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Futebol e afins

por Daniel João Santos, em 10.08.15

Duas ou três considerações: O Sporting venceu e aceita-se. O Benfica precisa ainda de trabalhar muito. O Jorge Jesus é um bom treinador, mas está com o ego tão insuflado que ainda explode. João Mário do Sporting esteve cinco estrelas ao lembrar que estiveram na Supertaça porque o ano passado ganharam a Taça de Portugal ou seja, digo eu, lembra o trabalho de Marco Silva.

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A desgraça, o horror, o drama

por João António, em 04.06.15

E perguntam vocês o que aconteceu ?

Eu respondo : foi só a troca de treinador num simples clube de bola !

Enquanto isso ele é fóruns, debates, toneladas de horas a debater uma coisa tão fútil .

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Também houve mulheres vencedoras!

por Cristina Torrão, em 14.01.14

O futebol português está de parabéns e, particularmente, o Cristiano Ronaldo. É compreensível e merecida a euforia dos portugueses (embora eu tenha achado um pouco exagerado o "tempo de antena" que lhe deram no Telejornal). Se compararmos estes prémios da FIFA aos Óscares, ele ganhou o de melhor filme, ou seja, o mais importante. Mas, e ainda usando o exemplo dos Óscares, houve outros premiados. De Jupp Heynckes, bem conhecido dos portugueses, já devem saber, pois foi coroado melhor treinador do mundo, depois de, na época passada, ter ganho tudo o que havia para ganhar com o Bayern de Munique.

 

Porém, meus caros, houve igualmente mulheres premiadas! Silvia Neid, a treinadora da seleção alemã de futebol feminino, levou a versão feminina do troféu do Heynckes. E a melhor jogadora do mundo é, também, uma alemã: a guarda-redes da seleção, Nadine Angerer.

 

Apenas para que conste.

 

Adenda: só depois de publicar, constatei que Eduardo Louro já se havia referido a Heynckes.

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Com o sorteio dos grupos para a primeira fase pode dizer-se que arrancou hoje o Campeonato do Mundo do Brasil. Com enorme polémica, com polémica em cima da polémica que normalmente acompanha este tipo de sorteios, raramente claros…

Já há grupos, já há bola – a brasuka – mas ainda não há estádios. Exactamente, ainda há estádios por concluir, o que sendo inédito não parece polémico. Polémica há desde logo na designação dos apresentadores do espectáculo que integra o sorteio, um casal - de marido e mulher, mas não é por aí – de louros, que não de olhos azuis. Diz-se que impostos pela FIFA, de Blatter, que numa atitude racista teria excluído a mais escura tez afro-brasileira.

O centro da polémica está mesmo no coração do sorteio, na constituição dos quatro potes, de oito selecções cada. O primeiro não ofereceria grandes dúvidas, se dúvidas não houvesse na designação dos cabeças de série. Mas há: se a Bélgica, mercê de uma notável fase de apuramento - e de facto, uma grande selecção, de que muito se espera - não fará levantar grandes dúvidas, já ninguém percebe por que carga de água lá está a Suíça. No segundo pote estava o busílis da questão, porque só lá estavam sete, em vez das oito selecções. A oitava seria, de acordo com as regras que sempre vigoraram, a selecção europeia com menor classificação no ranking da FIFA – na circunstância a França. O terceiro pote não suscitaria qualquer problema e o quarto, por contraponto ao segundo, estava no olho do furacão. Ficara com nove selecções, donde uma sairia por sorteio, para completar o tal pote 2, em vez da protegida França.  

Platini pretendia ainda melhor, queria mesmo que, em vez do sorteio com que Blatter brindou a sua França, fosse a Bósnia, na qualidade de debutante, a seguir directamente para esse segundo pote. Não seria nem mais nem menos escandaloso, o escândalo já estava na alteração da regra, que não servia os interesses franceses…

E lá saiu a bola do pote 4, directamente para o 2, sem mais. Para dourar a pílula não foi sequer anunciada a selecção sorteada, como que havendo qualquer coisa a esconder. Perceber-se-ia quase de imediato - sem que nunca fosse anunciado - que a fava tinha saído à Itália, e não à França, como seria escrever direito por linhas tortas. Que, agradecida, acabou por cair no grupo E, de todos claramente o mais fácil, com a Suíça – grupo que tivesse este estranho cabeça de série seria sempre o mais fácil - as Honduras e o Equador. Já à Itália cabe disputar com o Uruguai e a Inglaterra – três galos para apenas dois poleiros - e a Costa Rica, os dois lugares que asseguram a qualificação.

Também a selecção portuguesa tem pela frente tarefa bem difícil, com Alemanha – um dos principais candidatos, seria mesmo o principal se o campeonato se disputasse na Europa -, Gana, a mais poderosa selecção africana, que esteve às portas das meias-finais no último Mundial, na África do Sul, e Estados Unidos, provavelmente o adversário mais acessível. Mas também com deslocações complicadas (Salvador, Manaus e Brasília), em especial a Manaus, na Amazónia, longe de tudo mas perto do inferno, com calor e humidade pouco menos que insuportáveis.

Para que as polémicas não ficassem por aqui, só mais uma: o minuto de silêncio por Mandela não terá passado dos 10 segundos! 

