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Ah e tal ... a confiança. E a NATO, e tal... E a Europa... O horror, o drama... E os mercados, e tal. As taxas de juro, isso é que vai ser...
Das duas, uma: ou anda aí aldrabice a mais, ou toda a gente está convencida que o Costa vai casar com o Passos, com Portas a levar as alianças!
Tudo é contra nós! Portanto, coragem, Portugueses! Ao contrário das mais recentes proclamações, no habitual despudor solene e tranquilizador, que ainda hoje risonhamente o Primadonna veio blaterar a partir de Bruxelas e as TVs reproduziram, declarações sobre o putativo respaldo europeu à situação das dívidas soberanas, declarações sobre putativas medidas sistémicas europeias, declarações acerca da putativa criação europeia de uma espécie de corpo de "bombeiros" europeu acorrendo ao despesismo socratista-socialista e ao de outros países que igualmente navegaram na maionese, a verdade é que a reunião dos líderes europeus não trouxe quaisquer novidades e foi precisamente isso que voltou a pressionar a dívida de Portugal, tendo, hoje, os juros subido com maior expressividade nos prazos mais curtos: a taxa das obrigações a 10 anos negociaram acima dos 7%. Passos não tem pressa. Mas os nossos filhos merecem que a tenhamos. Evacuem José Sócrates! Evacuem a peçonha, a farsa, o atraso de vida, o riso escarninho do desastre.
A menina dos olhos socratista-socialista deve ser, nada mais nada menos, que estes €11 mil por minuto que Portugal tem de pagar só em juros ao estrangeiro, o que se traduz em €28,5 mil milhões em juros, dividendos e rendimentos. É obra! Domingo há uma maneira de caucionar estas contas em ordem, isto é, há uma forma de dar plena aprovação a tal belíssimo trabalho de finanças, bom governo e frugalidade do socialismo socratista hiperclientelar: votar nesse lado da barricada! Se gostam disto, votem que é serviço. Sim, votar em Alegre! Ai não é a Alegre nem aos que o apoiam que se vai agora imputar o descalabro presente e o descalabro futuro da dívida tumular que criaram ao País? É a quem, então?! A Cavaco?! Vá lá, porcalhões sorridentes de mão estendida pelo mundo, aos papéis com o défice, esmagando e esbulhando os portugueses porque é o mais fácil, vocês, aldrabões consumados, agora com terror da sublevação popular, bastão fácil, gatilho leve, algema lassa, limpem as mãos à parede! Enquanto milhões de cidadãos encurralados alombam com combustíveis exorbitantes cujos impostos sornas, abusivos, já estão a corrigir pifiamente a execução orçamental, há que votar nos mesmos, pois então! Abstenham-se de votar em Nobre, que parece incomodar muita gente, e depois queixem-se! É Hora!
Ainda há poucos dias o candidato Cavaco Silva dizia-se o patrocinador do Orçamento de Estado. O actual PR considerava o OE de 2011 fundamental para o país e seria uma clara mensagem tranquilizante para os Mercados. O argumento acompanhava a lógica do PS e do PSD, que se serviram da mesma ideia, acalmar os mercados, para procederem a aprovação de um documento daquela categoria.
Sem este OE, dizia Cavaco Silva, em mais um brilhante momento de economista, os mercado cobrariam juros elevados a Portugal. Pois bem. Com Orçamento de Estado os Mercados cobram 7,3 por cento. Resumindo: O OE apenas serve para que sejam os mesmos de sempre a pagar a conta.
Realmente onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão, mas não havia necessidade até os vizinhos darem a sua opinião.
Portugal "está a fazer o que deve" para enfrentar a crise, afirmou Silva Pereira no final do Conselho de Ministros. Realmente com juros da divida a 6,5 por cento está-se a notar. A confiança dos mercados em Portugal é enorme.
O socialismo, quando no Governo, não consegue apenas surpreender-nos com laivos de tirania e tiques de partido único. Não. Consegue pôr em pantanas o Estado Social e assassinar a economia sem tirar o pé do regabofe despesista com o seu pessoal político. Guterres era um homem decente. Mas, tirando Guterres, é o fim da picada. Porque tudo se lhes admite. Toda a entorse aos factos brutos da economia. Toda a ocultação das contas reais. Toda a espécie de rasura à verdade, à honestidade, toda a espécie de omissões e falta de explicações. Não respeitam as pessoas. Não têm consideração pelos cidadãos. O Governo começa por se defender das próprias irresponsabilidades com a irracionalidade dos mercados. Afinal, havia um enorme buraco e é obrigado a enforcar a economia em 2011 para estancar o défice público. Com isto os mercados internacionais deixam de ser irracionais e o nível dos juros exigidos à dívida pública portuguesa decresce ligeiramente, apesar de continuar acima de 6%. A ética dos ratos é sempre fugitiva. Ora para trás, como Guterres. Ora para a frente, como Sócrates, mas excluindo sempre a decência, valor inteiramente desconhecido da Situação. O amor do Poder sobreleva qualquer outra coisa, o que explica em grande parte o ponto em que nos encontramos.