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Circo da tragédia

por Eduardo Louro, em 30.08.13

 

 

Não sei nada de incêndios. Por isso não vou escrever sobre o que (não) sei de incêndios. Apenas sei que devastam o país ano após ano, consumindo bens e vidas. E que, este ano, já muitas foram as vidas que levaram. Vidas de jovens, muito jovens na sua maioria, que um dia decidiram colocá-las ao serviço dos outros e que, por isso mesmo, são vidas que valem mais. E que deveriam valer de mais para serem perdidas desta forma!

E sei que atingem Portugal como nenhum outro país. E bem sei que isso não se deve a razões exclusivamente climatéricas, porque não têm, nem de perto nem de longe, a mesma expressão nos outros países do Sul da Europa, com condições climatéricas idênticas.

Sei pouco de políticas de solos e de florestas, mas sei que as espécies autóctones vêm nas últimas décadas sendo substituídas por eucaliptos. Sei que os eucaliptos servem a indústria da celulose, e que esta representa interesses fortíssimos que facilmente tomam conta dos governos. E que isso se nota à vista desarmada, a todo o pé de passada. Sei que a política de desenvolvimento do país o inclinou para o litoral, desprezando e desertificando o interior. Acabando as pessoas, acabou a pastorícia e o amanho da terra, e destruíram-se os equilíbrios que preveniam incêndios

Sei que o país pouco investe na prevenção, enquanto consome cada vez mais recursos no combate aos incêndios. Que, apesar de todos reclamarem sempre mais, o país já gasta o que pode e o que não pode nesta tragédia que se repete todos os verões, à volta da qual florescem actividades e interesses que não podem ser ignorados. Há uma economia do fogo que vive disto e que nem sempre será inocente. Sei - sabemos – que mesmo na Organização que é os bombeiros, há estruturas de interesses, mesmo que mesquinhos como sucede na maior parte das vezes. Que uma coisa são os bombeiros, os jovens, os homens e as mulheres que colocam as suas vidas ao serviço da comunidade, de comunidades que muitas vezes nem sequer são as suas, e outra sãos as suas estruturas de cúpula.

Sei – sabemos – que há criminosos à solta. Uns porque nunca são apanhados, outros porque logo são libertados.

Mas o que sei mesmo é que não podemos continuar a aceitar que tudo continue na mesma, ano após ano. Não podemos continuar impávidos e serenos à espera que em Julho e Agosto tudo se repita. Com televisões a fazerem da tragédia espectáculo, políticos bronzeados a repetirem os mesmos lugares comuns, e diferentes estruturas operacionais a digladiarem-se na praça pública, resumindo esta tragédia a um circo que no Verão desce à cidade.

 

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Tavira. Do Paraíso ao Inferno

por Zélia Parreira, em 20.07.12



As corporações de bombeiros estão a pedir ajuda: Leite, água e frutas são os bens mais necessários e podem ser entregues em qualquer quartel. Se estiverem perto, ajudem por favor.

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Os grandes pensadores (16)

por Daniel João Santos, em 20.08.10

"Agora é preciso saber como vamos defender toda a área que foi preservada, evitando os erros que normalmente ocorrem a montante", Pedro Passos Coelho.

 

(Deixa-me adivinhar... hum... privatizado-a?)

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Tempos livre

por Daniel João Santos, em 19.08.10

Em Portugal os detidos por fogo posto, raros mas existem, andam por ai a atear fogos nos dias livres fora da prisão. Enfim...

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71 mil hectares

por Daniel João Santos, em 17.08.10

Pode se ler os números como pretenderem, mesmo comparando com os anos mais trágicos de incêndios, mas existe uma realidade incontornável, ardeu  mais este ano que em 2008 e 2009.

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Uma ideia tranquilizadora

por Daniel João Santos, em 14.08.10

Se José Sócrates ficou com uma ideia tranquilizadora da situação dos incêndios, disse ele enquanto lutava com Cavaco Silva pelo melhor enquadramento televisivo, ficámos a saber que a tranquilidade está um pouco deficitária na verdade.

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Na piscina com tranquilidade

por Daniel João Santos, em 13.08.10

Deixa ver se percebi. Cavaco Silva e José Sócrates, respectivamente Presidente e Primeiro-Ministro, interromperam as férias para estarem presentes numa reunião na sede da Autoridade Nacional da Protecção Civil, em Lisboa. Tudo ali sentado de fato e gravata, presumo que debaixo de um ar condicionado, discutindo a situação dos incêndios em Portugal.

 

Seguiram-se as palavras da praxe que incluíam elogios, apelo ao espírito cívico e de trem ficado mais tranquilos com a actuação dos meios no terreno. Depois regressaram ás suas tranquilas férias.

 

Para isto, digo eu que nada sei, o PR e o PM, não precisavam de se incomodar. De toda a paisagem politica, muitos habituados à politica da terra queimada, apenas um enorme elogio para o Secretário de Estado que está no terreno ao lado dos bombeiros, que aparece de colete da Protecção Civil e sem medo de ver com os próprio olhos as chamas. O resto, bem... o resto está a esta hora de chinelos junto da piscina e com uma ideia muito mais tranquilizadora.

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Uma duvida

por Daniel João Santos, em 13.08.10

Alguém me explica como pode surgir um incêndio à uma da manhã?

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Demorou demasiado.

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Não gosto, é uma coisa que me chateia (6)

por Daniel João Santos, em 12.08.10

Não gosto de Comandantes da Protecção Civil que afirmam que o incêndio está controlado, dito com uma certa arrogância perante as perguntas dos repórteres e no dia seguinte têm de ir para lá mais aviões. Não gosto, é uma coisa que me chateia.

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