Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]
Temos a ideia que o caciquismo é coisa de zonas mais rurais, do interior do Portugal profundo. Coisa do analfabetismo. Que nas zonas mais desenvolvidas, nos concelhos que atingem os mais altos índices de desenvolvimento, com os mais altos níveis de educação, o caciquismo não tem condições de medrar… É por isso que o Isaltino não é cacique. É apenas um inveterado mulherengo…
Isaltinar não é mais, afinal, que ter um fraquinho por mulheres. Mulherengar…
Inconformado com a condenação a sete anos de prisão efectiva, perda de mandato e 463 mil euros de indemnização, Isaltino conseguiu convencer os desembargadores a alterar drasticamente o acórdão. Foi absolvido do crime de abuso de poder, reaveu a posse do terreno em Cabo Verde e foram-lhe devolvidos os bens apreendidos à ordem do processo, descontados que sejam os 197.266 euros de indemnização que a Relação fixou e que representa bastante menos do que a defenida na primeira instância. Foi também revogada a pena acessória de perda de mandato.
Lá poder de persuasão não lhe falta. Temos hoje, proposto pelo Daniel, um novo termo que se aplica à justiça portuguesa: a sua isaltinação.
A partir de hoje não será mais preciso aplicar termos como corrupção, compadrio, maçonaria, etc... basta apenas dizer que o processo se isaltinou.