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Primeiro a noticia:
Três votos a favor e dois contra. É este o resultado da votação da deliberação do conselho regulador da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) sobre o caso que opõe o PÚBLICO e o ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas. A ERC concluiu que o ministro não fez “pressões ilícitas” ao jornal ou à jornalista Maria José Oliveira. E que “não se verificou a existência de um condicionamento da liberdade de imprensa”.
Depois o esclarecimento: Os votos que ilibam Relvas vieram dos membros indicados pelo PSD e contra a "limpeza" dos indicados pelo PS.
Resumindo: Se em outros setores existem entidades, organismos e afins, que são extintos por não serem, segundo o executivo, necessários e apenas gastarem dinheiros públicos, não se entende como é que outras entidades não são também extintas. Segundo a ERC nunca se passa nada, na entidade da concorrência idem... Se calhar, bem vistas as coisas, têm mesmo razão de existirem.
«O Bloco de Esquerda acha que a ERC deveria abrir um inquérito, aguarda que a ERC se pronuncie, espera que o inquérito seja aberto, que a ERC - que é a entidade competente - investigue e aguardaremos as conclusões», Catarina Martins, Bloco de Esquerda.
Surpreendentemente o Bloco avança e ajuda Sócrates nesta questão com Mário Crespo.
Sim, todos sabemos o resultado dos inquéritos da Entidade Reguladora da Comunicação Social.
Enquanto o urbano José António Saraiva presta declarações na ERC, onde vai falar dos provincianos que alegadamente o tentaram condicionar, nós esperamos entusiasmados pelo desfecho da situação.
Qualquer assunto onde a ERC seja chamada envolve sempre algumas certezas:
- Vai ser animado.
- Vai permitir umas boas gargalhadas.
- Vai o relatório vai sair banco.
- O carimbo "Arquivado" vai ser usado.
Evidentemente que é necessária uma investigação, mas é difícil acreditar nas acusações quando o mensageiro é quem é.
Devemos realmente ficar felizes, eu pelo menos estou radiante, quando uma entidade (ECR) de um país livre e democrático, impõe a igualdade e a democracia com uma marreta.
Por acaso até me é indiferente que candidato A ou B seja comentador político nos jornais, televisão e rádios.
Digo "por acaso" pela simples razão que não ouço nem vejo nenhum deles. Aliás, para adormecer prefiro ver os “patinhos” que passam na RTP2.
Tirando a tentativa de brincadeira, é bom para a democracia a não regulação de critérios jornalísticos por parte de qualquer entidade.
Exige-se a bem de um sistema eleitoral e democrático, uma igualdade de oportunidades baseada no bom senso de cada um. Evidentemente que isso seria exigir o céu, uma utopia longe da realidade portuguesa.
Enquanto não se chega a esse bom senso e a um sistema limpo, recordemos que as televisões e rádios têm um botão para mudar de canal ou desligar e os jornais são de compra facultativa.
O 2711 está em condições de garantir que a sequência de acontecimentos, que de seguida se enumeram, não estão directamente relacionados!