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Do mega-processo do Freeport, que prometia abalar os alicerces políticos deste pais, resume-se ao julgamento dois fulanos que ninguém conhece ou se alguém conhece não sabem quem são.
Segundo a Directora a recusa deve-se ao facto de os autos não mencionarem José Sócrates, mesmo que fosse complexo, estivessem envolvidos diferentes pessoas de diferentes países.
Existe neste país, a todos os níveis, uma cultura geral das luzes do holofotes. O problema, que será sempre o fundamental e inevitável, é a presença do factor humano, mais propriamente, a vaidade humana.
Seis anos depois do começo do processo Freeport, aquela coisa armada em Centro Comercial em Alcochete, o Ministério Publico tem uma forte convicção de que foram exigidas luvas aos ingleses para construir o espaço. Eu tenho uma forte convicção que foram exigidas luvas, chapéus, casacos, cachecol e afins. Sim, isto ainda é Portugal e as tradições são para se manter.
Sim, nada mais giro de que abrir um processo a um processo. Para alguns, gente no comando da justiça, dois carimbos "Arquivo" é melhor que só um.
Até pode ser verdade, mas que as duvidas são mais que as certezas, isso é que é mesmo verdade.
Portugal é sem duvida um país diferente. Acusam-se os intermediários, que irão a julgamento por corrupção (activa e passiva). Interessante é tentar perceber como podem ter sido corrompidos se ninguém foi acusado de os corromper. Interessante é tentar perceber como é que eles corromperam alguém se ninguém foi acusado de ter sido corrompido.
Tenham medo meninos e meninas, o Freeport vai ser o jantar de hoje ...
O processo de investigação do Freeport está ao que parece concluído. Avanço com as contas finais:
Sete arguidos - cinco arguidos = 2 arquivos
Enterrar por enterrar, o pessoal prefere que se enterre uns milhões nos bolsos de alguns. Somos um povo generoso.