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"Os que pensavam que estava à procura de um tacho enganaram-se." - Fernando Nobre
Na realidade ninguém disse que Nobre queria um tacho. O que o presidente da AMI queria era poder e protagonismo. Tentou ser Presidente da Republica, Presidente da Assembleia da Republica, não conseguiu nada. Depois destas duas aventuras, que enganou muitos, Nobre já mais se contentaria com o simples lugar de deputado.
Absolutamente triste toda a novela protagonizada por Fernando Nobre. O curto caminho que percorreu desde a candidatura à Presidência, que eu acreditei, passando por uma tentativa falhada de saltar degraus e ser Presidente da Assembleia da Republica, terminado agora numa renuncia ao cargo de deputado, mostra que afinal sempre estivemos perante um fraude politica. Nobre presidente da AMI transformou-se no Nobre da ambição desmedida por protagonismo e poder. Ao contrário de muitos, reconheço que errei na avaliação que fiz da personagem, não fujo em frente e muito menos desculpo este insulto à democracia.
Absolutamente lamentável que o PSD tenha começado a legislatura desta maneira. Fernando Nobre desistiu, após duas derrotas, mas mantém-se como deputado, menos mal.
E agora o que vão fazer com o Nobre problema?
Miguel Relvas garantiu que não haverá redução no número de ministérios. No entanto, o 2711 está em posição de esclarecer que haverá redução de ministros. Sim, ao que parece Fernando Nobre será ministro.
"Faço questão de dizer aqui em Massamá que eu, como todos os portugueses, somos africanistas de Massamá. Eu sou o maior e talvez o mais africanista de todos os candidatos, por Lisboa e talvez não só." - Fernando Nobre
Fernando Nobre em entrevista ao jornal Publico mostra como conseguiu enganar muita gente, eu incluido. De uma completa desilusão ex-candidato presidencial mostra ao que anda e provavelmente ao que sempre andou.
Engana-se Fernando Nobre ao considerar que existiu um ataque a si, à sua ética e à integridade enquanto ser humano. Apenas se provou por A+B que até os supostos candidatos da cidadania dizem uma coisa ontem, hoje outra e amanhã uma diferente. Nobre afirmou que partidos nunca e que jamais se candidataria a deputado.
Engana-se ao afirmar que em nome dos portugueses, de Portugal e do bem-estar do povo, estar disposto a sofrer o que for necessário. Tenho a sensação que fará o necessário desde que não tenha de "sujar" como deputado.
Afirma ainda Fernando Nobre: "Dos quase 600 mil votantes que tive, alguns construíram um imaginário de Fernando Nobre que não sou eu."
Exactamente, uma grande maioria dos 600 mil imaginou que existia ali algo de diferente, que Portugal poderia ter em Nobre alguém digno e que fosse independente, mas não. Nobre mostrou que alguns autoproclamados "paladinos da cidadania" têm de ter coluna vertebral para serem mais do que um instrumento de um partido politico.
Fernando Nobre adaptou-se bem à vida partidária que tanta repulsa lhe causava. Já aprendeu a nobre arte de em política se de dar o dito por não dito e de se fazer de vitima.
“Não exigi, não negociei, não pedi nada”, disse na RTP 1, explicando que Passos Coelho fez-lhe a proposta de “ser cabeça de lista por Lisboa e o nome indicado para Presidente da Assembleia da República”. “Após uma semana de reflexão profunda e difícil, decidi aceitar”, acrescentou.
Estamos certos que também não negociou com o PS...
«Li e não gostei. Mas assumo o que disse. Renunciar ao cargo de deputado representa o meu desapego pelo poder», disse, salientando que os portugueses conhecem o seu desapego.
Pois, o que Fernando Nobre desconhece é que se os camaleões são rápidos a adaptarem-se ao meio ambiente que os rodeia, também é certo que não primam pela inteligência.
A entrevista de Fernando Nobre à RTP1 confirmou a decepção em que se tornou o ex-candidato presidencial. Ao longo da entrevista o presidente da AMI foi enterrando o resto da esperança que alguns, eu incluído, ainda tinham que dali saísse uma explicação para a cambalhota politica que ele deu. Fernando Nobre mergulha na politica como já se tem tornado habito em Portugal, começando por cima. Não entra na luta politica, ele que se diz um homem de trabalho e de luta, por baixo. Não arregaça as mangas e escava uma carreira limpa e que seja o exemplo para os cidadãos.
Ontem a palavra cidadania na voz de Nobre era esperança, hoje essa mesma palavra é plástica e vazia.
Incapaz de não asneirar sempre que abre a boca, Passos Coelho precisava urgentemente de um palhaço que desviasse a atenção. Ao pé de Fernando Nobre, Passos brilha como um estadista.
O recém empossado palhaço da política nacional vem agora informar-nos: que se não “for eleito presidente da Assembleia da Republica” renuncia “imediatamente ao cargo” de deputado para o qual é proposto enquanto cabeça de lista pelo círculo eleitoral de Lisboa.
Portanto uma questão de poleiro... claramente, Nobre não está lá para servir o país.