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Poderia ser Trigo. E sabia-se que era trigo, e não outra coisa qualquer.
Poderia ser Milho, Aveia ou Cevada. E sabia-se o que era. De onde vinha e para onde ia…
Mas não. É Seara!
Pode ser qualquer coisa. Pode ser o que (se) quiser. Pode vir de onde vier e ir para onde for…
Um campo de trigo é um campo de trigo. Um de milho é isso mesmo. Como de aveia e cevada. Uma seara pode ser um campo de trigo. Ou de milho, ou de aveia, ou de cevada!
Não se sabe de que é. Sabe-se que dá para tudo, independentemente da semente lançada e do cereal ceifado…
É assim nas televisões, onde é um dinossauro dos programas da bola. Onde supostamente estaria para defender o clube que diz ser o seu, num espaço que os adversários sabem usar com critério e estratégia. Mas que não está. Está para se insinuar. Está para se promover. Está para garantir apoios, agradando a gregos e troianos. Porque se num campo de trigo precisa dos gregos, noutro, de cevada, precisa dos troianos…
É assim na política, onde salta do campo de milho para o de aveia. E onde apresenta boas vindas na hora da despedida, porque o que é preciso é aparecer. Ver e ser visto, de bem com todos e de todos velho amigo. Do peito e de velha data!
Há nomes que se colam às pessoas. E há pessoas que não podiam mesmo ter outro nome… Talvez isso ajude a separar o trigo do joio!