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Serei eu o único que está a ficar sem paciência para tanta publicidade sobre o chamado "regresso ás aulas?
Escolas da Parque Escolar estão para arrendar na Internet
Eis um titulo absolutamente ridículo. Na realidade o que está para alugar por um determinado tempo e valor, são auditórios, ginásios e outros espaços, que sendo espaços de boa qualidade vão trazer mais valias para a escola, principalmente mais verbas para o debilitado orçamento de muitos estabelecimentos.
A impunidade graça desgraçadamente neste pais !
"Foi apresentada queixa à Guarda e a situação está a seguir os trâmites", disse a mesma fonte.
Querem apostar que em breve muita gente vai ter saudades da Isabel Alçada?
Já todos devíamos saber que não se deve questionar quem nos levou a recorrer ao FMI , perdão FEEF.
Já que estamos todos de tanga, nada melhor que proibir o seu uso pelos mais novos ... assim não aprendem a ser anti-patriotas .
O Sapo diz que mais de 50 escolas devem fechar hoje. Não são escolas públicas, são privadas. Ora, procurei a palavra "privado" no dicionário, e o resultado foi este:
1. Adjectivo, masculino, singular
2. Que é de acesso condicionado, reservado. = particular ≠ público
3. Que diz respeito à intimidade de um indivíduo. = íntimo, particular, pessoal ≠ público
4. Que não pertence ao Estado. ≠ público
5. Que está desprovido de algo ou de alguém. = destituído, falto
6. Indivíduo que goza dos favores de alguém e que é seu confidente. = favorito, valido
7. Sector de uma actividade que não está subordinada ao Estado.
Não tenho prestado muita atenção a este assunto, confesso. Quanto prevejo que me vou irritar a sério, prefiro fingir que não percebo e passo à frente, mas a insistência tem sido tão grande, que não tenho outro remédio senão encarar o assunto.
Parece que as escolas privadas (logo, por definição, que não pertencem ao Estado, que não são públicas, e que são de acesso condicionado, reservado) estão a protestar porque vão perder apoios do Estado. Tem havido manifestações e tudo.
Ora, não me interpretem mal, eu não tenho nada contra as escolas privadas, até fiz o que agora se chama 1º ciclo numa escola privada, por circunstâncias pessoais e familiares que ficam para outro dia. Mas para que eu estudasse no Externato, o meu pai fez muitos sacrifícios e a minha mãe fartou-se de dar agulhadas sem ter sequer o curso de costura.
Quando acabei a segunda classe, as circunstâncias que tinham levado os meus pais a inscrever-me naquela escola já se tinham atenuado e o meu pai quis transferir-me para a Escola Pública. Só a vontade inabalável da minha professora é que impediu que isso acontecesse, chegando a haver uma proposta de redução da minha mensalidade, que o orgulho do meu pai nunca pôde aceitar.
Mas agora, parece que as coisas são diferentes. Os meninos são inscritos nas escolas privadas (logo, por definição, que não pertencem ao Estado, que não são públicas, e que são de acesso condicionado, reservado), e o Estado assume o pagamento da mensalidade. Para garantir essa possibilidade aos meninos cujos pais fazem questão de os inscrever numa escola privada (logo, por definição, que não pertence ao Estado, que não é pública, e que é de acesso condicionado, reservado), o Estado vê-se obrigado a cortar nas despesas com as Escolas Públicas.
Por isso, fecham-se escolas e obrigam-se alunos a percorrer caminhos de vários quilómetros, arrancam-se crianças de seis anos do seu ambiente familiar, da comunidade onde pertencem para os integrar em grandes centros educativos, porque é preciso poupar recursos. Aumenta-se o número de alunos por turma, para permitir a redução do número de professores e reduzem-se os apoios sociais aos alunos sem recursos, porque é preciso poupar recursos.
E para onde vão esses recursos? Para subsidiar os alunos cujos pais fazem questão de os inscrever numa escola privada (logo, por definição, que não pertence ao Estado, que não é pública, e que é de acesso condicionado, reservado), apesar de haver Escola Públicas ali ao lado.
É claro que também houve manifestações quando muitas escolas públicas foram encerradas, mas isso agora não interessa nada, porque esses pais, sem poder económico, não conseguiram mobilizar a comunicação social nem marcar a agenda política.
Posto isto, não percebo porque é que as escolas vão fechar. São escolas privadas (logo, por definição, que não pertencem ao Estado, que não são públicas, e que são de acesso condicionado, reservado), e se vão fechar, é porque os pais não querem pagar as mensalidades que asseguram o seu funcionamento. Deixem o Estado em paz, porque há muitas Escolas Públicas com muitas necessidades básicas de funcionamento que precisam de ser asseguradas com urgência.
Irra, que é demais!
Ainda a propósito do folhetim Carlos Queiroz lembrei-me dos projectos MUSS e FBCQ que, pelo menos aqui, perto de onde vivo, mobiliza muitos miúdos. No site deste último podemos ler "A ‘Liga Football By Carlos Queiroz’ tem como objectivo proporcionar através dos vários modelos competitivos criados, uma experiência única e inovadora num ambiente seguro e positivo, que seja marcado essencialmente pela alegria e pelo convívio saudável entre todos, permitindo assim o desenvolvimento do aluno na vertente técnica, social e humana."
Será que, com a qualidade das notícias que têm vindo a público, esta filosofia não sai beliscada?
Se a lentidão da Justiça é coisa costumeira, este tempo de férias ainda atrapalha mais o avanço dos processos. Em Setembro recomeçarão as aulas na escola EB 2-3 Luciano Cordeiro, de Mirandela. Neste ano lectivo haverá menos um aluno que o previsto.
O director da escola não prestou declarações nos 3 meses que estão previstos na lei. Parece que não tem nada a declarar. Ele terá razão uma vez que o inquérito que foi feito "não encontrou motivo para procedimento disciplinar daqueles que dependem directamente do Ministério da Educação, ou seja docentes e dirigentes, mas apontou eventuais responsabilidades ao porteiro e, como o pessoal não docente está integrado nos quadros municipais, remeteu certidões à autarquia para que agisse em conformidade, o que levou à realização de novo inquérito."
Mas atenção: "O município determinou a abertura do processo disciplinar, ressalvando que o funcionário tinha “atenuantes porque não existiam quaisquer regras de controlo da saída de alunos” e porque acumulava o controlo do portão com o serviço de telefonista, entre outras funções." Então o Porteiro só tinha como tarefas o controlo do portão (que não tem regras), o atendimento do telefone e outras funções... ou seja não tinha nada para fazer e mesmo assim não viu o Leandro sair? Sim, é definitivamente o culpado.
Sinceramente, a ser tudo o crime, prefiro manter as escolas com 20 alunos, evitando a desertificação do interior, do que o crime de encaixotar alunos e criar licenciados a martelo.
Um deputado do PS, de seu nome Nico Bravo, anunciou que em Portugal existem crianças a utilizar esquadros e réguas utilizadas pelos seus pais, isto quando eles tinham a idade delas.
Senhor deputado Bravo, bravo! Finalmente alguém do PS reconhece o estado em que está o nosso sistema educativo e a nossas escolas, mesmo depois de tantos anos de governo socialista e diversos planos tecnológicos.
Mais uma vez, bravo!