamentos, carcaças abandonadas, acidentes de trânsito, a degradação publica da crueldade contra cavalos.
Em 1894, o jornal Times , de Londres, estimou que por 1950 todas as ruas da cidade estariam sob quase 3 metros de excremento de cavalo. Na cidade de Nova Iorque previa-se que por 1930 o excremento de cavalo alcançariam as janelas do terceiro andar dos prédios de Manhattan. Uma crise de saúde pública e de salubridade de dimensões impensáveis parecia inevitável.Não se vislumbrava qualquer solução. De facto, o cavalo tinha sido o meio de transporte dominante nos últimos séculos.
Com a devida vénia ao Bolinas, transcrevo aqui um excerto do seu post. Extrapolar para o futuro as evidências do presente dá quase sempre asneira...
Um pescador de caranguejos nunca tapava o balde em que colocava os caranguejos que ia apanhando. Isso admirava toda a gente à sua volta.
Um dia, alguém, perguntou:
- Ó amigo, por que é que não tapa o balde onde tem os caranguejos ? Não tem medo que fujam?
Ao que o pescador calmamente respondeu:
- Não é preciso... São caranguejos portugueses... quando um tenta subir, os
outros imediatamente o puxam para baixo!...
(via Pau para Toda a Obra)
Da única majestade porcina reconhecida e com região demarcada:
Ponham portagens em todos os carreiros,
nas "ás", nas "bês" e nas "icês",
para vespas, cavalos e ovelhas.
Mas não me acabem com os portageiros,
nem me ponham chips nas orelhas.
É que eu gosto da oralidade de dizer e ouvir "bom dia" durante a viagem
e, só para isso, vale a pena encontrar uma portagem.
Prefiro a medicação oral e ouvi dizer que os chips são ogivais!
Pronto, está-me a dar para isto, estou quase a dar com o título,
não escrevo mais!....
Subscrevo este princípio, não nos enfiem o chip no cu, somos adeptos da via oral.