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Enfim, mais vale tarde do que nunca. É tempo de os políticos europeus irem aprendendo que aquilo que criticam noutras partes do mundo também é válido para a sua.
Em entrevista à edição de hoje do diário alemão Bild Zeitung, Merkel, que se apresenta como a defensora do emprego na Alemanha, vê no salário mínimo generalizado, que não existe no país, a razão que explica que “numerosos países da Europa tenham uma taxa de desemprego bem mais elevada [do que a alemã], uma vez que os salários e o rendimento não estão relacionados”.
Ahhhhh! E nós que pensávamos que o desemprego tinha a ver com a austeridade, com a redução do crédito às empresas e outros mimos...
O chumbo do Tribunal Constitucional a parte do Orçamento de Estado fez Portugal saltar para as manchetes internacionais. Os alemães limitam-se a dizer que o chumbo pôs o governo em dificuldades, pois fica mais longe de poder atingir as metas combinadas com a troika. E perguntam-se se será ainda possível salvar o euro.
Por acaso, no dia anterior, eu tinha lido que uma sondagem apurou que 24% dos alemães votariam num partido que acabasse com o euro no seu país (desculpem não estabelecer link, mas perdi-o).
E assim vai a Europa...
Na democracia em que a Europa mergulha, existem complexidades que não devem ser exploradas . Sim, porque apanhar pérolas é só para alguns, porque a esmagadora maioria irá continuar a apanhar as cascas ...
Para François Hollande, o reino da fantasia está prestes a terminar. A Merkel explica-lhe ao jantar, não sei se será servida uma vichyssoise...
A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, deu hoje mais um sinal de que pretende continuar a apostar na política de austeridade ao nível europeu, na abertura da campanha eleitoral para as eleições de 13 de Maio no estado federado da Renânia do Norte-Vestefália.
Ganhar eleições à custa da fome dos outros... mal empregado plano Marshall.
Sarkozy diz que há demasiados estrangeiros em França.
Concordo com Sarkozy. A Merkel passa a vida lá enfiada a dar-lhe ordens...
Um navio da empresa Costa Cruzeiros, a mesma a que pertence o Costa Concordia que naufragou a 13 de Janeiro em Itália, está à deriva ao largo das Seychelles, após um incêndio. O Costa Allegra tem cerca de mil pessoas a bordo.
Embarcar nestes navios é quase tão perigoso como embarcar nesta Europa economicista, de baixos salários, pessoal mal qualificado e manutenção zero.
Também aqui a europa está à deriva.