Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]
A cidade encheu-se de música e a música encheu-se de gente cheia de música.
Leiria deu-se à música e a música, reconhecida, deu-se a Leiria, num jogo de palcos em qua cada uma o cedeu à outra.
Foi bonita a festa, pá – como, do outro lado e quando a música era outra, um dia o Chico cantou…
Morreu hoje a União Desportiva de Leiria, SAD. Não morreu ainda o tipo de dirigismo que a matou. Desse existirão sempre resquícios enquanto houver futebol…
Salvou-se o clube, o União Desportiva de Leiria nascido em 6/6/66 que, embora tarde, ainda foi a tempo de se demarcar da irresponsabilidade manhosa que há muito tomara conta da SAD. Recomeçou na segunda divisão distrital do calendário da Associação de Futebol de Leiria - onde, sob o comando do velho capitão Bilro, se sagrou campeão, resultando de um empate os únicos pontos perdidos – e veremos se tem condições para repetir o brilhante percurso sempre ascendente da sua primeira encarnação. E para se projectar na cidade e na região, para dela ser bandeira, modelo de referência e motivo de orgulho. Mesmo que os tempos não estejam para isso!
Foi uma vitória esclarecedora e limpa do Benfica sobre a Leiria por quatro a zero. Pena que nem todos consigam engolir que o Porto empatou e que Benfica seja agora o líder isolado do campeonato.
Pode até ter um jogo a mais, mas depois desta vitória sobre o Leiria, vai ser difícil travar o Benfica.
E sem túneis, chapadões, fruta e outros melões.
Sim, uma vitoria do Futebol Clube do Porto sobre a União de Leiria, mas daquelas de colocar as mãos na cara. E não me estou a enganar na expressão, para o senhor Elmano Santos, árbitro do jogo, jogar a bola com a cara dá direito a expulsão.