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Cristiano Ronaldo 10 - Blatter 0

por Eduardo Louro, em 29.10.13

 

 

Na FIFA e na UEFA nada tem consequências, nunca sobra sequer uma pontinha que seja de dignidade e nunca ninguém assume responsabilidades. Blatter e Platini são inimputáveis. Salvam-se os resultados morais:Cristiano Ronaldo 10 - Blatter 0!

 

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Saiu a fava!

por Eduardo Louro, em 21.10.13

 

 

Enquanto a selecção nacional devia procurar alcançar a qualificação directa para o Brasil, a mensagem era que não havia problema nenhum, que o segundo lugar também dava… Keep calm, no pasa nada...

Lá chegados, começaram os problemas. Começou afinal a perceber-se que não era bem assim, que chegar ao play-off não significava mais que disputar com um adversário o direito a chegar ao Brasil. E foi essa ideia – disputar com um adversário – que levou a consciencializar que já não havia Bósnias, o sparring partner das últimas qualificações. E mais: que não havia Bósnia porque já lá estava, no Brasil. Porque, depois de anos a ficar de fora, percebeu que chegar ao play-off não era chegar aos palcos das fases finais. E por isso tratou de ganhar o seu grupo, deixando à selecção da Grécia – de Fernando Santos – as preocupações com o apuramento fora de horas.

A França é que não – dizia Cristiano Ronaldo e diziam todos. Portugal, não – diziam alguns dos franceses, que não Ribery. Depois de três vezes despachada – uma por Platini e duas por Zidane - achava-se que a selecção portuguesa evitaria por isso mesmo a equipa francesa, graças ao mesmo mas agora outro Platini.

A Islândia é que dava jeito, dizia-se. Era a prenda no bolo onde a fava, contando com a mãozinha do francês que manda na UEFA e quer mandar na FIFA, era agora a Suécia. De Ibrahimovich, o cada vez mais especialista em golos incrivelmente espectaculares!

E foi mesmo, para que ninguém mais se esqueça que o play-off é um caminho suplementar para o Brasil e não um simples carimbo para retardatários.

Ah… o brinde – a Islândia – saiu à Croácia. A França também se não pode queixar – calhou-lhe em sorte a Ucrânia. O resto fica por conta da Grécia e da Roménia! 

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Não tenho paciência para os programas de televisão sobre o assunto mas, como gosto de futebol e sou ouvinte da TSF, ouço os programas semanais (à segunda-feira) em que é feita a análise da jornada do fim de semana. Quando ainda estava naquela rádio o Fernando Correia divertia-me com os telefonemas dos ouvintes no "Bancada Central". Agora ouço o Jogo Jogado. Ontem, a propósito do que se tem dito e dito e dito sobre os árbitros e os seus erros gostei bastante de ouvir um dos participantes, o Luís Freitas Lobo, falar sobre o assunto. (aqui entre os min. 10.45 e 15).

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Notícia de uma morte anunciada

por Eduardo Louro, em 28.06.13

Morreu hoje a União Desportiva de Leiria, SAD. Não morreu ainda o tipo de dirigismo que a matou. Desse existirão sempre resquícios enquanto houver futebol…

Salvou-se o clube, o União Desportiva de Leiria nascido em 6/6/66 que, embora tarde, ainda foi a tempo de se demarcar da irresponsabilidade manhosa que há muito tomara conta da SAD. Recomeçou na segunda divisão distrital do calendário da Associação de Futebol de Leiria - onde, sob o comando do velho capitão Bilro, se sagrou campeão, resultando de um empate os únicos pontos perdidos – e veremos se tem condições para repetir o brilhante percurso sempre ascendente da sua primeira encarnação. E para se projectar na cidade e na região, para dela ser bandeira, modelo de referência e motivo de orgulho. Mesmo que os tempos não estejam para isso!

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O povo unido jamais será vencido

por Eduardo Louro, em 20.06.13

Hoje, no Maracanã (Espanha 10 - Tahiti 0!!!) ouviu-se: "o povo unido jamais será vencido". Pela primeira vez desde o início da competição o sentimento das manifestações populares passou as portas dos estádios. Para Blatter ouvir, certamente!

Mas ele já lá não está. Viajou para a Turquia - para a abertura do campeonato do mundo de sub 20 - onde, como saberá, o futebol não é a coisa mais importante  que por lá acontece. 

A torneira que abre a comunicação entre a rua e os estádios, no Brasil, está decididamente aberta!

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Alguém me explica?

por Cristina Torrão, em 30.11.12

Desde que se soube que Felipe Scolari regressou à seleção brasileira, tenho lido, na blogosfera, textos muito desfavoráveis em relação a este treinador. E não compreendo! É certo que houve desentendimentos que levaram ao seu afastamento da nossa seleção, sobre os quais, aliás, não sei pormenores. O facto de viver no estrangeiro tem destas desvantagens. Mas duas coisas eu sei: além de já ter sido Campeão do Mundo com o Brasil, foi no tempo de Scolari que a seleção portuguesa atingiu o seu melhor resultado, ou seja, chegar à final de um Campeonato Europeu.

 

Não sei o que os portugueses têm contra Scolari. Mas será interessante comparar o desempenho das seleções portuguesa e brasileira no próximo Mundial (se Portugal lá chegar).

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