Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]
Apesar da separação entre Estado e Igreja, eu defendo uma Igreja mais interventiva, não para impor dogmas obsoletos à sociedade, mas para pôr o dedo na ferida, onde é preciso. Um exemplo seria apontar, sem medo, a corrupção, como fez D. Januário Torgal Ferreira e como o Manuel Gouveia já aqui assinalou. No entanto, lamento ter de dizer que, para falar de «diabinhos negros», mais valia o Senhor Bispo ter ficado calado. É verdade que custa a largar hábitos antigos, também a minha avó de Trás-os-Montes, Deus a tenha, costumava dizer que o diabo era preto, para acrescentar logo a seguir, em sua defesa: «dizem, que eu nunca o vi». É em expressões como estas que se nota que a Igreja ainda não perdeu totalmente os tiques do passado.
Periodicamente ouvimos falar da crise de vocações na Igreja católica. Mas diz-nos a História que as épocas de maiores dificuldades económicas são favoráveis ao surgimento de maior número de planos para abraçar o sacerdócio.
Em Espanha, a Conferência Episcopal resolveu dar uma ajuda.
Por cá as notícias mais recentes também me parecem tornar cada vez mais aliciante esta saída profissional.
O Vaticano recusa a ideia da privatização da água. Parece-me um a posição consistente com a história defendida pela Igreja. Ninguém imagina Cristo a pagar primeiro a conta para depois transformar a água em vinho.
Não bastava a publicidade que a RTP fez a José Rodrigues dos Santos e agora a Igreja Católica resolveu ajudar.
Então a Renova, lançou uma linha de rolos de papel higiénico suis generis para festejar a visita do Papa a terras de nuestros hermanos.
Ler aqui.
Já não se respeita a figura máxima de uma confissão religiosa. De facto, é uma daquelas ideias que só podem ter um destino. Serem limpas pelo mesmo papel que publicitam.
De muito mau gosto, esta ideia!
Existe por ai muita gente que passa a vida a fazer um trabalho de generalizações, ataques cegos, tomando alguns por um todo. Uma má noticia, uma má acção é imediatamente uma etiqueta para milhões de pessoas.
Considerar que alguns maus exemplos reduzem a Igreja Católica, por exemplo, a um bando de fundamentalistas entre outras coisas é mau Considerar o Islão inteiro um bando de terroristas ou Israel um bando de piratas, reduz o mundo a branco e preto. Nem todos somos os bons e nem todos somos maus. Existe uma zona cinzenta e é nessa que vive a humanidade inteira.
Num país, em que pelos vistos o que interessa mesmo é entreter o povo, o governo corre em roda livre. Somos realmente o país dos três "F" ou seja futebol, Fátima e fado. No futebol é um chinfrim que parece uma intoxicação feita ao povo, toda a plateia em bicos de pés para as fotos da praxe. Fátima com a visita do Papa e os excessos que estão por demais evidentes, Fado desta vez é para o que estamos destinados!
Vejamos, : Maio : Benfica campeão, visita Papal .
Junho : campeonato do mundo de futebol, Portugal vai parar.
Julho e Agosto : o bem bom das férias, porque que o pessoal está a precisar de descansar de tantos eventos.
A partir de Setembro está tudo decidido para nos irem ao salário sacar mais uns cobres, é que vão ser o "elas".
Nada me move contra a Igreja Católica, sou baptizado por ela e nela segui até à comunhão solene. Vou mais longe, não sou o praticante fervoroso, mas também não sou o ausente.
Feitas as apresentações, siga.
Em nenhum momento coloquei a questão de quem pagava o altar, belos 200 mil euros. Coloquei a questão o discurso religioso e aquilo que me ensinaram.
Se existe na Igreja Católica um discurso de ajuda, basta ouvir muito padre na missa para ficarmos esclarecidos, onde se pede a ajuda de todos para diferentes causas e missões, não parece correcto o luxo ali demonstrado.
Não me parece que Jesus Cristo tenha celebrado a ultima ceia sentado num cadeira de marca. Não me parece que o telhado onde foi celebrado o evento tenha custado tanto dinheiro. Não me parece que para se celebrar a fé seja preciso tanto e tanto luxo.
Tenho como fé muito mais que isso.
Tenho a opinião que outros Papas não aceitariam tal coisa.
Acredito que a Igreja seja mais que criticar a opção sexual dos outros, que seja mais que a venda de artigos religiosos... sim, vi uma reportagem do lançamento de artigos relacionados com a visita do Papa a Portugal, ali em Bragança, onde apareceu um Bispo com o “lenço do peregrino” ao pescoço.
Peço desculpa, mas para mim a Igreja e a fé, não é nada disto.