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Fácil. Fazemos como alguns fazem e procuramos todo o que disse, incluindo virgulas e pontos finais, tentando encontrar uma ponta para pagar, mesmo podendo cair no ridículo.
No Jugular, João Galamba, deputado socialista, Quinta-feira avançou que o PSD não fez qualquer proposta concreta, apenas um numero. O autor atende ser essa a razão pela qual as conversações foram rompidas nessa altura, sendo a culpa dos sociais-democratas.
Tem razão o João Galamba. Sim, não se pode negociar e nem se pode fazer acordos quando ninguém propõe nada, como foi o caso ontem já noite e hoje de manhã.
Recomendo a leitura, para quem se atrever e tiver coração forte, mas mesmo assim com os devidos cuidados, do extraordinário texto escrito pelo Domingos Farinho no Jugular. Um dos momentos mais marcantes da blogosfera nacional, onde o autor escreve uma bonita ode aos políticos contra o povo que os chateia e faz a deselegância de existir.
Por vezes passo-pionés pelo Jugular. Mas há dias em que um homem não pode dizer nada sem que lhe soltem os cães, sem que seja recebido com quatro pedras na mão ou, pior que tudo, sendo taxado de emotivo. Não sei o que pensar da brigada de bom senso e racionalidade que se auto-instituiu por aí-bloga, filtrando as emoções de que um homem ache por bem fazer catarse: as raivas, os sarcasmos, as dores de corno, os remoques contra cínicos, covardes, patos bravos, pactuadores com megaburlas e megaburlões, o nojo-vómito contra a passividade megaburlada dos portugueses megaburlados que mal suspeitam que a raiz da desconfiança dos mercados é a total e absoluta descredibilização dos actores políticos, ultramentirosos e ultramerdosos. Então agora vileza é sentir alguma coisa em relação a isto? O que pensar de alguém que, através de inchada suficiência, nos tutela as emoções? E o que fazer perante alguém decidido a policiar-nos os sentimentos, como se o perigo fôssemos nós e não a devastação moral a que reagimos? Por vezes passo manso e acalentador por essa bloga-bosta, ingrata e cínica. Não gosto do que leio, mas perdoo.
Sim, quando os meus comentários são censurados em dois pólos opostos da blogsofera, mais propriamente no 31 da Armada e no Jugular, fico com a certeza de que ninguém gosta de mim.
Existe por ai muita gente que passa a vida a fazer um trabalho de generalizações, ataques cegos, tomando alguns por um todo. Uma má noticia, uma má acção é imediatamente uma etiqueta para milhões de pessoas.
Considerar que alguns maus exemplos reduzem a Igreja Católica, por exemplo, a um bando de fundamentalistas entre outras coisas é mau Considerar o Islão inteiro um bando de terroristas ou Israel um bando de piratas, reduz o mundo a branco e preto. Nem todos somos os bons e nem todos somos maus. Existe uma zona cinzenta e é nessa que vive a humanidade inteira.
Afinal o que é a silly season?
É quando a blogosfera começa a discutir as sandálias Fernanda Câncio.
Contexto:
Saiu no Correio da manhã uma noticia sobre a blogosfera e a algumas movimentações menos claras.
Segundo a noticia, a ser verdadeira, um blogue colectivo de apoio ao PS, o Simplex, teria recebido informação directa do governo para fazer a propaganda eleitoral. Indo mais longe, a noticia relata que existem blogues criados e geridos por assessores governamentais, que pagos pelos contribuintes fazem propaganda na blogosfera.
A reacção dos visados e não visados foi em grande. Respeito e parece-me legitimo que exista a direito ao contraditório.
Passo seguinte:
No blogue Jugular, simpatizante do PS, as reacções terão sido mais contundentes que no resto da blogosfera. Terá sido por o visado principal da noticia escrever ali, mas estranhamente o nome jugular nunca veio ao de cima.
Em frente:
Num texto do Jugular, Rogério da Costa Pereira, um dos autores, avança com a defesa da causa, indo ao ponto de atropelar e gozar com o nome do director-adjunto do "Correio da manhã", Eduardo Dâmaso.
Estou quase lá:
Comentei o dito texto e fui censurado. Não disse nada de mais... acho eu que não disse nada demais.
Ao ler a critica ao nome do senhor Dâmaso, resolvi dizer que existiam nomes piores... tipo Valupi, que é um senhor que escreve num blogue pró-governamental e diz que não é anónimo.
A questões:
Será que disse algo demais?
Existirá algo de estranho nesta censura por parte do senhor Rogério quando referi o Valupi?
Estou cá a pensar que talvez tenha acertado em alguma coisa inadvertidamente.
Gosto de ouvir isto, principalmente depois de fumar umas "barbas de milho" e umas "brocas", conforme me acusou a Fernanda Câncio.
Bem tem razão o Daniel. A corporação jugulariana é vigilante e arregimenta toda uma fauna de anónimos para baterem no ceguinho e para se arrojarem ao chão com o cu voltado a nordeste e a cabeça para Meca. É fácil alcançar esse ranking [«Portugal é o 13.º país (em mais de 180) com a mais baixa taxa de mortalidade infantil."»] num País que cada vez menos empreeende coito na perspectiva procriatória, porque esta economia assente em Baixos Salários e Extorsão Fiscal Continuada justifica depressão da demografia. Agora, defender que isso, o ranking, se deve ao fecho de toda a pentelhice local é ir longe de mais. Bastaria um surto demográfico brasileiro ou etíope de repente a acometer Portugal e seria o colapso de esse castelo de cartas de que a Maria João Pires se ufana, o ranking despentelhoso. Nessa altura, nem toda a «pentelhice», na perspectiva depreciativa da Maria centraleira, teria mãos a medir. A Maria João Pires vive num país à parte. Racionaliza levianamente o que a, nós periféricos a Sintra e a essa Lisboa glutona de todos os recursos nacionais, nos macera e tortura.