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Vivemos num regime que se alimenta de génios, e em particular de génios da economia e das finanças. E o seu mais básico instituto de sobrevivência leva-o a apostar na sua produção intensiva o que, não se tratando de bens transaccionáveis, não deixa de se contraproducente. É que não servem para nada, ninguém os quer em lado nenhum, servem apenas para consumo interno.
Tinha a impressão que Daniel Bessa era um desses génios da nossa produção intensiva. Agora tenho a certeza!
Sim, não conheço a obra do Nobel português.
Tentei por diversas vezes ler um ou outro livro, mas reconheço-me um ignorante sem capacidade de passar das primeiras duas ou três páginas.
Se calhar até é um génio, se calhar até pinta belíssimos quadros com as palavras. Não sei, não o consigo ler.
Preciso de livros com pausas, com tempo para respirar e não um TGV de ideias, descrições e pensamentos. Se calhar o problema é meu, que não tenho capacidade para a genialidade do autor.
Se calhar até sou um básico. Também não tenho a capacidade do génio em simplificar a Bíblia e o Corão, lidos se calhar de forma demasiado linear.
Não lhe dou nem deixo de lhe dar razão nas afirmações que fez, ele é que é o génio. Se calhar chegou onde outros nunca chegaram.
Parece é que o génio anda pouco inspirado. Escrever o que ele escreveu, pegar no tema que pegou e afirmar o que ele afirmou, já milhares o fizeram antes.
Se calhar aquilo é genialidade e eu não a sei reconhecer.