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Agora fala Günter Grass

por Cristina Torrão, em 27.06.13

O Nobel da Literatura alemão, de 85 anos, classificou Angela Merkel como um perigo para a relação da Alemanha com os outros países europeus (link em alemão). Grass proferiu estas palavras na passada quarta-feira, na sede do SPD, em Berlim, num encontro com Peer Steinbrück, o oposicionista de Merkel nas próximas eleições.

 

Será que haverá, afinal, esperança para a Europa, se Steinbrück se tornar chanceler? Nesse encontro, ele apelou para que os intelectuais alemães interviessem mais na política, sendo mais críticos em relação ao governo, na questão europeia.

 

Nesse evento, foi apresentado um livro, de mais de mil páginas, que reúne a correspondência que Günter Grass e o falecido Willy Brandt, o famoso chanceler socialista, trocaram durante décadas. (Título original: Willy Brandt und Günter Grass: Der Briefwechsel).

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Günter Grass e Nina Hagen

por Cristina Torrão, em 17.04.11

 

 

O que têm em comum estas duas personalidades alemãs tão díspares: o escritor, de 83 anos, vencedor do Nobel, e a rocker caótica, de 51, que atingiu fama mundial nos anos oitenta? Resposta: a luta contra a energia nuclear!

 

Os dois participaram numa acção de protesto junto à central atómica alemã de Krümmel, perto de Stade, a cidade onde vivo. Tanto Günter Grass, como Nina Hagen, não deixaram dúvidas quanto à sua posição.

 

A Alemanha tem tradição neste género de luta e mesmo um governo conservativo, como o de Merkel, pondera alternativas, estuda prazos. Infelizmente, isso não se verifica noutros países. Em França, por exemplo, em que existem mais do dobro das centrais atómicas da Alemanha, a contestação é quase nula, limita-se a meia dúzia de excêntricos, apesar da tragédia de Fukushima.

 

É isso que desencoraja muitos alemães. Mesmo que conseguissem desactivar todas as centrais do seu país, estariam rodeados de outras e não se livrariam de sofrer com possíveis acidentes. Além disso, se a Alemanha, nesse caso, não conseguisse produzir energia suficiente, acabaria a importá-la de outros países, que a produzem a partir das suas centrais nucleares.

 

Um problema global, para o qual não se vislumbra saída.

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